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O FATO

Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém

29 Novembro 2018 15:17:00


(Foto: Divulgação) /

É que, metendo o bedelho onde não fomos chamados, faço introspecção, não muito profunda, sobre esta confusão que rendeu a expulsão dos tais médicos e médicas cubanos. Neste oceano de bandalheiras em que o Brasil foi mergulhado, o tal programa dito "Mais Médicos" foi algo da administração petista que resultou em algum benefício para o povo, o povo pobre, porque o povo rico sempre teve e sempre terá mais benefícios. 

Ah, pois, vamos passar a largo desta miudagem de que o real objetivo não era trazer médicos para suprir necessidades e carências, e sim enviar pela via direta alguns punhados de dólares para o regime castrista. O médico era o meio e não o fim. Também não nos misturemos ao varejo que discute a formação dos tais profissionais, formação esta sempre posta em cheque e dúvidas, preferindo este humilde escriba público ficar com a fama merecida da qualidade de ensino fornecido na ilha socialista. Onde vamos então? Para a questão do agora. 

É fato público a ojeriza que o Presidente Eleito tem pelas esquerdas em geral e por Cuba no muito particular. Já durante a campanha eleitoral o, agora, excelentíssimo sempre disse cobras e lagartos sobre o regime caribenho. Não estava de todo errado o Capitão-Deputado-agora Presidente, quando denunciou e continua denunciando o viés ideológico de certas relações bilaterais do Brasil. Voltemos à vaca fria. A verdade é que existem formas, fórmulas e fórmulas de se mudar o status das coisas. 

Só em Santa Catarina, algo em torno de setecentos e cinquenta mil pessoas eram atendidas pelos profissionais cubanos. No Brasil inteiro a coisa vai para a casa dos milhares, sem contar que alguns municípios e comunidades viram um médico pela vez primeira exatamente sendo um cubano ou cubana. O rompimento de um contrato, seja entre particulares ou entes públicos, deve seguir normas. No caso em questão, a coisa deve passar pelos canais diplomáticos, pelas conversações em alto nível e não com o método de carga de cavalaria adotado pelo destrambelhado Presidente Eleito. Cuba retaliou simplesmente mandando seus cidadãos voltarem para casa. 

É infantil e grotesco, para não dizer grosseiro, o convite, extemporâneo, para os cubanos que quiserem ficar ou trazer familiares. Droga, todos sabem que as famílias são exatamente o refém do governo do onipresente Castro. É de recomendar-se ao futuro Chefe da Nação uma maior circunspecção e tato nas tratativas internacionais, pois meta os pés pelas mãos com figuras como o não menos destrambelhado Trump e o Messias vai ver o que é bom para a tosse. Fica ainda a perspectiva pessimista sobre os editais editados às pressas para convocar médicos interessados em substituir os dispensados. Coisa feita no atropelo e atabalho- ada que não vai produzir nada de bom. 

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