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Cada um com sua fome e sua dor

15 Novembro 2018 10:31:00


(Ilustração: Bill Lesniewsky)


É que, em falta de tema concreto e mais próximo, voltamos as vistas para este quiproquó da tal marcha de povo centroamericano, de Honduras, Guatemala e proximidades, enqueixados como mulas, quase que hipnotizados ou caminhando como zumbis, ideia fixa em entrar na terra do Mickey Mouse. Vontade, desejo, até pode ser legítimo, mas o gesto concreto, a entrada e permanência na terra do Tio Sam já são outras quireras, pois dependem da vontade, da aquiescência de quem lá vive ou, melhor ainda, de quem lá manda e governa.

Há, pois, exatamente o seu governante máximo tem exatamente o maior pavor, horror a este tipo de gente. Primeiro que, de per si, o tal Presidente já tem uma pinta de meio destrambelhado, e, de quando em vez, se duvida até do bom funcionamento da cachola do dito cujo, chegado que é em meter os pés pelas mãos. Mas no caso presente, o homem não deixa de ter lá suas doses de razão.

Primeiro porque lá, diferente de cá, não é casa de mãe Joana, nada de ir entrando e se aboletando. Uma leva de imigrantes, coisa orçada em mais de cinco mil pessoas, acrescenta problema de monta exatamente para o Governo dos Estados Unidos. Criação de estrutura de recepção e encaminhamento, consumo de recursos de saúde e educação, locação de atividade produtiva e remunerada, item este em detrimento de faixa desempregados norte americanos, cuja taxa de desocupação agora de começa a atingir patamares aceitáveis para eles, na cifra dos três e meio por cento.

Neste caso temos que concordar com Mister Trump que, fiel aos ditames da bíblia, prega que " Mateus primeiro os meus". Meus estimados e (im)pacientes leitores gritam que é questão humanitária e outras balelas que estão na ordem do dia. Bem verdade que o povo sofre muito nestas republiquetas bananeiras da falida América Latina. Mas, a rigor, quem pariu Mateus é responsável por embalar.

O troglodita da Casa Branca não está a fim de seguir exemplo e métodos dos governos europeus que vêm ser-lhes socado goela abaixo levas e mais levas de fugitivos do Norte da África e do mundo muçulmano, também atarantados pela desgraça provida pelos arremedos de governo de seus países, a guerrilha e movimentos de insurgentes, fanáticos religioso que na verdade usam a força das armas para livrarem-se de seus miseráveis e indigentes.

Tal não é a ideia do Governo norte-americano que não hesita em enfileirar quase uma dezena de milhar de robustos fuzileiros navais ao longo da fronteira mexicana, claro que no lado saxão, e vai impedir no pau e bala esta inusitada invasão de seu país com a gama de problemas decorrentes. Trouxas foram os mexicanos que permitiram o ingresso destes povos em seu território. Se Mister Trump endurecer como promete, a batata quente fica na mão do México.

Nada muito diferente do que se vê aqui no Sul do mundo, onde levas não pequenas de venezuelanos vem para aqui, onde acreditam ser o paraíso. Como se não tivéssemos nós a nossa própria miséria para chorar. Antes foram o haitianos, porém coisa de fácil solução pois, no contexto era meia dúzia de gatos pingados. A moda já pegou. Precisa os métodos trumpianos também ter mais largo uso.


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