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AOS AMIGOS OS BENEFÍCIOS, AOS INIMIGOS OS RIGORES DA LEI

06 Janeiro 2018 18:01:00




É que, ano em pleno alvorecer, mas que ainda traz preocupações vindas do rescaldo do ano morto. No apagar das luzes do ano transato, o ilustre Presidente do Brasil dá mais uma pedalada em marcha ré. Protagonizou mais um fiasco por conta do indulto natalino, benesse presidencial costumeira ao final de cada ano, como o governante romano dos judeus que libertava um prisioneiro em cada Páscoa. Ah pois, a dita lei de perdão total e parcial, em seu último edito, suscitou as mais escabrosas e sibilinas interpretações.

A grita nacional foi de que o Chefe da Nação fez edito genérico e meio capcioso para abrigar gente graúda, de poder político e ou financeiro, amigos, apaniguados e chegados em detrimento da moral e bons costumes, sendo que a tal lei de indulto sempre foi vista e usada para dar liberdade a pequenos infratores, remir penas curtas e dar alento e esperança aos apenados com sentenças condenatórias maiores.  

A grita nacional ficou por conta exatamente deste guarda- chuva aberto sobre as cabeças coroadas e ungidas, gente que se pretende ver cumprindo boa e longa temporada nos presídios, nas mesmas condições que os seres comuns, servindo a estadia ao primeiro como escarmento aos punidos, dando-lhes tempo de meditação e expiação ao mal que fizeram e, na via paralela, também servir de preventivo escarmento a deter ideias dúbias sobre o lançar mãos aduncas sobre o erário.  

Talvez, com um mínimo de boa vontade, talvez não se possa atribuir ao Supremo Magistrado da Nação a intenção pura de realmente suavizar caminhos de patifes.

A escusá-lo talvez o açodamento com que Ministro, fâmulos e assessores levaram o documento para a real assinatura e o Magistrado Supremo, ainda que jurista de nomeada, talvez irritado com o ardume da uretra inflamada, não se tenha detido em leitura calma e análise detalhada do beneplácito que estava por assinar.  

Tal ensejou movimentos paralelos como da Procuradoria Geral da República e a canetada final da Ministra Presidente do Supremo que limpou o malsinado decreto das facilidades que ele trazia embutido. Foi a mostarda posta no amargo pedaço da pizza presidencial. Governo auto proclamado como de salvação nacional mas que, ao apontado pelas mídias e detratores, não deixa de cumprir o preceito bíblico do " Mateus primeiro os teus ". Marcou gol contra, e mantém o placar nacional desfavorável.  

Ano novo sob a ótica de velhas perspectivas, restando esperar para ver se se apresentará ante nós alguém com os requisitos de reputação ilibada, competência e boa vontade para conduzir-nos a tempos menos ásperos. O que aparece por aí não é nada disto, pois falha em um a outro dos requisitos.

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