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ACONTECE QUE NÃO SE DEIXA CABRITO CUIDANDO DE HORTA

07 Julho 2018 10:59:00


É que, em função da Copa do Mundo de Futebol, o grande ópio do brasileiro, as coisas vão acontecendo, meio que na surdina, sem nos darmos conta, ainda que paire à beira do absurdo. Que temos? Temos que essa miríade de simulacros de junção de pessoas que nos são dados a ver como partidos políticos, sopa de letrinhas de pouco significado exceto para facilitar o caminho do jarro público onde lançar as mãos aduncas, estamos em vias de ver outro grandioso assalto aos cofres públicos, assalto este com o beneplácito e carimbo do Estado-Patrão. Falo do famigerado Fundo Partidário, cifra que ascende aos bilhões a ser repartida agora com estes arremedos de partidos políticos. 

Os que aprovaram este monstrengo, o fizeram, segundo dizem, para evitar o aprisionamento dos partidos e eleitos às algemas dos grandes doadores de dinheiro privado para as campanhas políticas. Diga-se logo que, ao que se vê de dia e com o Sol quente, escancarado na Imprensa, é que as tais doações privadas nunca o foram, pois via tubulação adredemente escavada, as grandes doações já o foram de dinheiro público. O que penso? Ao meu modesto e talvez errôneo sentir é que partido político, guardadas as devidas definições jurídicas e legais, são entidades próximas ao privado, associações com objetivos definidos como quaisquer outras.

Seus objetivos sim, são de tornar eleitos em agentes públicos. Logo, tais atividades devem ter custeio financeiro exatamente por conta de dirigentes, filiados, militantes e assemelhados.

NÃO SE TOMA JEITO, NÃO SE TEM VONTADE DE FAZER AS COISAS CERTAS

Já não chega o gasto absurdo com aparato para a manutenção dos tais gabinetes de lideranças nas casas do Congresso. Então, onde vamos? Vamos que em breves dias a verba polpuda será rateada, a mesma verba que faz falta para construção ou reabilitação de rodovias, melhorias na saúde pública e tantas outras carências e misérias que a Lei dispõe como dever do Estado. 

O tal fundo pretende, na visão dos ingênuos, e com aplausos frenéticos dos de má fé, inibir o tal caixa dois, a contabilidade paralela. O dinheiro solerte que entra por túneis, malas, caixas, cuecas e outros desvãos. Quanta bobagem. Nos dias de hoje vêm, quase que cotidianamente, eleitos e não eleitos a blasonarem com voz empostada que suas contas de campanha foram prestadas com exatidão e devidamente aprovadas pela Justiça Eleitoral, exatamente na hora em que esta mesma Justiça, em seus diversos ramos, põe em cheque exatamente a tal contabilidade cheia de lances espirituosos.

A campanha que se avizinha não será diferente. Depois dela se verá os mesmos defeitos vistos até aqui. De mais palpável é que o tal Fundo Partidário é o estímulo que faltava para a criação de mais agremiações políticas, mais siglas de aluguel, de olho e dedos curvos para esta grana fácil. Não se toma jeito, não se tem vontade de fazer as coisas certas.

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