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A paz na Terra tem seu fundamento na paz de consciência (Papa João XXIII)

25 Novembro 2017 13:43:00

Murilo Machado


(Foto: Divulgação)

É que, por morarmos no país da piada pronta, quedemo-nos em rápida vista d'olhos sobre mais uma. Na segunda que passou comemorou-se o Dia da Consciência Negra, data que ensejou feriado em alguns estados. Começo com o que disse o festejado ator hollywoodiano Morgan Freeman. "No dia em que pararmos de nos preocupar com a consciência negra, amarela ou branca e nos preocuparmos com a consciência humana, o racismo desaparece". O genial e oscarizado ator é negro e colocou com meridiana clareza e genial acerto a estupidez da data e da comemoração.

No velho e bom Brasil a coisa vai por conta de nossa malandra mestiçagem, chegados nós em uma moleza, especialmente a remunerada, por conta das invenções de feriados brotados em nossa fértil e pródiga imaginação. Mas fiquemos no centro da questão.

A consciência definitivamente não tem cor. O que se faz necessário é exatamente o abrir da consciência incolor para a simples condição humana.  

Esta condição mostra com simplicidade que a cor da pele deriva de uma gama de fatores, inclusive de natureza climática, do continente onde nasceram nossos antepassados, a adaptação do ser humano as circunstâncias de espaço onde vive. Tudo menos qualquer indício de superioridade por condição racial. Concedemo-nos até o direito de manifestar pensamento no campo contrário, pois o acalentar de sentimentos racistas cultiva exatamente o sentimento ou complexo de inferioridade existencial que se compensa ou sublima pela ideia de a cor da pele proporcionar status superiores ou inferiores. De mais a mais estes tempos do pós-moderno, do terceiro milênio, já não mais permite que tais coisas ainda possam existir. Se existem é exatamente pelo fato de alguns bestas embretarem a questão fugindo da discussão mais ampla que é a consciência pura e simples como afirmado por Mr. Freemann.  

A coisa tem a mesma ótica estúpida desta discussão insípida contra a mulher, como se a violência contra o sexo antípoda fosse aceitável e permissível. Ora, caceta e planeta, o que tem que ser discutido e combatido é a violência em si, a violência que brota da estupidez e ignorância humana, gratuita na maioria das vezes, e como tal não tem sexo, e nem deve merecer maior ou menor atenção, combate ou omissão e descaso pela questão de a vítima da violência pertencer a este, àquele ou ao outro sexo. Isto remete a questão inicial de nossa abordagem, que trata ambos os temas como simples e descolorida questão de consciência humana. O resto é balela, preguicite aguda, fabricação de feriado inútil, invenção de carioca, pois o carioca trabalhador abomina as folgas sem sentido, enquanto o malandro, carioca ou não, não precisa de decretos de feriado para folgar. 


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