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A morte como ela é

14 Outubro 2017 09:27:00

Preferimos a generosidade 



É que ainda estamos sob o impacto das mortes violentas, especialmente aquelas de Las Vegas, pela quantidade. No rastro um doido desgraçado incendiou uma creche em Minas, e de cara morreram quatro crianças. Um desequilibrado, brigado com a vida e puniu inocentes. Inocentes como em Vegas. Mas onde bate o meu ponto? Vai que atiradores lá nos States não é coisa recente. Começou ló no fim dos anos 70 com soldados malucos, regressos do Vietnã com a cara cheia de drogas distribuídas no front e mais o horror do sangue brotado em cachoeiras.

Depois o terrorismo deu sequência, assulando malucos. Isto nos põe diante de outro fato. O tal Estado Islâmico. Já notaram que tudo o que produz sangue eles reivindicam a autoria, ou foi feito por soldado seu ou em sua homenagem? Coisa ridícula. Tão ridícula que se auto ridiculariza e ridiculariza o movimento guerrilheiro em geral.

Não nutro qualquer simpatia por tais movimentos, no entanto, sempre entendi o que fez e o que queria o velho Yasser Arafat, Engenheiro Civil por formação e fundador da OLP. A questão palestina dormia em berço esplêndido e a tal ONU com muita preguiça de fazer algo, até para não azedar Israelitas e Americanos.

O Arafat colocou o tema na ordem do dia, a força, a custa de sangue, sangue inocente inclusive. Mas, segundo ele, necessário, como se leu em seu Manual de Luta Política e Armada. Depois a coisa degringolou e dá no que dá. Por falta de opção e ação, o EI reivindica para si tudo o que sangra e queima. O objetivo do Arafat era nítido e valido por que não. Os assassinos contemporâneos só matam com estupida gratuidade. O atirador de Las Vegas era mais um insano solitário com muita arma e nenhuma lucidez. Eis os males e perigos dos tempos atuais.

Especialmente no norte da América e na Europa não é mais prudente participar de atos públicos, viver em coletividade próxima e aglomerada, pois nunca se sabe quando explodirá a próxima bomba ou de onde virá o próximo tiro. Agora tudo degringolou. Mesmo que se obtenha a utópica formação do Estado Palestino, mesmo que se obtenha um improvável resquício de paz entre árabes e judeus, agora a ordem do dia é matar, matar e matar. Tem mais jeito não.

A banalidade com que se mata no mundo faz parte deste refinamento fútil que se adonou do ser humano. A vida tornou-se mercadoria de baixo preço. No meio da poeira ainda sobra para nós, brasileiros, especialmente habitantes dos grandes centros, cercados de favelas dominadas pela escória, traficantes imundos, a escravizar gente humilde que está imobilizada e sem ter para onde correr, tendo, não raro, que capitular, entregar os pontos e aderir para não morrer. Isto é, não morrer tão ligeiro.

Solução? O Juízo Final.


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