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A JUSTIÇA AINDA DEVE TER OS OLHOS VENDADOS

21 Janeiro 2018 10:57:00


(Foto: Divulgação)

É que, para quebrar a mesmice e pasmaceira deste janeiro, ao menos aos que não dispõem de meios para frequentar a orla marítima, voltamos as vistas, não sem preocupação e angústia, para a semana que vem e o rumoroso julgamento do ex-presidente Lula, na apreciação de recurso por ele impetrado contra a sentença que o condenou. Então que temos? Primeiro o receio da balbúrdia, da desordem, das batalhas campais a desgraçar as ruas em nome de descabido radicalismo. Mas a preocupação maior não é com o antevisto sangue a jorrar em baixo do cassetete. Não. É o julgamento em si.

O decantado estado de direito, o respeito à norma jurídica, a boa e correta aplicação do direito. Temos acompanhado opiniões de juristas de nomeada, advogados criminalistas de fama, e estes, espírito isento, não escondem a preocupação. A condenação criminal, ao menos em outros tempos, tinha como supedâneo a boa e insofismável prova. Dizem os tais juristas que a douta sentença que vai ser examinada forçou a barra, acolheu como prova forte apenas fracos indícios sem qualquer lastro, que apenou o ex-presidente com base em balelas de dedos-duros ansiosos por obter o beneplácito judicial, ou seja, tirar seus gordos traseiros da reta.  

A JUSTIÇA CRIMINAL NÃO SE NOS PARECE O FORO

ADEQUADO PARA TRATAR DE TAL TEMA

O malsinado triplex foi apalavrado de compra por conta de uma cota de cooperativa habitacional que os Lulas possuíam. Desistiram da compra, a tal cooperativa parece que também sorveteu, e ficou o dito pelo não dito. Verdade que o Lula, sapo barbudo no dizer do saudoso Leonel Brizola, é malampreiro e liso, mas, em sã consciência, nada prova ser dele o tal apartamento. Onde vamos então? Vamos para o caminho infame e maldito, ao que se vê, da chamada politização do judiciário. Grita-se à boca grande que tudo se faz para impedir o cara de ser candidato a Presidente.

Ora, data vênia, a justiça criminal não se nos parece o foro adequado para tratar de tal tema. Impedir, através de sentença de encomenda, que alguém seja candidato a cargo eletivo é uma barbaridade, um crime ainda maior. Maior pelo receio, provado por números, que o homem se for candidato leva.

O Judiciário possui tribunal especializado para a questão eleitoral, e o processo criminal não é o caminho ótimo para tal. A sociedade esperava e espera que dos magistrados venha aquilo que outras estruturas de Estado falham em fornecer, mas castrar o legítimo direito em participar de eleições é coisa de ditadores e déspotas. Este escriba moreno não pode ficar indiferente ante a subversão de algo quase sagrado como a Justiça. As provas devem ser sopesadas e avaliadas. Indícios frágeis não devem servir para condenar ninguém. Nem ladrão de galinha e nem personalidades da República.


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