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O FATO

Às vezes um doido é útil

20 Setembro 2018 10:50:00


(Foto: Divulgação) 

É que, na falta de tema mais concreto ou proveitoso, lancemos vista d'olhos sobre este surrealismo brasileiro vindo com a atual temporada eleitoral. Nada de novo até então, não fora a facada no candidato Jair Bolsonaro. Vai que, sangue às vezes é bom e útil, primeiro para o próprio ferido, pois a vítima sempre se torna dodói do povo.

Os demais, a fingir um estarrecimento que estão longe de sentir, blasonaram frases de efeito, como a manjada e gasta "atentado à democracia". Uma piada. Atentado à democracia foi o assalto levado a efeito nas burras do Estado, agora vazias, pois os piratas escavaram até sangrar as unhas.

A democracia jamais poderia sofrer atentado pelo brandir de uma faca empunhada por um doido, maluquete, rebelde sem causa que, à mingua de ter o que fazer, parafusos frouxos na cachola, lançou a Deus a origem do fato, dizendo ter recebido do próprio Criador a ordem para cometer o gesto tresloucado.

A democracia, como tal, está bem acima disto. Claro que aqui na pátria tupiniquim ela sempre está sob risco e nunca se sabe de onde virá o golpe, se dos sabres e fuzis ou de alguma malsinada sentença judicial. Não devem meus estimados e (im)pacientes leitores tirar ilações precipitadas e pensar que este moreno escriba público está a dizer que a prisão de um ex-presidente da República Federativa do Brasil foi um golpe.

Não, isto é papo gasto das retóricas das esquerdas cegas. O tal homem foi submetido ao devido processo legal. Bem verdade que, a certa altura, segundo juristas de nomeada, se fez uma guinada e moça no bom direito no que tange à presunção de inocência. No caso presente, segundo alguns doutos, as facadas resultaram de colheita do que se plantou. As jactâncias de violência, a apologia às armas e à truculência estatal desenharam o alvo no peito do cara.

Os demais, pegando carona no mal feito, aproveitaram para o exercício vil da demagogia barata, do externar de sentimentos que não tinham, pois na verdade o desejo é que pegasse fogo na zorba dele. De resto, a campanha, a propaganda eleitoral mostra mais do mesmo, os mesmos discursos e promessas vàs, o aceno como o velho morro de cuscuz e os açudes de leite, as soluções que não existem, as promessas que sempre iludiram nossa gente. No âmbito legislativo, as tendências mostram a reeleição dos mesmos em absoluta maioria, o que significa dizer que nada vai mudar.

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