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01 Novembro 2018 11:20:00


(FOTO: Divulgação)

É que, no calor das eleições e seus resultados, voltamos a atenção para os planos, promessas e projetos do Presidente da República que se empossa em janeiro vindouro. Proclamou que vai alterar o Estatuto do Desarmamento para facilitar a posse de armas. 

À prima vista e longa distância, a alteração proposta pouco dista das normas em vigor, apenas a propalada redução da idade permitida que volta para os vinte e um anos. De resto a legislação, ainda que crie alguns obstáculos, não obsta que o cidadão possua arma legalmente adquirida, com conhecimento da autoridade e no âmbito da residência.

Os incautos e desavisados já comemoravam pensando que haverá uma liberação ampla, geral e irrestrita para o porte, podendo todos ostentar os trabucões afivelados à cinta como nos velhos e não tão saudosos bons tempos.

Agora façamos, examinemos, ainda que com a superficialidade habitual, a praticidade da medida. Nos filiamos ao pensamento de Benjamin Franklin, inventor do para-raios e Presidente dos Estados Unidos. Disse ele que "quando as armas forem propriedade apenas dos governos e dos fora da lei, estes ditarão também a quem pertence as demais propriedades".

"A ARMA, EM SI, NÃO É BOA NEM MÁ, DEPENDE DA MÃO E DA FINALIDADE DE QUEM A EMPUNHA"

Penso que o supra dito, com o poder de um axioma, define as coisas, especialmente aqui na terrinha de Santa Cruz onde o governo é mal armado e a bandidagem possui o que de mais moderno e tecnológico no setor. Digo, a meu sentir, que o direito à posse legal de uma arma faz parte da essência da democracia. Não, é claro, aquele farrancho que se vê nos Estados Unidos onde qualquer um pode possuir um tanque de guerra ou um caça supersônico.

A arma, em si, não é boa nem má, depende da mão e da finalidade de quem a empunha. Se para a proteção de seus bens e familiares, se para impedir a covardia e a injustiça, é válido. Claro que cachorro mordido de cobra tem medo de corda, então sempre vai pairar a justificada suspeita e temor da interferência da indústria específica sempre interessada em ampliar a produção e o comércio da morte.

A visão que o Presidente eleito sempre passou foi a imagem da truculência, da manu militare, mas no atual estágio em que estamos, não é de todo em vão a medida proposta veementemente na campanha vencedora. De resto, é aguardar para ver no que dá.



O FATO
24 Outubro 2018 18:05:00


(Foto: Divulgação) /


É que, por inevitável, voltamos a atenção para a nova correlação de forças políticas que deverão ocupar os diversos círculos de poder e governo a partir do próximo ano. As urnas revelaram uma grande parcela do povo, então eleitores, definitivamente revoltados com o atual quadro e resolveram usar a vassoura da democracia e esvaziar gabinetes, salas e cadeiras, fazendo surgir uma nova geração de políticos e mandatários. É obvio que a varredura não foi completa pois que algumas raposas velhas, velhas e hábeis, souberam operar para manterem-se, ao menos, com a cabeça fora da água. Mas os eixos principais do poder mudaram de mãos e ainda podem mudar mais. Gente já com calos grossos nos glúteos, calças rotas nos fundilhos e assentos de cadeiras adelgaçados pelas décadas de uso. Surgiu gente nova, partidos até então inexpressivos galgaram os degraus do poder. Os velhos contextos ideológicos foram arremessados às latas de lixo da história. Veja-se que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal deverão exibir muitas caras novas. Resta saber e ver se serão somente as caras ou se teremos também ideias novas, novos comportamentos e estilos. Aqui, no espaço destas mal traçadas, sempre propugnamos por um banho de ética na administração pública e na política. Parece que este tempo está a chegar. Velhos e viciados dinossauros, cancros do Poder, foram finalmente remetidos para casa. Alguns Estados de nossa combalida federação até então verdadeiros feudos, dominados por décadas pelos mais autênticos sátrapas, ao repente promoveram a libertação. Viram, finalmente, que estava exatamente em suas mãos as chaves das portas da rua. Entretanto, voltamos a repetir, a mudança não deve restringir-se a nomes ou facies. As ideias é que devem mudar. Fazer da política exatamente o que ela é, instrumento de transformação e crescimento social. Claro que algumas modificações demandam tempo maior. Uma das republiquetas que precisa ser garroteada é a dos banqueiros. Os terroristas financeiros também devem passar por este novo batismo. Os bancos, como qualquer outro setor da atividade econômica, existe com o único objetivo que é o lucro. Porém até o lucro deve ser limitado, limitado, no mínimo, pelo pudor, pelo limite aos juros, aqui escorchantes e usurários. É urgente retomar os meios para o reinício da atividade industrial pois é a espinha dorsal do crescimento de qualquer nação. Esperanças e expectativas cercam o nascer do próximo ano. Que seja bom.



O FATO
17 Outubro 2018 10:14:00


(Foto: O Globo) /

É que, com a seara política revelando gratas e ingratas surpresas, muitos ainda tentando deglutir o amargo do resultado das urnas, este moreno escriba público volta as vistas e atenção para as coisas aqui da terrinha que, diga-se como homenagem emplacou um Deputado Estadual. 

Mas vamos ao ponto. Outubro, fora as eleições, também abriu uma oportuna campanha, liderada pela associação empresarial e fortemente apoiada pelas mídias, visando incentivar e catequisar o curitibanense para que consuma por aqui, faça suas compras aqui, gaste seu dinheiro aqui, mesmo porque é aqui que o ganha. Este escriba também medita e concorda. 

Nosso comércio, diversificado, está apto e preparado para atender a todos. Basta um olhar mais atento e podemos identificar a capacidade de suprir, com eficiência, desde o gosto mais refinado até a necessidade mais exigente. Exceto desejos extremos, nossos lojistas oferecem de tudo. Tudo bom, bonito, o que tem e se vê nos ditos grandes centros e também os despojados de sofisticação ou de recursos para tal, entrando aí os produtos ditos populares. 

Assentado isto, é de concordar-se com a campanha midiática em curso e exercitarmos um bairrismo saudável deixando por aqui mesmo o nosso suado e, não raro, escasso dinheirinho. É dispensável digressões maiores sobre a geração de impostos que para aqui retornam, melhorias e embelezamento da cidade, incentivo maior a que o próprio comércio cresça e se especialize, geração de empregos e vai por aí. Felizmente se nos parece que já caíram de moda as famosas e famigeradas excursões organizadas para o velho e bem amado Paraguai, o desaguadouro das falsificações mundiais, a profusão de espelhinhos e miçangas que atraiam a nós, tupiniquins. 

Aos poucos, parece que a rota de leste foi sendo abandonada. Ultrapassado o período eleitoral estaremos então com as vistas para o chamado período natalino e festejos de cruzamento de ano com os apelos e incentivos ao consumo. Então, nada mais justo que comprar aqui o que vamos consumir aqui. Voltando à vaca fria, para o imediato e vindouro período legislativo temos um deputado a nos representar, coincidentemente o novel parlamentar procede do meio lojista. Então, estamos conversados e ajustados e nada de exportar dinheiro. 



O FATO
04 Outubro 2018 11:41:00


(Foto: Divulgação) 

É que, outubro entrante, o ar primaveril vai deixando perceber novas cores. Além da florada própria da estação, também os conjuntos sociais vão atribuindo cores identificadoras dos movimentos e ações que são encetadas. Agora, a bola da vez é o rosa para gravar a campanha contra o câncer de mama, e, por consequência, estimular o cuidado feminino com a saúde. 

Saúde, tema recorrente e obrigatório nestes tempos de campanha política. Porém, fiquemos agora no centro da meta que é o câncer de mama. As estatísticas dão conta de elevados índices de mortalidade e a colocação deste maldito caranguejo muito próximo do topo da lista de letalidade entre as mulheres. Pois bem, ainda que sejam acerbas as críticas contra os serviços públicos de saúde, há que se convir de que o sistema público tem sido insistente nos chamamentos para os serviços preventivos. 

Assim é de aproveitar-se a campanha e de nos engajarmos todos nela, bem como em todas as demais. Estimular, falar, pegar pela mão e levar. É indesculpável e inaceitável a alegação da falta de tempo, e outras esfarrapadas desculpas para a omissão, mesmo porque a vítima pode ser exatamente quem se furta em fazer o mínimo por sua saúde. Os serviços preventivos ofertados em tempo integral, mas de maneira especial desejam as autoridades responsáveis usar este mês como um símbolo de combate a uma moléstia tão pertinaz e fatal. 

Ainda que a palavra câncer cause arrepios só em pensar, a ciência e os profissionais da medicina não cansam de pro- clamar que, no caso do tumor de mama, o sucesso na cura é quase que certo quando a descoberta se faz no nascedouro. A descoberta precoce permite intervenção menos dolorosa e com as chances multiplicadas de cura completa e eliminação de sequelas. Insistimos de que, de ordinário seja justificados em termos o nosso dissabor e descrença no sistema público de saúde, tão pior é não utilizar o serviço oferecido. 

Os ideais da medicina contemporânea tem favorecido mais a prevenção de doenças que exatamente a sua cura. A cura é duvidosa enquanto que a prevenção faz exatamente por prevenir e afastar a doença. Mulheres, neste mês todos os caminhos devem levar as unidades básicas de saúde. Ter o serviço é um direito, usá-lo um dever. 



O FATO
20 Setembro 2018 10:50:00


(Foto: Divulgação) 

É que, na falta de tema mais concreto ou proveitoso, lancemos vista d'olhos sobre este surrealismo brasileiro vindo com a atual temporada eleitoral. Nada de novo até então, não fora a facada no candidato Jair Bolsonaro. Vai que, sangue às vezes é bom e útil, primeiro para o próprio ferido, pois a vítima sempre se torna dodói do povo.

Os demais, a fingir um estarrecimento que estão longe de sentir, blasonaram frases de efeito, como a manjada e gasta "atentado à democracia". Uma piada. Atentado à democracia foi o assalto levado a efeito nas burras do Estado, agora vazias, pois os piratas escavaram até sangrar as unhas.

A democracia jamais poderia sofrer atentado pelo brandir de uma faca empunhada por um doido, maluquete, rebelde sem causa que, à mingua de ter o que fazer, parafusos frouxos na cachola, lançou a Deus a origem do fato, dizendo ter recebido do próprio Criador a ordem para cometer o gesto tresloucado.

A democracia, como tal, está bem acima disto. Claro que aqui na pátria tupiniquim ela sempre está sob risco e nunca se sabe de onde virá o golpe, se dos sabres e fuzis ou de alguma malsinada sentença judicial. Não devem meus estimados e (im)pacientes leitores tirar ilações precipitadas e pensar que este moreno escriba público está a dizer que a prisão de um ex-presidente da República Federativa do Brasil foi um golpe.

Não, isto é papo gasto das retóricas das esquerdas cegas. O tal homem foi submetido ao devido processo legal. Bem verdade que, a certa altura, segundo juristas de nomeada, se fez uma guinada e moça no bom direito no que tange à presunção de inocência. No caso presente, segundo alguns doutos, as facadas resultaram de colheita do que se plantou. As jactâncias de violência, a apologia às armas e à truculência estatal desenharam o alvo no peito do cara.

Os demais, pegando carona no mal feito, aproveitaram para o exercício vil da demagogia barata, do externar de sentimentos que não tinham, pois na verdade o desejo é que pegasse fogo na zorba dele. De resto, a campanha, a propaganda eleitoral mostra mais do mesmo, os mesmos discursos e promessas vàs, o aceno como o velho morro de cuscuz e os açudes de leite, as soluções que não existem, as promessas que sempre iludiram nossa gente. No âmbito legislativo, as tendências mostram a reeleição dos mesmos em absoluta maioria, o que significa dizer que nada vai mudar.


18 Agosto 2018 08:30:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

É que, a se julgar pelos noticiários e multimídias, estamos a viver sob o império da violência e, por consequência, do medo. Como qualquer epidemia, a ela não estamos imunes ou a salvo. Semana que passou nosso hebdomadário estampou manchete mostrando o brutal assassinato de um jovem, um adolescente. A coisa se nos parece começou e terminou nas proximidades de uma casa noturna ou bailão. Cabe reflexão, repetitiva é verdade, sobre a banalização do sangue e a desvalorização da vida humana. 

Os noticiários, as tais redes sociais, o tecido social enfim apodrecido. No caso concreto, aqui acontecido, a violência latente, o condicionamento psicológico já leva a tais desfechos. Meu estimado e (im) paciente leitor franze o cenho e se deixa assaltar pela dúvida. Será que alguém já sai de casa predisposto à violência. Respondo que sim, pois se tal não fosse, não saia armado. Se a intenção real fosse a saudável diversão e a dança em um clube popular, não portaria arma letal.

"É SÓ APERTAR O RIGOR E FECHAR OS DESVÃOS POR ONDE AS ARMAS ENTRAM E PASSAM"

Assim não é desabusado o afirmar da predisposição. A questão bordeja a interrogações como a respeito da idade da vítima que se nos pareceu bastante jovem, talvez menor de idade e, portanto, legalmente impedido de estar no local. Em outra vertente, se nos parece que tais locais de afluência e fácil acesso público devem merecer um olhar mais atento da autoridade, visita em horário incerto e verificação detalhada, retirando do local aqueles que a Lei veta ali entrar.

Providência primária deve ser tomada pelos proprietários e dirigentes de tais locais, ao primeiro exigindo identificação inequívoca que estabeleça a idade e, em ato contínuo e imediato, a revista verificadora de posse e porte de armas. Os dirigentes destes clubes, muitos já veteranos e calejados sabem de cor e salteado os esquemas mais que manjados de contrabandear armas para dentro. É só apertar o rigor e fechar os desvãos por onde as armas entram e passam.

Porém, nada disto adianta ou produz efeito sem desenvolver-se ou retomar-se a consciência tanto individual como coletiva de que a vida humana deve ser valorizada e que a demonstrações de coragem, de machismo, de masculinidade são absolutamente dispensáveis e desnecessárias, pois outros são os caminhos do verdadeiro homem maiúsculo.


11 Agosto 2018 08:50:00


É que, lucubração de fim de semana vadio, remeteu a mastigação

de evento recém-encerrado em Curitibanos e que reuniu

jovens rurais. O fato em si veio casar com notícias, também

recentes, dando conta do desempenho crescente de nossa safra

agrícola iniciada ano passado e colhida este ano. Pois bem,

dispensando a citação de percentuais, vale dizer a tonelagem

obtida foi com redução de área plantada. Pois muito bem, as

prévias do Censo Agropecuário do IBGE já demonstram o aumento

do uso de maquinaria, tecnologia e conhecimento profundo

das culturas.


As lavouras ditas de extensão como o soja, a cana de açúcar,

algodão e afins têm alvissareiro desempenho a cada hectare

plantado. O encontro da juventude ruralista objetivou estimular

a permanência e, em alguns casos, o retorno dos jovens ao

meio rural e às lides da terra. Como fator de convencimento

as ações do poder público unido ao privado, disponibilizando

no meio rural o acesso a mecanismos antes só vistos no meio

urbano, como sinal de Internet, telefonia móvel, televisão por

satélite e a tevê paga. Tais confortos acabam exatamente por

contribuir para a pretendida fixação do jovem na propriedade

rural e convencendo-o a produzir. Também a esta parcela da

juventude se garante acesso ao conhecimento dos insumos e

meios produtivos.


"AO NOSSO FOGÃO E MESA

CHEGAM OS ALIMENTOS

PRODUZIDOS NA PEQUENA

PROPRIEDADE, DE

ECONOMIA FAMILIAR"


A nosso sentir o evento merece aplausos especialmente porque

também preocupou-se em demonstrar aos moços as dificuldades

do viver no meio urbano, para onde são muitas vezes

atraídos como mariposas à luz. Enfatizou-se que viver nas cidades

exige disponibilidade de recursos financeiros, cada passo o

levar as mãos aos bolsos e pagar. Claro que ações como esta,

que estamos a examinar com a superficialidade que este espaço

permite, devem ser ampliadas com a criação de outros mecanismos

de incentivo e apoio. A agricultura de extensão, do dito

agronegócio visa, na mor das vezes, a exportação os mercados

externos. Ao nosso fogão e mesa chegam os alimentos produzidos

na pequena propriedade, de economia familiar.


Esta é que merece e deve ser apoiada ao máximo, recursos,

financiamentos abundantes e de baixo custo, pois é daí que

comemos. Mantenha-se o jovem no campo. A exceção é sua

saída, temporária, para melhor educar-se, o curso superior. É

inconcebível que com um desempenho agrícola de tal monta

tenhamos ainda em nosso meio miséria e fome. Chega a ser criminoso.

Fatos como este, cujas humildes conclusões ousamos

repartir como os leitores, indicam que nosso Brasil tem meios

e jeito, bastando apenas restaurar a honestidade e o civismo

como pilares na reconstrução de nossa nação tão aviltada por

uns poucos safados.


04 Agosto 2018 09:45:00


É que, pela inexorabilidade do calendário e da Lei, a rosca chega no último friso para fechar. Falo do período eleitoral, do prazo em expiração para os partidos realizarem convenções e lançarem em ata os rumos que tomam. Nossa meditação gravita em torno de análise pessimista e frustrada sobre a quantidade e qualidade dos partidos políticos que pululam a terra brasilis.

Quase quarenta com existência sacramentada e quase mais uma centena aguardando o batismo do TSE. A quantidade que desqualifica a qualidade. Já quase a espocar o tiro de largada para as eleições e os tais partidos não mais sabem em que mundo vivem, em que águas navegam, que rumos vão tomar.

Com algumas raras e bem marcadas exceções, até o quadrante ideológico é embaralhado e confuso, com a esquerda brincando de ser direita e a direita guinando para a esquerda enquanto o centro fica hermético em sua crassa burrice. 

A nebulosidade é tão densa que ao momento em que este modesto e ignaro escriba público batuca estas mal traçadas, os tais líderes partidários correm como as clássicas baratas tontas para buscar composições que lhes dê um vice, um candidato ao Senado, um Federal cuja candidatura não mele as demais. Os chamados palanques nacionais então, Jesus, que balaio de gatos magros. Coliga na Nacional, mas a tchurma de baixo, nos estados, tem composição diferente, ninho mais e menos heterodoxo, pois o pensamento em baixo dita que na hora de muricí cada um trata de si.  

Exemplo claro é o MDB que poderá ungir o ex-Ministro Henrique Meireles, ungir para constar pois, no após, fará como fez com os falecidos Ulysses Guimarães e Orestes Quércia olimpicamente deixados na estrada e aos corvos. E tudo por quê? Qual a causa?

O nosso modelo presidencialista, cuja concepção, desde o nascedouro, jamais contemplou coexistir com partidos fortes. A miscelânea enfraquece, distorce, facilita os conchavos, os acertos e arranjos que não mais fazem se não escancarar o já largo túnel da corrupção. O eleitor, cabisbaixo e meditabundo, já não mais sabe onde ir, o que fazer e em quem votar.  

Meus estimados e (im)pacientes leitores grunhem que nem eles nem eu ouvimos ainda as propostas. Mas e precisa? Os pensamentos e tendências são sobejamente conhecidos, o que são e o que pretendem também. O marketing dos comunicadores pretende que esta seja a eleição da esperança. Para os céticos como nós apenas mais uma eleição sem que se promovam as mudanças que poderiam realmente mudar. 



21 Julho 2018 08:00:00


 É que, definitivamente, somos o ponto fora da curva. Fora da curva dos malfeitos, das desgraças e tragédias que assolam a terra de Santa Cruz, males agravados pela Seleção Canarinho que vem de cravar mais um espinho em nossos sofridos corações. Então fiquemos com o que de bom acontece aqui na terrinha inutilmente amaldiçoada pelo Monge. Em ação administrativa de longo alcance, quase imensurável, a Administração Municipal vem de celebrar convênio com o SENAI para fornecer preparação profissional a estudantes da rede municipal.

 Preparação profissional. Esta é a nova ordem que se instala. E vejam meus estimados e (im)pacientes leitores que não estamos a falar de adolescentes ou entrantes na fase adulta. Não. O programa atinge os mais jovens, da nona série. Cento e quatro alunos do Teresa Lemos Preto, Leoniza Agostini e Getúlio Vargas frequentarão curso de mais de 90 horas, uma vez por semana para aprenderem mecânica básica, mecânica avançada, robótica e fundamentos de informática entre outros. Salta a frente a Secretaria de Educação do Município, atenta ao programa de governo do Prefeito e antenada com as exigências deste tempo novo.

 Fornecer conhecimento, despertar o interesse por uma profissão, preparar para o mercado de trabalho. Isto é que deve ser feito sempre. Evitar o assistencialismo que leva a preguiça, a indolência e mata a vontade de crescer. Os mercados nunca antes estiveram tão exigentes. Não mais Admitem improvisos ou improvisadores. Pedreiro meia-cuié, eletricista de gambiarra estão sendo excluídos ou se auto excluindo. Preparação e refinamento de conhecimento. Vale destacar que a Administração Municipal não usou da verba carimbada da educação. Pinçou recursos do orçamento geral do Município para bancar esta despesa. Investe nas crianças e nos jovens. Note-se que o curso de robótica remete à mecânica industrial, futuros engenheiros mecânicos estão sendo forjados agora.

 Informática é básico para o tempo de hoje, pouco ou nada mais se faz sem ela. As conversações com o SENAI já preveem novos cursos, novas turmas, e já se visualiza o calendário letivo do ano que vem. Passos importantes, visão ampla do que nos espera no futuro próximo. Ações para receber este futuro que já é quase presente. Esta é a Curitibanos que todos queremos, mais oportunidades a quem precisa e menos choromingação que é o escudo dos incompetentes. A conquista é de todos.




14 Julho 2018 09:33:00


(Foto: Rubiane Lima)


É que, após o xabú da Copa da Rússia, ainda curtindo a dor, quase física, de nossa merecida eliminação, pois lá, naquele torneio, só os fortes merecem ficar, e o nosso timinho não dava nem para a Sul-Americana, creio não ser desabusado falar ainda sobre esportes.

Na semana vindoura estaremos recebendo a juventude esportiva de nosso Estado para celebrarmos juntos mais uma edição dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina. De começo, vejo como uma grande sacada a ocupação dos arcos metálicos da Avenida Salomão para ostentar as bandeiras de todos os municípios que estarão conosco. Cabe a nós bem receber e hospedar.

Dentre os visitantes certamente muitos estão repetindo visita, assim poderão avaliar o nosso pique de progresso e de aformoseamento urbano, percebendo acréscimos e modificações inseridas desde suas últimas estadas entre nós. A administração municipal preparou-se para esta ocasião, deu de si e tem a cidade pronta para receber.

A visita destes jovens que aqui virão, trarão como objetivo principal a saudável competição esportiva mas, e cabe a nós promover e incentivar, estarão observando e conhecendo o nosso complexo universitário, a nossa capacidade de abriga-los para estadias mais longas em futuro próximo. Entre os dirigentes e torcedores, por certo a presença de empresários e investidores a quem nos cabe igualmente seduzir.

É um tempo bonito, de celebração do esporte e um nicho de oportunidade.

Falando em oportunidade, é oportuno trazer à lembrança o seu criador, quase um alquimista. Falo e relembro de Felipe Abrahão Neto - o nosso Feio - já habitante de outra dimensão, mas igualmente morador em nossa saudade. Desportista emérito, de arraigado amor por Curitibanos e sua gente, basta lembrar da doação da vida de um de seus filhos-Robson- pelas coisas de nosso esporte amador e as cores curitibanenses. O Feio está na lista, e a pontifica, exclusiva de nomes como Ramiro Ruediger, Max Coutinho, Fauzí Miguel, Fidelis Bach, meu xará Murilo Barreto de Azevedo estes todos já junto ao Feio no astral eterno, só para lembrar alguns. Então preparemo-nos para acompanhar e aplaudir.

Incentivar os jovens, mostrar-lhes o caminho e alertá-los para a gravidade do que lhes espera em breve, quando tomarem as rédeas deste país e fazê-lo menos safado e indecente do que nos tempos que correm. O Prefeito Dudão e sua equipe marcaram mais um ponto de alto valor.



07 Julho 2018 10:59:00


É que, em função da Copa do Mundo de Futebol, o grande ópio do brasileiro, as coisas vão acontecendo, meio que na surdina, sem nos darmos conta, ainda que paire à beira do absurdo. Que temos? Temos que essa miríade de simulacros de junção de pessoas que nos são dados a ver como partidos políticos, sopa de letrinhas de pouco significado exceto para facilitar o caminho do jarro público onde lançar as mãos aduncas, estamos em vias de ver outro grandioso assalto aos cofres públicos, assalto este com o beneplácito e carimbo do Estado-Patrão. Falo do famigerado Fundo Partidário, cifra que ascende aos bilhões a ser repartida agora com estes arremedos de partidos políticos. 

Os que aprovaram este monstrengo, o fizeram, segundo dizem, para evitar o aprisionamento dos partidos e eleitos às algemas dos grandes doadores de dinheiro privado para as campanhas políticas. Diga-se logo que, ao que se vê de dia e com o Sol quente, escancarado na Imprensa, é que as tais doações privadas nunca o foram, pois via tubulação adredemente escavada, as grandes doações já o foram de dinheiro público. O que penso? Ao meu modesto e talvez errôneo sentir é que partido político, guardadas as devidas definições jurídicas e legais, são entidades próximas ao privado, associações com objetivos definidos como quaisquer outras.

Seus objetivos sim, são de tornar eleitos em agentes públicos. Logo, tais atividades devem ter custeio financeiro exatamente por conta de dirigentes, filiados, militantes e assemelhados.

NÃO SE TOMA JEITO, NÃO SE TEM VONTADE DE FAZER AS COISAS CERTAS

Já não chega o gasto absurdo com aparato para a manutenção dos tais gabinetes de lideranças nas casas do Congresso. Então, onde vamos? Vamos que em breves dias a verba polpuda será rateada, a mesma verba que faz falta para construção ou reabilitação de rodovias, melhorias na saúde pública e tantas outras carências e misérias que a Lei dispõe como dever do Estado. 

O tal fundo pretende, na visão dos ingênuos, e com aplausos frenéticos dos de má fé, inibir o tal caixa dois, a contabilidade paralela. O dinheiro solerte que entra por túneis, malas, caixas, cuecas e outros desvãos. Quanta bobagem. Nos dias de hoje vêm, quase que cotidianamente, eleitos e não eleitos a blasonarem com voz empostada que suas contas de campanha foram prestadas com exatidão e devidamente aprovadas pela Justiça Eleitoral, exatamente na hora em que esta mesma Justiça, em seus diversos ramos, põe em cheque exatamente a tal contabilidade cheia de lances espirituosos.

A campanha que se avizinha não será diferente. Depois dela se verá os mesmos defeitos vistos até aqui. De mais palpável é que o tal Fundo Partidário é o estímulo que faltava para a criação de mais agremiações políticas, mais siglas de aluguel, de olho e dedos curvos para esta grana fácil. Não se toma jeito, não se tem vontade de fazer as coisas certas.


30 Junho 2018 07:00:00
Autor: Murilo Machado

'doenças proclamadas como erradicadas em nosso país, agora dão sinais de retorno'

É que, fugindo um pouco do futebol, que é a tônica do momento, constatação lúgubre e negativa nos chama a atenção. Que temos? Temo que os números levantados pelo Ministério da Saúde, e relativos às campanhas de vacinação, ditas de Inverno, prevenção das gripes, o sarampo, a poliomielite e afins, estão abaixo, muito abaixo das metas propostas e também não se aproximam dos números alcançados em 2016, pois o ano passado já houve queda nos grupos de risco que foram alcançados. Aí vem a pergunta. Por quê?

Que está a acontecer com o nosso povo, especialmente pais e responsáveis por crianças que são o grupo prioritário. Fico bestuntando se o nosso grau de decepção com o estado de coisas, com o próprio Estado, é de tal ordem que, ao repente, se vê uma espécie de desobediência civil sanitária? Nestes tempos do dito pós-moderno, da tecnologia, não raro as tais fake news colocam em dúvida a qualidade, a eficiência das vacinas produzidas e aplicadas pela saúde pública.

Recuso a crer que sejamos tão burros, tão néscios assim. Os idosos também estão com frequência baixa, a estes penso que, talvez, pela dependência de outrens, não possam, motu próprio, irem às unidades de vacinação, porém em campanhas anteriores este grupo apresentou números melhores. Na frigida dos ovos, doenças proclamadas como erradicadas em nosso País, agora dão sinais de retorno.

O sarampo importado da Venezuela, situação criada lá por um governo criminoso, mas que cruzou nossas fronteiras e, aos poucos, vem rumando para o Sul. Pombas, temos vacinas, temos meios, materiais e humanos para deter isto. Mas é necessário mais ação. Nossas autoridades de saúde, aqui em Curitibanos não têm se omitido, quase que diariamente ocupam os meios de comunicação para convocar, alertar, sensibilizar. A pólio. Drogas, Deus meu, há quase trinta anos, três gerações, não mais exibem o espetáculo doloroso e triste das sequelas deixadas pela poliomielite. Isto devemos a meritória campanha desenvolvida nos anos oitenta pelo Rotary Clube Internacional e a campanha pólio plus. Foi uma campanha mundial, desenvolvida pelos clubes locais de Rotary. Se não se conseguiu extinguir a doença no mundo, mas chegamos perto.

No Brasil foi erradicada. Pois até a maldita pólio está de volta ao nosso meio. Coisa triste ver uma criança sem participar de atividades físicas pelas limitações impostas pela doença. Dos anos setenta para trás era compreensível e perdoável. Agora não. Aqui nesta humilde coluna deixo o apelo às nossas Autoridades, especialmente as da Saúde. Continuem a insistir, buscar os renitentes e recalcitrantes, vacinar nem que seja na marra e com mandado judicial. Já temos desgraças demais para termos que conviver também com epidemias.



23 Junho 2018 10:01:00

"QUE REPOUSEM EM PAZ"


É que, voltando vistas e pensamento para a semana passada, nós catarinenses e curitibanenses nos ressentimos de dois desaparecimentos que nos comovem. Aqui, na terrinha, nos deixou o empresário Nelson Sbravatti.

Não vamos correr o risco de ir esgravatar em sua extensa e profícua biografia. Diga-se que foi um dos destacados capitães de nosso progresso, se chegamos até aqui onde estamos, devemos a ele e a outros como ele. Visionário, pensamento e ações sempre à frente de seu tempo, não fez de Curitibanos apenas trampolim e meio de amealhar fortuna.

Grande percentual dos lucros obtidos com seu trabalho diuturno foi aqui investido, criando empresas e empregos, recolhendo impostos e decididamente influindo no nosso meio social, político e econômico. Figura reservada, sem grande facilidade para os sorrisos gratuitos, mais para o sisudo, soube conviver e influenciar os grandes momentos que a história fez passar diante de seus olhos.

Agora ressurge, ainda com mais força o estabelecimento comercial da Cel. Vidal Ramos. Se em tempos antigos era um store de suprimentos, loja vasta e abastecida, nos últimos tempos fez dali seu escritório e ponto de observação, local obrigatório de reunião de amigos para o chimarrão e a prosa amena.

GOVERNAR É ENCURTAR DISTÂNCIAS

Também ali chegava a seus ouvidos atentos o que queria saber sobre a política, a Administração Municipal, os governos do Estado e da Nação, após o que posicionava-se, pois não era de se esconder. Fundou empresas, associou-se a outros empreendimentos grandes e felizes, empresas e grupos empresariais prósperos que ainda continuam a contribuir com o nosso progresso.

O tempo, que sempre cobra seu preço, não nos permitiu, a ele e a nós, os festejos de seu centenário que ocorreria no ano próximo. Apenas ausentou-se, mas não nos deixa. Uma vida realizada em plenitude. Outra partida, igual significado e grandeza, foi a do ex-governador Antônio Carlos Konder Reis. Uma vida dedicada à causa pública e a política. Governou-nos e ocupou as cadeiras dos parlamentos do Estado e da Nação. Jurista e professor de Direito Constitucional. Como jurista tem sua marca na Constituição em vigor que ajudou a escrever.

Governar é encurtar distâncias foi a divisa de seu governo profícuo. Porém a lembrança mais viva fica, sem dúvida, por conta da oratória, dos discursos candentes, da maestria no manejo do verbo. Verbo candente e sonoro que encantou os que tiveram o privilégio de ouvi-lo.



16 Junho 2018 14:37:03

É que, a despeito de estarmos a viver as coisas da Copa do Mundo da Fifa, ou seja, comendo, bebendo e respirando futebol, esperançosos e sedentos de um bom desempenho de nossa Seleção, algo que faça por apagar aquela mancha dos sete a um de quatro anos atrás, trauma que não há congresso de psiquiatria que dê jeito, nem o próprio Freud seria capaz de nos devolver a paz perdida ou recuperar o orgulho que sangra, verdadeiro crime de lesa-Pátria, porém entre um escanteio e a comemoração de mais um gol, este escriba moreno volta o pensamento para tema menos palpitante para o momento, mas que se reveste de importância capital, mais que a conquista do hexa. Penso e solidarizo com os nossos produtores de alho. 

Fomos, ou ainda somos, o maior produtor nacional de alhos nobres e a safra colhida recentemente está a murchar nos galpões, a perder peso e qualidade enquanto os mercados recusam adquirir, face as facilidades e preços atraentes dos similares da Argentina e da China. E como fica? Pior é que não fica. Semana passada um parlamentar federal, eleito por Santa Catarina, usava a Imprensa falada para anunciar vitória parcial de suas gestões junto ao agente financeiro, obtendo dilação de prazo para o pagamento de financiamentos feitos aos produtores de alho.

Mas a moratória atinge somente os contratos feitos para ações de investimentos ou imobilização e nada se obteve, na ocasião, sobre as dívidas geradas pelo custeio. Pois aí reside o grande problema. O dinheiro usado no custeio fez exatamente por proporcionar a safra que agora está encalhada.

É de cortar o coração até do mais insensível, encontrar um alhicultor em nossas ruas, olhar perdido no horizonte sem horizonte, dedos afundados na cabeleira, a coçar o bestunto e a cavoucar solução que não encontra. Dívidas pesadas no Banco, pregos tortos pelas notas penduradas em fornecedores, os juros abusivos e o alho...secando . Vale aqui reflexão de quem não é especialista, nem em alho nem em mercados, mas com percepção suficiente para dizer que argentinos e chineses que se danem.

Os tais acordos comerciais são necessários, vivemos a globalização, mas, caceta e planeta, tais acordos não podem colidir com o interesse nacional. A balança comercial entre nós e os platinos inclina para cá é verdade, mas vamos achar lá o que comprar que nos sirva ou que precisamos e não o que temos aqui com fartura. Quanto aos chineses então deveria existir pesada sobre taxa para se comprar alho de lá, alho estatal, produzido com trabalho semiescravo. O Presidente dos Estados Unidos, Mr. Trump, acusado de meio matusquela por alguns, de bobo não tem nada, chutou o penico e pesou a mão nos impostos de importação de produtos que eles fabricam lá.

Tem gente chiando, ameaçando guerra, mas o Presidente da nação mais rica e poderosa segue o que, dizem alguns, está na bíblia, ou seja Mateus primeiro os meus. Que sirva de exemplo e nos unamos agora para ajudar os nossos produtores a sair deste talo que não foi eles que provocaram.



09 Junho 2018 08:25:00


   É que, até pela sazonalidade da data, estando nós a festejar os 149 anos de emancipação político/administrativa, valendo então lançar vista d'olhos sobre o passado e, movimentar lentamente o pensamento para os tempos presentes. Este escriba moreno foi adotado por esta terra e respira o ar destes campos já há cinquenta anos. Aqui chegado em 1968, então nos é possível evocar lembranças e comemorar nosso inegável progresso. O quanto mudou. Em nossa chegada, recordo de um depósito de madeira em pleno centro cujo solo agora suporta belo edifício.

   Ruas, à época, de chão batido, alguns lamaceirais, hoje cobertas de lâmina asfáltica. Terrenos baldios, vassourais e robustos pés de guanxuma, hoje ocupados com edifícios de inegável gosto arquitetônico ou residências térreas de estilo contemporâneo. Ainda alcancei as últimas ripas de uma cerca de madeira que separava o Colégio Casimiro de Abreu da rua lamacenta, agora um educandário que nada deve a nenhum outro. Cada administrador que governou esta terra até então, o fez com as concepções e sofrendo as influências de seu tempo e a bagagem cultural que abrigou. À sua maneira, em maior ou menor grau, todos contribuíram para trazer Curitibanos até aqui. Somos -lhes devedores, tanto pelo bons serviços como pelos nem tanto. Quando abeberamos a

  Água da carioca da Benvinda pela vez primeira, a nosso aeródromo uma pista de chão batido usada com mais frequência pelo Piper teco-teco do Valdemar, hoje quase não nos chama a atenção o rugir das turbinas dos jatos executivos que aqui aterrissam com frequência, utilizando confortável pista asfáltica. Mas tenhamos em mente que o aeroporto de hoje existe graças ao aeroporto de ontem.

  Ao festejarmos mais um aniversário creio que basta para nos orgulhar o fato de sermos sede de dois centros universitários, um deles federal e outro fundacional. Resultados, ambos, da existência de nossa velha Faculdade de Ciências Contábeis, o embrião que gerou ótimos frutos. Na atualidade, boas e inovadoras práticas de gestão pública, bom trato na administração e uso dos recursos municipais nos fazem ver e ouvir o anúncio, quase diário de novas conquistas e avanços.

Parabéns para nós todos.



02 Junho 2018 07:00:00
Autor: Murilo Machado

Nada vale ou justifica um assalto ao poder

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(Foto: Divulgação)

É que, para a perplexidade deste escriba moreno, em meio ao caos instalado com o movimento paredista dos caminhoneiros, aqui, em tupinicópolis, observei tanto em adesivos plásticos de elaboração gráfica, como no improviso do carvão, veículos ostentando chamamento a uma volta dos militares ao poder. Ficamos estarrecidos. Não foi possível identificar com precisão quem eram os proprietários dos veículos e, com isto, estabelecer a linha ideológica de tais pessoas. É de pensar-se que tal, e ensandecida ideia, parta de pessoas mais jovens que pouco ou nada sabem do que foi o regime militar instalado no Brasil em 31 de março de l964.

Este moreno escriba público, então entrante na adolescência, pouco entendendo da coisa, foi crescendo e convivendo com um regime de força, torturadores, amordaçadores do livre pensamento, da liberdade de expressão e opinião. Além das barbaridades da tortura sem medidas nos porões, das centenas de desaparecimentos, cujas ossadas agora vão, aos poucos ressurgindo, a lembrar as câmaras do DOI-CODI, as instalações negregadas da rua Tutoia. Então o desejo manifesto que observamos, repita-se, vem de muito jovens e ignorantes dos fatos do passado recente, ou, se mais velhos, dos saudosos.

Em bater continência para os quepes e inclinar a cabeça para o General de plantão no Palácio da Alvorada. A bem da verdade, diga-se, em análise de longa distância, se nos parecer que os oficiais generais da atualidade são feitos de outra matéria, profissionais, e não mais os brucutus e gorilas do passado. Mas o que vale assentar e meditar é que nada vale ou justifica um assalto ao poder, como no passado, pois se tal acontecesse, imprevisível a data do rebrotar da democracia, das liberdades plenas. A posse do poder é um veneno, um vírus de difícil combate. Quem o tem ou conquista, jamais, como os cães, soltam o osso voluntariamente.

Nos idos de 64, o falecido Marechal Castelo Branco, cabeça da primeira Junta Governativa instalada, disse, com todas as letras, que a intenção era devolver o poder à sociedade civil nos primeiros seis meses de sua ditadura. Levou quase trinta anos de sangue, suor, lágrimas, pau de arara e choque elétrico. Agora, ou por desconhecimento, ou por saudosismo tem gente querendo ver, novamente o pau cantar. Não é por aí. Militares nos quarteis, cônscios de suas obrigações constitucionais, e a sociedade como todo e os fardados dela fazem parte, busque os caminhos para reencaminhar e dar rumos ao País.



26 Maio 2018 00:05:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

É que, nestes tempos do pós-moderno, da alta tecnologia, dos tais gigabits e terabites, aplicativos e o escambáu, é importante que o educador também se prepare para tais didáticas.  

Todavia, é inútil toda a vontade e disposição do propedeuta se não conta ele com o interesse das esferas de comando. Esta introdução remete a uma comissão, liderada pelo nosso prefeito, fazendo-se acompanhar pelo secretário municipal de Educação, indo a capital paulista para participar, percorrer e aprender em uma feira tecnológica de padrão latinoamericano, coisa grande.

Com o prefeito Dudão e o secretário prof. Kleberson, também técnicos da municipalidade encarregados de aprender e memorizar a montanha de informações e decorar a parafernália tecnológica lá exposta.

Tudo isto para que? Exatamente para adiantar o expediente e inserir a educação municipal neste contexto de modernidade, e preparar docentes para o salto de qualidade, a mudança de técnica, as novas abordagens didáticas que em curto prazo estarão em uso. Este o truque e segredo. Não esperar.

O enfoque pedagógico, a metodologia de ensino está a transformar-se

É visível pelas nossas ruas a inserção da juventude neste mundo novo. Todos a manejar iphones, notebooks, e mais traquitanas do gênero com um traquejo e desenvoltura, com uma naturalidade a deixar basbasque este escriba moreno, o mais perfeito dinossauro arcaico quando o assunto é este mundinho-mundão dos Apps.

É obvio que a educação institucional, a responsabilidade pública também deve estar atenta a estes novos conceitos.

Pelo que ouvi dizer é o adeus definitivo ao quadro negro, a lousa, o giz e o apagador. Chegam as tais lousas digitais e suas infinitas possibilidades. O enfoque pedagógico, a metodologia de ensino está a transformar-se. Oportuna então a ida da comitiva de alto nível, comandada pelo prefeito para exatamente inteirarem-se do que acontece e como fica. Já no curto prazo a vida moderna, as relações de mercado, as relações sociais, o trabalho e o emprego passam exatamente por este processo.

Assim, já na base, na dita tenra infância, no começo do processo de aprendizagem formal é importante que se dê atenção a este viés tecnológico. Definitivamente não ficaremos para trás, não estaremos absorvendo conhecimento atrasado ou superado. Ao contrário, a atualização acontece exatamente quando acontecem as coisas. São tempos novos, pensamentos novos, coisas novas que, ao menos se espera, produza um ser humano novo. Este escriba espera que este novo homem, seja também mais humano e não mecânico como as máquinas que domina. Que seja capaz de abominar e expurgar o mal.


19 Maio 2018 09:13:00


(Foto: Ivan Pacheco/VEJA)


É que, estamos a viver um período sui generis da malfadada história brasileira. Vejamos: Em tempos de dantes, a Copa do Mundo de Futebol tinha o condão e poder de nos absorver de tal maneira que todo o resto se tornava meio que secundário. Por interesses mais que conhecidos, a emissora de televisão detentora dos direitos sobre a Seleção Brasileira, como de resto sobre todo o futebol brasileiro, desde o ano passado vem pulsiando-nos, com mensagens diretas ou subliminares para nos colocar no clima. Que esperança.

Na segunda-feira que passou, o técnico Tite publicou a lista de jogadores a serem inscritos no mundial da Rússia. Ah pois, em outros tempos tal anúncio galvanizava a nação. Suscitava as maiores discussões, aprovações e desaprovações, o torcedor fazia peneira de malha muito fina em cima, ou em baixo, de cada nome, aprovando ou desaprovando acaloradamente. Mesas de bar, rodas de café e aperitivos a abrigarem as centenas ou milhares de técnicos, discussões acaloradas, não raro tendência de vias de fato, troca de pontapés e sopapos tamanha a veemência com que cada qual defendia seus preferidos ou detraia um ou uns que constavam da chamada oficial. Pois e agora? Quase nada, pouco muito pouco ante o que está para acontecer.

Copa do Mundo era evento esperado tanto quanto o nascimento de um filho. Este moreno escriba pública jamais teve a pretensão, por menor que seja, em arvorar-se de psicólogo, conhecedor de comportamento humano, meandros da psique, o tal inconsciente coletivo e outras finuras tais que dizem ser ciência. Então somos limitados ao mero observar do comportamento humano e tirar, talvez, errôneas, conclusões.

Penso que a maré de desânimo que nos domina, e que nem a Copa do Mundo afasta, é por conta do quadro geral desolador que nos domina.

O desencanto é tamanho que nada consegue vencer. É como se nos escondêssemos em uma redoma qualquer, em escura caverna, e nos recusamos a absorver mais do que vem ou está lá fora. O abatimento do espírito, o abandonar da combatividade, a letargia ou o psicológico anestésico do cérebro que se recusa a absorver mais. Que se passa conosco? É o estarrecimento diante do quadro dantesco posto diante de nossos olhos. Ao repente, personalidades, autoridades da mais alta ressonância e coturnos são colocados diante de sisudos delegados de polícia e, sem a maior cerimônia ou deferência, interrogados como qualquer mero ladrão de galinhas.

Não estamos, óbvio, defendendo deferências e rapapés, pois tal não merecem e se igualam exatamente ao mencionado ladrão de galinhas. Sabedores que estamos dos incontabilhões de reais, dólares e euros sorvetidos em um lamaçal escuro enquanto assistimos a falta de melhores serviços na Saúde, Educação de qualidade, serviços públicos de primeira, compromissos dos governantes com os governados, o cabal e integral cumprimento do juramento solene pronunciado na investidura ou posse. Gente que até admirávamos, tínhamos como patriotas, zelosos homens públicos, agora desnudados como ladrões, canalhas e patifes. Na paralela, até exatamente por conta da roubalheira desenfreada, o avanço das quadrilhas, a violência a deplorar vidas como frangos em um abatedouro. Tudo isto, penso, é a razão pela nossa sisudez, pela falta de empolgação e ânimo como as coisas, como o futebol e a Seleção Canarinho. Meu estimado e (im)paciente leitor franze o cenho e diz que ainda estamos traumatizados pelo 7X1 e agora vemos tudo com o pé atrás. Pode, pois aquele placar nunca existiu nem em nossos piores pesadelos e se ao invés da Alemanha fosse a Argentina o planeta testemunharia o maior suicídio coletivo que jamais existiu. Creio que quando a bola rolar lá nos gramados soviéticos nós despertaremos e voltaremos a ter a atenção e carinho com os nossos craques. Já a política e os políticos...não sei.


12 Maio 2018 07:00:00
Autor: Murilo Machado

A Expocentro, como instituição nossa, está bem encaminhada



É que, quando meu (im)paciente leitor estiver compulsando esta humilde coluna, estará também prelibando a abertura de mais uma Expocentro, a 26ª. Festa sempre aguardada e, às vésperas de sua realização, constitui gostoso nervosismo. Nervosismo a começar pelo público feminino, consultando guias de moda, espichando o olho para as vitrines do nosso comércio, a selecionar looks a serem estreados nos dias da festa.

Isto é bom, pois movimenta dinheiro, o comércio de vestuário e adereços. Nas curvas mais densas, alguma preocupação com a crise financeira, crise local, da cultura do alho, empregadora de mão de obra sazonal e avulsa e que sempre põe nas mãos de nossa gente algum dinheiro, grana também destinada à consumação no Pouso do Tropeiro. Mas, e sempre tem um mas, para festa sempre se dá jeito.

Os preparativos foram cuidadosos e o atual formato terceirizado deu fôlego à Administração Municipal isentando-a do trabalho mais grosso e também evitando dispêndios do Tesouro Municipal sempre com recursos contados e destinados. Se fez bem em a municipalidade ser a banca. Os poucos recursos devem ser utilizados, como o são, em atividades fim, de vantagens duradouras. A programação deste ano pode ser classificada até de luxuosa, tendo a Comissão Organizadora dedicado a fazer voltar às origens os pavilhões de exposição para indústria, comércio e prestadores de serviços, evitando e quase banindo aquela mini mostra do Paraguai, feira de quinquilhas.

Temos as mais saudáveis esperanças que a partir de agora as exposições voltarão a viver dias de maior brilho. Para não dizer que não falamos de flores, ainda não foi perfeitamente deglutido a retirada do concurso da Rainha da Expocentro de espaço maior, do ginásio de esportes. Isto impediu a participação popular, tirou um pouco do brilho do certame. Verdade que contingências, inclusive de prazos, obrigaram a medidas rápidas, porém, fica a esperança de que este importante item da festa também seja devolvido, na próxima edição, também a seu legítimo senhor que é o povo.

Os shows musicais são de ótimo nível e diversificados para satisfazer a maioria. Ponto favorável, a atitude de abrir o parque e, aplauda-se, também a baixa do ônus com espetáculos de nível e gratuitos. A Expocentro, como instituição nossa está bem encaminhada.



05 Maio 2018 07:00:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

É que, creio já haver grafado aqui, a respeito de um filme antigo, estrelado pelo falecido Paul Newmann, com o título de "criminosos não merecem prêmio". Pois, contrariando a proposta da película cinematográfica, no tempo presente, o crime é premiado. 

Premiado se o criminoso possuir língua frouxa, boca mole, e beiçar para o Ministério Público ou à Polícia Federal o pacote de mal feitos e, no centro do pacote, os detalhes, valores e, especialmente, nomes, todos os nomes dos comparsas. Nos bons, velhos e saudosos tempos idos, criminoso, ladrão, com ou sem colarinho branco, tinha um senso de honra, um pingo de caráter, e a deduração não passava pela cabeça de ninguém, mesmo porque crime sem perdão e sujeito à morte na primeira oportunidade.

Nestes tempos do pós-moderno, tudo muda, um safado instituto jurídico, leizinha para lá de cachorra, premia safados, mitiga ou dispensa castigos, bastando e tão somente entregar.


"NO TEMPO PRESENTE, O CRIME É PREMIADO"


Na semana que passou, o ex-Ministro Pallocci, o companheiro Palocci, cantado em prosa e verso pelo PT como uma de suas mais gloriosas cabeças pensantes, ele, depois de rastejar meses, a pagar vale podre para o Juiz Sergio Moro, a implorar por uma chance, finalmente conseguiu arregar com a Federal e vai colocar no câmbio oficial aquilo que já vendeu no paralelo.

Corre riscos, pois o tal acordo de deduração premiada celebrado com os Federais tem degrau inferior ao que fosse acertado com os Procuradores do Ministério Público, restando aguardar para ver se o Judiciário, nas cortes superiores, vai validar a calhordice pallociana. Coisa feia, um homem chegar a este ponto.

Esmiuçar as safadezas urdidas nos corredores e gabinetes do Planalto, quantificar valores e indicar beneficiários e sócios. Um horror. A juízo pessoal deste escriba moreno ainda é de valorizar-se outro safado, o tal de Zé Dirceu, pois este, ainda que tenha botado a mão no jarro com força, ao menos tem pudor.

Está escorando tudo no osso do peito e nada de soprar nomes, valores ou datas, nada de dizer quem pagou e muito menos quem recebeu. Valorizo isto, um safardana com algum caráter.

A que ponto chegamos Deus meu. Gente, até bom pouco, cheia de pose, colarinho engomado, a arrotar arroz com tirivas, e agora enterrados no monturo do lixo humano. Gente que mandou e desmandou nesta malfadada república, república bananeira, panamá sul americano. Oscar para o Zé Dirceu.


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