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10 Fevereiro 2018 12:53:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)


É que, por falta de tema melhor, voltamos a pensar nesta farsa que o Governo e o Presidente da República teimam em chamar de reforma da Previdência. Reforma que, a rigor, reforma muito pouco. Inaugurado o ano legislativo, Presidente Temer e o Presidente da Câmara dos Deputados acenderam a luz vermelha e Rodrigo Maia vaticina que se não votar no corrente mês não vota mais este ano.  

Mas a pergunta é votar o quê? Ao longo do trâmite da discussão da proposta, a tesoura corporativa foi tirando naco pelas beiradas. Conservação de um privilégio aqui, manutenção do fica como está acolá, grupos e mais grupos foram pressionando a defensiva de seus direitos, e, diga-se direitos, e o governo, fraco, foi cedendo e amolecendo para tentar salvar alguma coisa. Proclamou o dono do Projeto que a intenção é o ajuste fiscal, a contenção do fantasmagórico déficit que dizem estar a assombrar as contas públicas.

 No meio do incêndio, oportuna CPI do Senado oferece conclusão, lá em outubro do ano passado, de que na Previdência não tem rombo, não tem déficit e portanto, por óbvio, não precisa de reforma nenhuma. A grande cortina de fumaça é a extinção de privilégios. Uma ova. Equiparar aposentadorias do setor público com o privado é rematada loucura, se não piada de gosto duvidoso.

Ah pois, ora veja, um magistrado que na atualidade percebe vencimentos superiores a 20 mil reais vai aceitar a aposentadoria com o teto, atual, de coisa de menos de seis mil reais? E os generais e almirantes e caterva assemelhada, gente que sabemos ganhar bem, não que não mereçam, vão se conformar em comer o mingau da velhice com os minguados seis mil? Foi infeliz a escolha do funcionalismo público como bode expiatório para o tanto que roubaram neste país infeliz.

Infeliz até porque o estatuto geral do funcionário público federal já foi reformado há uns dois anos e tudo já foi feito. Privilégios? Não. Apenas a remuneração da competência, dedicação e zelo que se espera do servidor público. Caceta e planeta, então um ser humano, com mestrado, doutorado e diabo a quatro vai honrar o serviço público com as luzes de seu saber para se aposentar com a merreca proposta? Nem morto.

A esperança agora é que os parlamentares, de olho na eleição, e já vendo o dedo em riste do eleitor apontado para o peito, recuam, alguns pelo viés ideológico, outros pela conveniência de momento e negam os votos em número suficiente para aprovar o tal monstrengo. O governo fechou o ano findo contabilizando algo em torno de duzentos e setenta votos e a aferição desta semana mostrou apenas duzentos trinta sufrágios a favor do Palácio do Planalto. Vamos assistir agora às últimas e desesperadas cartadas, desde a chantagem emocional até a compra deslavada. Ao viralizar a proposta, e fazer dela o prato de todo o dia, se pretendo ocultar o quê?



03 Fevereiro 2018 17:10:00

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Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

É que, no oceano de desgraças e incertezas que nos domina, ouvi com atenção e apreço, notícia que diz respeito ao próprio oceano. Não exatamente ao oceano, mas a uma parcela de pessoas que dele se tornaram usuários. Explico. Oficial do nosso Corpo de Bombeiros Militar, em entrevista de rádio, clareava sobre serviço disponibilizado nas praias. Um serviço aos paraplégicos ou os ditos portadores de necessidades especiais que, por óbvio, se viam impedidos de gozar as delícias do banho de mar. Ah, pois, com o uso de uma cadeira especialmente arquitetada e a presença de um guarda-vidas especialmente treinado, estas pessoas podem agora adentrar ao mar e nele banharem-se sem riscos ou sobressaltos.

A começar pela dita cadeira funcional, assento que é capaz de acomodar o usuário especial com conforto e segurança. A ideia e sua aplicação se nos parece genial. Nestes tempos do pós-moderno fala-se muito da inclusão. Observando-se à distância, tem-se que somente se fala muito mas, a rigor se faz muito pouco.

Fica no discurso, na demagogia, na filosofia de desocupados quando a prática exige ação.

Não basta reconhecer, e legislar, para entregar direitos a este grupo de pessoas. A efetividade da coisa é o que importa.

Ainda estamos longe de realmente podermos proporcionar aos deficientes ou portadores de necessidades especiais aquilo que necessitam para ter uma vida que mais se aproxime do comum, das atividades a todos permitidas. Em termos de mobilidade urbana, por exemplo, ainda vemos, aqui mesmo em nossa cidade, calçadas, os ditos passeios, com ressaltos e rebaixamentos que dificultam a movimentação de pessoas que se locomovem com muletas, bengalas e andadores, mesmo o idoso, ainda com alguma agilidade, não raro é vitimado por quedas e escorregões causados exatamente pelos defeitos que apontamos. Mesmo que a legislação e as ditas posturas municipais se refinem, a questão ainda passa pela nossa disposição mental e cultural. Somos seres individualistas e entranhados de um egoísmo atroz. Sempre nos colocamos em primeiro lugar, nosso conforto e bem estar primeiro, os demais que se danem.

Agimos como se a velhice e demais vicissitudes da vida não nos fossem atingir. Tais reflexões brotaram exatamente ao saber da existência da tal cadeira para banhistas. E mais, revelou-se que o belo equipamento não foi disponibilizado ou inaugurado neste verão. Ao que consta já existe de algum tempo. A pouca divulgação foi responsável pela nossa grata surpresa. São coisas assim que mantêm o tênue fio de nossa esperança e crença no ser humano. Ainda há pessoas com capacidade e coração para pensar nos outros. Que bom.



27 Janeiro 2018 09:50:00
Autor: Murilo Machado

É visível esta ameaça ao livre pensar do cidadão e eleitor


(Foto: Divulgação)/


É que, por indução, meto a colher na questão que vem ocupando diariamente os tais especialistas e os nem tanto, leigos como este moreno escriba. As tais fakenews. A expressão, colhida do colonialismo externo que nos escraviza, fala da notícia falsa, ou do uso, ou do mau uso do mesquinho expediente. A preocupação, especialmente das autoridades, vai por conta do ano político/eleitoral e do uso maciço e massivo da nefasta fórmula.

A preocupação é tão maior pela existência e uso quase que universal da Internet e, de maneira especial, as tais redes sociais. Bem verdade que o uso da notícia falsa, da divulgação de calúnias e fatos desabonadores contra políticos e candidatos não exatamente coisa nova. Só o meio é que mudou, tornou-se mais ágil e de infinito alcance.

Até bem pouco, mesmo aqui na terrinha, vimos circular o folheto pasquineiro e anônimo divulgando inverdades e denegrindo candidatos, atribuindo-lhe atos e práticas desabonadoras, acusando de roubo, malversação de dinheiro público, além de notas do tipo social mencionando e denunciando a vida conjugal e social da vítima, atribuindo-lhe amantes, filhos e tantas outras sandices. A questão é que os tais folhetins, jogados na via pública, introduzidos à socapa e na calada da noite em caixas de correspondência postal ou por debaixo das portas.

Logo, alcance limitado. No tempo presente as tais redes sociais têm efeito multiplicador na enésima potência e velocidade da luz. Daí o justificado receio das autoridades e políticos com a propagação de infâmias, a política negativa, a atribuição de fatos a pessoas, enfim o oceano de possibilidades de influir e influenciar o eleitor. Pior é que são buscados profissionais, contratados psicólogos, jornalistas e outros experts para fazer o trabalho sujo.

Anunciam-se métodos, sistemas eletrônicos, aplicativos, meios de vigilância para coibir a campanha rasteira. Resta saber se vai dar certo, se vai se conseguir colocar freios em línguas frouxas e despudorados ou, pior ainda, manietar os tais profissionais da maledicência. Coisas deste tempo do dito pós-moderno, da parafernália eletrônica, coisa vista, a princípio como inocente, tipo vídeogame melhorado, mas que agora assume proporções gigantescas e, ao que se vê, quase que incontrolável.

Assim, é visível esta ameaça ao livre pensar do cidadão e eleitor que, obviamente, deve ter ou receber um mínimo de informações sobre os candidatos e, também e por que não, informações que procedam de fontes neutras ou desvinculadas de candidaturas. Isso possibilita a formação de juízo de valor sobre os postulantes à função pública. Entretanto tal deve se estribar em credibilidade, verdade, respeito. Se a coisa descambar, como se teme, então salve-se quem puder.



21 Janeiro 2018 10:57:00

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(Foto: Divulgação)

É que, para quebrar a mesmice e pasmaceira deste janeiro, ao menos aos que não dispõem de meios para frequentar a orla marítima, voltamos as vistas, não sem preocupação e angústia, para a semana que vem e o rumoroso julgamento do ex-presidente Lula, na apreciação de recurso por ele impetrado contra a sentença que o condenou. Então que temos? Primeiro o receio da balbúrdia, da desordem, das batalhas campais a desgraçar as ruas em nome de descabido radicalismo. Mas a preocupação maior não é com o antevisto sangue a jorrar em baixo do cassetete. Não. É o julgamento em si.

O decantado estado de direito, o respeito à norma jurídica, a boa e correta aplicação do direito. Temos acompanhado opiniões de juristas de nomeada, advogados criminalistas de fama, e estes, espírito isento, não escondem a preocupação. A condenação criminal, ao menos em outros tempos, tinha como supedâneo a boa e insofismável prova. Dizem os tais juristas que a douta sentença que vai ser examinada forçou a barra, acolheu como prova forte apenas fracos indícios sem qualquer lastro, que apenou o ex-presidente com base em balelas de dedos-duros ansiosos por obter o beneplácito judicial, ou seja, tirar seus gordos traseiros da reta.  

A JUSTIÇA CRIMINAL NÃO SE NOS PARECE O FORO

ADEQUADO PARA TRATAR DE TAL TEMA

O malsinado triplex foi apalavrado de compra por conta de uma cota de cooperativa habitacional que os Lulas possuíam. Desistiram da compra, a tal cooperativa parece que também sorveteu, e ficou o dito pelo não dito. Verdade que o Lula, sapo barbudo no dizer do saudoso Leonel Brizola, é malampreiro e liso, mas, em sã consciência, nada prova ser dele o tal apartamento. Onde vamos então? Vamos para o caminho infame e maldito, ao que se vê, da chamada politização do judiciário. Grita-se à boca grande que tudo se faz para impedir o cara de ser candidato a Presidente.

Ora, data vênia, a justiça criminal não se nos parece o foro adequado para tratar de tal tema. Impedir, através de sentença de encomenda, que alguém seja candidato a cargo eletivo é uma barbaridade, um crime ainda maior. Maior pelo receio, provado por números, que o homem se for candidato leva.

O Judiciário possui tribunal especializado para a questão eleitoral, e o processo criminal não é o caminho ótimo para tal. A sociedade esperava e espera que dos magistrados venha aquilo que outras estruturas de Estado falham em fornecer, mas castrar o legítimo direito em participar de eleições é coisa de ditadores e déspotas. Este escriba moreno não pode ficar indiferente ante a subversão de algo quase sagrado como a Justiça. As provas devem ser sopesadas e avaliadas. Indícios frágeis não devem servir para condenar ninguém. Nem ladrão de galinha e nem personalidades da República.



13 Janeiro 2018 15:55:00

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(FOTO: DIVULGAÇÃO)

É que, ainda que leigo e dinossauresco quanto às tais tecnologias, despertou-me a atenção e remeteu à meditação, filme que assisti, estrelado por Tom Hannks e Emma Watson, titulado em português como "O Círculo". In casu, o círculo é uma destas gigantescas empresas de tecnologia que desenvolve aplicativos para os cidadãos, com métodos de localização e busca. E daí? Daí que o enredo, cheio de firulas científicas, mostrou capacidade para localizar e vigiar as pessoas. E daí? Daí que renovou-se neste escriba moreno o medo do tal ideal nazista do controle absoluto.  

O controle, não efetivado através a força dos fuzis, como fez Adolf Hitler, mas pela nossa estupidez, pela nossa ânsia de parecer moderno e conectado. Voluntariamente vamos enfiando nossos dados pessoais em todas estas cacacas oferecidas sob o nome de redes sociais. Não nos damos conta que tudo isto pode e vai sendo armazenado, visto, lido e codificado em algum lugar. A tal transparência de que trata o filme acima citado. Transparência que disfarça o controle absoluto e vai nos desnudando.

O direito à privacidade vai sendo sub-repticiamente eliminado. Recentemente escândalo de proporções com um espião terceirizado da CIA, Edward Snowden vomitou pelo mundo exatamente este controle, exercido por Tio Sam a espionar seus próprios cidadãos em nome da segurança nacional. De quebra, Snowden ainda dedurou a implantação de " olhos mágicos " nas redes de um monte de países, através seus cabos de Internet, telefonia celular, tv a cabo e mais o diabo que seja, inclusive aqui em Tupinicópolis.


FICÇÃO CIENTÍFICA? NÃO.

PERFEITAMENTE FACTÍVEL AGORA, JÁ.


E nós voluntariamente vamos nos cadastrando nesta parafernália, permitindo ou anulando nós mesmos, a cada dia, mais um pouco de nossa privacidade e individualidade. Claro que os controladores pouco se interessam pelos oceanos de futilidades que gira nas tais redes sociais, mas nada escapa à análise de psicólogos treinados, analistas de comportamento que vão traçando o perfil coletivo para a futura dominação, pois saberão quais as portas que estão abertas.

O Wikileaks também denunciou. Já se fala abertamente na substituição das tais tornozeleira eletrônicas por chips implantados na pele. Outros, mais astutos, pregam já o nano chip injetado no cérebro. Ficção científica? Não. Perfeitamente factível agora, já. E nós, besta e candidamente vamos nos entregando, a cada dia novos e largos passos rumo a escravização, ao controle. Controle de quem? Do Irmão Grande claro. Pois tudo isto vai se concentrar, o poder e o mando, nas mãos de meia dúzia que serão nossos donos e senhores. Levaremos conosco a marca e o símbolo da besta.


06 Janeiro 2018 18:01:00

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É que, ano em pleno alvorecer, mas que ainda traz preocupações vindas do rescaldo do ano morto. No apagar das luzes do ano transato, o ilustre Presidente do Brasil dá mais uma pedalada em marcha ré. Protagonizou mais um fiasco por conta do indulto natalino, benesse presidencial costumeira ao final de cada ano, como o governante romano dos judeus que libertava um prisioneiro em cada Páscoa. Ah pois, a dita lei de perdão total e parcial, em seu último edito, suscitou as mais escabrosas e sibilinas interpretações.

A grita nacional foi de que o Chefe da Nação fez edito genérico e meio capcioso para abrigar gente graúda, de poder político e ou financeiro, amigos, apaniguados e chegados em detrimento da moral e bons costumes, sendo que a tal lei de indulto sempre foi vista e usada para dar liberdade a pequenos infratores, remir penas curtas e dar alento e esperança aos apenados com sentenças condenatórias maiores.  

A grita nacional ficou por conta exatamente deste guarda- chuva aberto sobre as cabeças coroadas e ungidas, gente que se pretende ver cumprindo boa e longa temporada nos presídios, nas mesmas condições que os seres comuns, servindo a estadia ao primeiro como escarmento aos punidos, dando-lhes tempo de meditação e expiação ao mal que fizeram e, na via paralela, também servir de preventivo escarmento a deter ideias dúbias sobre o lançar mãos aduncas sobre o erário.  

Talvez, com um mínimo de boa vontade, talvez não se possa atribuir ao Supremo Magistrado da Nação a intenção pura de realmente suavizar caminhos de patifes.

A escusá-lo talvez o açodamento com que Ministro, fâmulos e assessores levaram o documento para a real assinatura e o Magistrado Supremo, ainda que jurista de nomeada, talvez irritado com o ardume da uretra inflamada, não se tenha detido em leitura calma e análise detalhada do beneplácito que estava por assinar.  

Tal ensejou movimentos paralelos como da Procuradoria Geral da República e a canetada final da Ministra Presidente do Supremo que limpou o malsinado decreto das facilidades que ele trazia embutido. Foi a mostarda posta no amargo pedaço da pizza presidencial. Governo auto proclamado como de salvação nacional mas que, ao apontado pelas mídias e detratores, não deixa de cumprir o preceito bíblico do " Mateus primeiro os teus ". Marcou gol contra, e mantém o placar nacional desfavorável.  

Ano novo sob a ótica de velhas perspectivas, restando esperar para ver se se apresentará ante nós alguém com os requisitos de reputação ilibada, competência e boa vontade para conduzir-nos a tempos menos ásperos. O que aparece por aí não é nada disto, pois falha em um a outro dos requisitos.


09 Dezembro 2017 09:56:00

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É que, inaugurando o mês de dezembro, ainda fazemos rescaldo em acontecimento ou notícia do mês transato. Ah pois, no finalzinho de novembro, o tal Banco Mundial, organizaçãozinha de coloração facistóide, símbolo alto da exploração capitalista mundial, ofereceu ao (des)Governo do Brasil e aos brasileiros um relatório ou Caderno de Encargos. Dentre as sugestões(determinações), pasmem meus estimados e (im)pacientes leitores, está a da imediata e completa eliminação da gratuidade do Ensino Superior.  

Liquidação das Universidades Federais tal como as conhecemos, passando o ensino de graduação a ser pago, como estaca inicial para a eliminação, a nosso juízo, da gratuidade de todas as etapas de ensino. Ah pois, este moreno escriba público quedouse abestalhado. Pasmo pela ousadia, o atrevimento ímpar da tal instituição internacional. Claro que não é de agora, de hoje, que o capital internacional espicha o olho ávido para nós e para o oceano de possibilidades ao nefasto capital estrangeiro. A educação, o ensino, é uma delas. Para citar um exemplo conhecido, os Estados Unidos realmente não dão Ensino Superior gratuito.

O mesmo ocorre na maioria das nações do dito primeiro mundo. Porém há uma infinidade de bolsas, subsídios e facilidades tais que facilitam e minimizam tais custos. E mesmo no caso do pagamento integral, tal é justificável pela qualidade do ensino ofertado. Agora, aqui, na terrinha de Santa Cruz, pouco além da saída da idade da pedra, a proposição intempestiva se nos soou com verdadeiro acinte. Capitais gigantescos das estranjas estão à espera de oportunidade para aplicação. O ensino é uma delas.

Queira-se ou não, por mais má vontade que se tenha com os governos petistas que mais fizeram foi infelicitar a nós todos, inclusive pelo mergulho das mãos ávidas nos jarros públicos, mas pelo menos a ampliação de curso universitário, a diversificação dos meios formais de acesso e até financiamentos melhores para pagar os cursos de instituições privadas, isto é inegável.


Pois agora, o capitalismo selvagem dominado pelas mentes conservadoras da direita atrasada, receita para nós a liquidação do ensino público gratuito, desprezando o que dita nosso Contrato Social sobre a educação ser direito de todos e obrigação do Estado.?


Desde a Idade Média, as nações deixaram de ser ilhas, e a interação entre países é um fato bem como a circulação e investimento de capitais. A existência do capital pressupõe a busca de lucros. Todavia, o que temos visto a longo do tempo é o uso abominável do dinheiro como meio de escravização, de submissão de nações pobres e culturalmente atrasadas, roubando-lhes as riquezas naturais a troco de banana e algumas latinhas de Coca-Cola. O processo colonialista continua, como à época do descobrimento.



25 Novembro 2017 13:43:00
Autor: Murilo Machado

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(Foto: Divulgação)

É que, por morarmos no país da piada pronta, quedemo-nos em rápida vista d'olhos sobre mais uma. Na segunda que passou comemorou-se o Dia da Consciência Negra, data que ensejou feriado em alguns estados. Começo com o que disse o festejado ator hollywoodiano Morgan Freeman. "No dia em que pararmos de nos preocupar com a consciência negra, amarela ou branca e nos preocuparmos com a consciência humana, o racismo desaparece". O genial e oscarizado ator é negro e colocou com meridiana clareza e genial acerto a estupidez da data e da comemoração.

No velho e bom Brasil a coisa vai por conta de nossa malandra mestiçagem, chegados nós em uma moleza, especialmente a remunerada, por conta das invenções de feriados brotados em nossa fértil e pródiga imaginação. Mas fiquemos no centro da questão.

A consciência definitivamente não tem cor. O que se faz necessário é exatamente o abrir da consciência incolor para a simples condição humana.  

Esta condição mostra com simplicidade que a cor da pele deriva de uma gama de fatores, inclusive de natureza climática, do continente onde nasceram nossos antepassados, a adaptação do ser humano as circunstâncias de espaço onde vive. Tudo menos qualquer indício de superioridade por condição racial. Concedemo-nos até o direito de manifestar pensamento no campo contrário, pois o acalentar de sentimentos racistas cultiva exatamente o sentimento ou complexo de inferioridade existencial que se compensa ou sublima pela ideia de a cor da pele proporcionar status superiores ou inferiores. De mais a mais estes tempos do pós-moderno, do terceiro milênio, já não mais permite que tais coisas ainda possam existir. Se existem é exatamente pelo fato de alguns bestas embretarem a questão fugindo da discussão mais ampla que é a consciência pura e simples como afirmado por Mr. Freemann.  

A coisa tem a mesma ótica estúpida desta discussão insípida contra a mulher, como se a violência contra o sexo antípoda fosse aceitável e permissível. Ora, caceta e planeta, o que tem que ser discutido e combatido é a violência em si, a violência que brota da estupidez e ignorância humana, gratuita na maioria das vezes, e como tal não tem sexo, e nem deve merecer maior ou menor atenção, combate ou omissão e descaso pela questão de a vítima da violência pertencer a este, àquele ou ao outro sexo. Isto remete a questão inicial de nossa abordagem, que trata ambos os temas como simples e descolorida questão de consciência humana. O resto é balela, preguicite aguda, fabricação de feriado inútil, invenção de carioca, pois o carioca trabalhador abomina as folgas sem sentido, enquanto o malandro, carioca ou não, não precisa de decretos de feriado para folgar. 



18 Novembro 2017 23:05:00

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É que, cabe vista d'olhos sobre o panorama de violência que grassa como peste em nosso meio, no Brasil e no mundo. Desde que Caim matou Abel, no alvorecer da humanidade, sempre convivemos com a violência e sua funesta consequência, o crime e a morte.  


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Todavia, nos tempos que correm, nunca se viu o sangue escorrer com tanta força, em cascata, às catadupas, a vida se esvaindo como se fosse apenas o desaparecer de uma simples ameba. Vemos a morte ceifar em larga messe, colhendo vidas como se colhe grão maduro. Óbvio que não nascemos para a eternidade aqui, mas a vida e o ser humano nunca valeram tão pouco.

As guerras, especialmente as informais ou não declaradas, o terrorismo infame a usar as bombas como arma política e punindo inocentes, mas, de forma especial, em nosso meio e no Brasil, o tráfico a abater vidas com uma gratuidade assustadora, matando tanto pelas armas como pela disseminação do vício. A guerra dos narcos nas favelas e bairros pobres das grandes cidades, o aliciamento daqueles que se veem impotentes diante da fome, da miséria, da ignorância e da omissão também criminosa do Estado-Patrão.


A gratuidade com que se mata, a banalização da violência e do crime em todas as suas modalidades e facetas nos fazem olhar com sombrio pessimismo para o futuro. O que restará? Quem vai ficar para enterrar os mortos?


A ameaça de uma conflagração nuclear está presente e mais viva que nunca. Dois líderes de nações, ambos balofos e falastrões, destemperados e chegados a uma guerrinha, nos fazem temer ante a possibilidade de vermos, ao vivo e a cores, o levantar do cogumelo atômico, a rosa de Hiroshima. Mas não nos iludamos: desta vez, pegaremos as sobras, não tenham dúvidas.

Nas curvas mais suaves, ainda resta o imenso açougue das rodovias e vias de trânsito, a morte dita culposa, mas que os números mostram que também o trânsito, a condução de veículos, tornou-se um ato de ensandecidos, veículos potentes nas mãos e fezes na cabeça. Rodovias concebidas nos tempos do Wemaguete, do Gordini e do fusquinha agora superlotadas ante a produção massiva de automóveis e grande número de fábricas. Nada disso contribui para a segurança, para o nosso conforto, ao contrário apenas apressa o nosso inglório fim.

De quando em vez, ao ouvir um pregador - e como tem - a gritar em altos brados que o fim está próximo, quedo pensando se o tal não tem lá sua dose de razão. Se os tais profetas do apocalipse não estão falando a verdade e nós que teimamos em não querer ouvir, ou os reputamos como malucos ou aproveitadores da fé e ingenuidade dos incautos. Não matarás, diz o mandamento da Lei de Moisés, mas ele próprio homicida. Assim caminha a humanidade. Para onde?



11 Novembro 2017 14:48:00
Autor: Murilo Machado

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"No campo político dizem alguns congressistas de que não há mais tempo e nem clima" (Foto: Divulgação)

É que, pela sazonalidade e recorrência do tema, voltamos as vistas e atenção para o programa, dito ambicioso, de grandes reformas pretendidas pelo Palácio do Planalto. A Reforma Tributária, ao que se nota, ao invés de simplificar e diminuir a carga de impostos, é uma coletânea de remendos que em nada contribui para eliminar o imenso cipoal de impostos, taxas e contribuições a que somos obrigados a recolher, especialmente a pessoa jurídica, cuja totalidade ninguém conhece e, mesmo dentro da sanha tributadora do fisco brasileiro, há alguns impostos que, pela quantidade deles, foram esquecidos e deixam de ser recolhidos

Pior é que pela quebra de caixa, vem mais alguns por aí. Passemos a tal, e mágica, Reforma do Sistema Previdenciário. De começo diga-se que é uma inutilidade, e, se nos parece, uma ilegalidade, pois na semana que passou a CPI do Senado da República, concluiu e proclamou com pompa e circunstância que não há déficit na Previdência Social Pública do Brasil. Ora, pombas, caceta e planeta, se não há déficit, então por que a reforma? Se desnecessária, então é ilegal. Isto, aqui mesmo neste hebdomadário espaço, já vinhamos proclamando várias vezes, o tal déficit é um engodo, ou mais um crime a ser cometido contra o povo, pois o que se pretende, de verdade, é penalizar o povo, o trabalhador privado.

A CPI apontou, além da clássica má gestão, a soma da previdência de militares, dos funcionários públicos da União, inclusive dos altos salários, e a sonegação e inércia do Estado em cobrar devedores. No campo político dizem alguns congressistas de que não há mais tempo e nem clima para mexer com tal e espinhoso tema.

Ninguém quer pagar o preço nas urnas e, o último ato de salvação do pescoço do Senhor Michel Temer fez com que o ilustre Presidente gastasse as últimas gotas de sangue, o último e desesperado suor.

Não há mais nada. Rapou o fundo do tacho até sangrar as unhas. Emitiu algumas promissórias a serem resgatadas no ano e com o orçamento que vem. Ás vésperas de finados, um grupo de parlamentares, do PSDB, o tal centrão, proclamou que vai melar a malsinada reforma. Assim, o tal ambicioso programa de reformas estruturais está indo pelo ralo.

Aliás, deste governo agora nos estertores, não vai sobrar nada, nem más lembranças. No espaço que nos resta, queremos afirmar, sem pretensões de ser economista, que a retomada do crescimento econômico se dará pelo estancamento da corrupção em todos os níveis e canais, pelo estrangulamento de meia dúzia de banqueiros que sufocam este país, e são seus verdadeiros donos, juros baixos e especiais para os investimentos especialmente na indústria, pois o agronegócio já os tem, e o surgimento de mulheres e homens probos que queiram o bem do Brasil e não de seus próprios bolsos. 


29 Outubro 2017 13:18:00

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Que nossos dirigentes, públicos e privados, tomem gosto pela coisa 



É que merece vista d'olhos e melhor reflexão os acontecimentosà nossa volta, aqui na terrinha, mesmo porque alhures, na planíciedo planalto tudo o que vemos envergonha e enoja. Coisa parasoltar foguetes a recente visita de uma missão de empresários alemães. Note-se que tal se deve a atitudes a práticas de relações internacionais modernas, sem primeiro ir pedir permissão ao Irmão Grande, ao Ministro sei lá das quantas. Primeiro fomos nós, através da Associação Empresarial. Toda relação começa tímida, mas nossos enviados souberam mostrar e "vender" Curitibanos no mercado internacional. Venderam bem, pois no rastro os alemães vieram para ver de perto quem somos, o que temos, o que queremos e o que eles podem dar. Agora a comitiva de visitantes ultrapassou o terreno do pode ser, do talvez e clarearam os propósitos.

Eles têm interesse e conhecimento na área de produção de energia no sistema térmico através da queima de resíduos industriais de madeira, insumo que não nos falta e, quem sabe, também pela usinagem de outros lixos e descartes. Veja-se que o interesse deles é o nosso. Já estamos com o tesouro nacional semifalido, sem possibilidade de financiar as grandes hidrelétricas e as que estão em obrasvão demorar a finalizar exatamente pela falta de verbas e pelo olho grande da Justiça e da sociedade nos dutos da corrupção deslavada que cerca tais empreendimentos gigantescos.

Já de algum tempo se nota o movimento para a geração de energia em pequena escala, as tais PCHs, mas o que vale os foguetes que citamos é que, se tudo der e vai dar certo, os investimentos, o dinheiro novo que vai chegar é para nós, e não para os grandes centros industrializados de nosso Estado.

Tal aconteceu e vai acontecer exatamente porque não fomos pedir as bênçãos de ninguém de fora. A Europa, a Alemanha neste mundo globalizado fica quase que ali depois da segunda curva ou na outra esquina. Agora vamos nos organizar e os nossos dirigentes empresarias já se articulam para localizar aqui os investidores que deverão se associar aos alemães para concretizar o projeto. Esta prospecção de negócios, esta busca de parceiros não deve parar por aí.

Que nossos dirigentes, públicos e privados, tomem gosto pela coisa e habituem a ir à busca destes investidores, de financistas que estão por aí aos montes e que precisam é exatamente nos conhecer.



20 Outubro 2017 22:00:00
Autor: Murilo Machado

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"Este mês é dedicado a cuidados para com a saúde feminina" (Crédito: Divulgação)


É que, outubro marchando para o fim, mais um mês deste ano infecto e pleno de tudo o que não presta vindo dos tais altos níveis, resta lançar vista d'olhos sobre a cor suave que caracteriza a campanha anual de prevenção e manutenção da saúde da mulher. Realmente o tema e suas pretensões devem ser coloridas com róseas cores. Começa que, de ordinário, o ser humano é pouco ligado a aspectos da sua própria saúde, dirigindo mais suas preocupações para com a saúde dos outros, dos amigos, do vizinho e dos inimigos também, sendo que para estes últimos à preocupação navega em contrário com desejos íntimos de que a saúde do distinto mingue e se esvaia.

Pois bem, este mês é dedicado a cuidados para com a saúde feminina em aspectos e espectros deste mal insidioso e cruel chamado câncer. O poder público, em todas as esferas e níveis, busca alertar e incentivar cuidados, recomenda exames periódicos, autoexame e visita periódica ao ginecologista para começar e este, por sua vez, se for o caso, se socorre do parecer e serviços de outros especialistas. A melhor colocação que podemos dar para o tema é a constatação científica de que o câncer de mama se detectado cedo é perfeitamente curável e o êxito terápico tem percentuais acima de 95. Isto é bom especialmente com os avanços conquistados pela ciência no trato e combate deste insidioso mal.


Claro que ainda temos um número elevado de óbitos se desprezarmos as

estatísticas frias e considerarmos o tamanho e desigualdades deste Brasil.


A preocupação e o trabalho das autoridades, dos responsáveis pela saúde pública é em trabalhar mais de perto com os, no caso as chamadas camadas mais pobres e, por consequência, menos esclarecidas e que necessita de maiores cuidados e estímulos para estes cuidados, especialmente no campo da prevenção. Um dos pontos de maior impacto, no caso de Curitibanos, está exatamente na estratégica oferta de unidades básicas de saúde nos bairros, ao alcance e sob as vistas das comunidades, sendo a presença do posto de saúde e seus profissionais um estímulo importante ao ataque preventivo às doenças.

No mais a questão vai exatamente para a questão educativa, estimulando, treinando e convencendo o povo, no caso presente, as mulheres, a fazer os exames e visitar periodicamente o médico para manter a saúde ou, no pior dos casos, a descoberta precoce dos tais nódulos cancerígenos nas glândulas mamárias, garantindo tratamento e cura. A educação passa, também, neste mês, e nos outros, pela frequência às palestras, ao ouvir especialistas de reconhecida competência pois, ao vivo, os ensinamentos deles podem induzir as práticas de uma saúde preventiva que vai eliminar males maiores e dolorosos no futuro.


14 Outubro 2017 09:27:00

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Preferimos a generosidade 



É que ainda estamos sob o impacto das mortes violentas, especialmente aquelas de Las Vegas, pela quantidade. No rastro um doido desgraçado incendiou uma creche em Minas, e de cara morreram quatro crianças. Um desequilibrado, brigado com a vida e puniu inocentes. Inocentes como em Vegas. Mas onde bate o meu ponto? Vai que atiradores lá nos States não é coisa recente. Começou ló no fim dos anos 70 com soldados malucos, regressos do Vietnã com a cara cheia de drogas distribuídas no front e mais o horror do sangue brotado em cachoeiras.

Depois o terrorismo deu sequência, assulando malucos. Isto nos põe diante de outro fato. O tal Estado Islâmico. Já notaram que tudo o que produz sangue eles reivindicam a autoria, ou foi feito por soldado seu ou em sua homenagem? Coisa ridícula. Tão ridícula que se auto ridiculariza e ridiculariza o movimento guerrilheiro em geral.

Não nutro qualquer simpatia por tais movimentos, no entanto, sempre entendi o que fez e o que queria o velho Yasser Arafat, Engenheiro Civil por formação e fundador da OLP. A questão palestina dormia em berço esplêndido e a tal ONU com muita preguiça de fazer algo, até para não azedar Israelitas e Americanos.

O Arafat colocou o tema na ordem do dia, a força, a custa de sangue, sangue inocente inclusive. Mas, segundo ele, necessário, como se leu em seu Manual de Luta Política e Armada. Depois a coisa degringolou e dá no que dá. Por falta de opção e ação, o EI reivindica para si tudo o que sangra e queima. O objetivo do Arafat era nítido e valido por que não. Os assassinos contemporâneos só matam com estupida gratuidade. O atirador de Las Vegas era mais um insano solitário com muita arma e nenhuma lucidez. Eis os males e perigos dos tempos atuais.

Especialmente no norte da América e na Europa não é mais prudente participar de atos públicos, viver em coletividade próxima e aglomerada, pois nunca se sabe quando explodirá a próxima bomba ou de onde virá o próximo tiro. Agora tudo degringolou. Mesmo que se obtenha a utópica formação do Estado Palestino, mesmo que se obtenha um improvável resquício de paz entre árabes e judeus, agora a ordem do dia é matar, matar e matar. Tem mais jeito não.

A banalidade com que se mata no mundo faz parte deste refinamento fútil que se adonou do ser humano. A vida tornou-se mercadoria de baixo preço. No meio da poeira ainda sobra para nós, brasileiros, especialmente habitantes dos grandes centros, cercados de favelas dominadas pela escória, traficantes imundos, a escravizar gente humilde que está imobilizada e sem ter para onde correr, tendo, não raro, que capitular, entregar os pontos e aderir para não morrer. Isto é, não morrer tão ligeiro.

Solução? O Juízo Final.



30 Setembro 2017 14:23:00
Autor: Murilo Machado

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É que, metendo a colher torta, lancemos olhar e meditação sobre a polêmica do momento, a encrenca brotada de malsinada sentença judicial em cima da questão da cura gay. O doutor prolator da decisão, por discricionário e usando da liberdade de interpretar a Lei e os fatos a seu talante, renovou o debate ao permitir ou consentir, como visos de obrigatoriedade, que psicólogos, psiquiatras e outros profissionais atendam e apliquem conhecimentos e, talvez remédios, para reverter a homossexualidade, a "bixisse", o que seja lá o diabo que é isto. A respeitável decisão contraria recomendação ou decisão também da Organização Mundial da Saúde que ditou como sendo de opção e escolha a orientação e prática sexual dos indivíduos, e que tal não é doença ou mal que possa ser sujeitada às terapias sejam estas convencionais ou não.



A ONU, talvez por falta de coisa mais útil a fazer, também deu pitaco exigindo dos governos seus filiados o respeito à questão e aos envolvidos e envolvidas. Agora eis que nós, talvez por enfado da tal Lava Jato e seus afins, nos vemos ou somos chamados, por exercício de cidadania, a ver a questão. Ver a média distância, pois o tema é delicado como as gazelas. Então que temos ou como fica? Penso que a questão é bizantina e, nos tempos do pós-moderno, já não admite mais discussões e muito menos crítica ou qualquer ato, por menor que seja, de intolerância ou reação contra a vida sexual de ninguém. Todavia, pensamento nosso e de absoluto leigo, é no sentido de que ninguém deve ser levado a tratamentos ou terapias ditas reversivas, mesmo porque dizem os especialistas que tais terapêuticas não existem. Entretanto, também pensamos que ninguém pode ser impedido de buscar auxílio profissional para a questão se assim ou desejar e o profissional não poder ser igualmente impedido de atender. Salvo engano ou erro grosseiro nosso o que estamos a ver é que o tal Conselho Federal de Psicologia pretende impedir ou proibir que seus filiados tratem da questão. O debate se nos parece acadêmico pois se a corrente majoritária diz que não é doença e portanto não necessita de qualquer terapia e que ela não existe ou é ineficaz e causadora de sofrimentos, a corrente minoritária defende tratar-se de distúrbio de natureza glandular e hormonal com intercorrência na psique e que tal é possível e passível de tratamento ou terapia que coloque as coisas no lugar. Não devemos aqui opinar ou defender esta ou aquela corrente de pensamento, exceto a intransigente defesa das liberdades. É nosso pensar que cada um vive como quer ou pode e, data vênia, o Judiciário tem mais, muito mais, o que fazer.


17 Setembro 2017 11:12:05

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É que, pondo as barbas de molho, voltamos a atenção para as recentes catástrofes naturais que dominaram o Caribe e sul dos Estados Unidos. Furacões de potência máxima, ventos com velocidade e força de uma dezena de bombas de hidrogênio combinadas varreram, e em alguns casos literalmente, as ilhotas e ilhas do Caribe e atingiram os estados do Sul da terra de tio Sam destruindo tudo, matando e causando prejuízos que somam os bilhões de Dólares.  

Neste quesito melhor os norte americanos, porque eles têm a fábrica de dólares. A preocupação vai para o povinho do Caribe. Ilhotas subdesenvolvidas, no caso de Cuba as construções antigas, de sape, já bastante carcomidas pelos cupins e sensíveis a quaisquer ventanias mais fortes, quanto mais um vórtice de tamanha potência. E foram três os grandes redemoinhos, vistos, analisados e medidos com antecipação pelos estudiosos e especialistas. Parênteses para revelar a nossa admiração por estes profissionais.

Antes das tempestades abaterem-se, antes da descarga da fúria dos elementos, os caras já sabiam de tudo, no que ia dar. Facilitou para providências da defesa civil deles, que puderam providenciar o possível com jeito e método, evitando o corre- corre e o salve-se quem puder que mais mata do que salva. Na bonança do pós-desgraça, cabe meditação sobre as origens. O tal aquecimento global. As águas oceânicas do Pacífico aquecem normalmente no Verão do Hemisfério Norte, mas a elevação de um grau centígrado em meio século é demais.

O dedo ganancioso do ser humano fez isto. Tentemos ver mais longe. Quanto mais de desgraças deste tipo ainda vão se abater sobre nós, provocadas pela cupidez? Não se fala do terremoto no México, pois ao que dizem os especialistas, resulta do movimento das tais placas geológicas ou tectônicas, coisa impossível de prever ou de deter. A verdade, já proclamada aqui, é que o planeta estertora, nas vascas da agonia. Pensamos que talvez seja assim mesmo, planeta de vida finita como tudo, com prazo e data marcada para terminar.

O lamento fica por conta do que estamos a fazer para antecipar o amargo fim. E o que mais dói é ver que bilhões são gastos na pesquisa e exploração das possibilidades de vida em outros planetas. Serão casulos de sobrevivência. Não com a ideia da preservação da espécie humana, mas a prepotência e arrogância dos privilegiados que poderão comprar a passagem. A natureza se vinga, cobra o preço, pena que em sua fúria cega não distinga os inocentes, os pobres e desvalidos levados na penca. Misericórdia.



09 Setembro 2017 11:33:55
Autor: Murilo Machado

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É que, nas cinzas das horas que passam, vemos transcorrer os tais festejos da Semana da Pátria. Em antes, quando ainda existia algum civismo, semana rica de eventos, de manifestações, tudo a remeter às margens do Ipiranga e o histórico grito. Claro que para os mais avisados e atentos, o fato, o momento da Independência ou Morte nada tinha de imponente e bélico como no quadro do Pedro Américo. Claro que o pintor histórico não poderia aquarelizar a verdade, com o D. Pedro de Orleans e Braganza agachado atrás de uma moita a descarregar o resultado de processo de desinteria, dor de barriga violenta que o acometeu durante toda a morosa viagem de retorno da cidade de Santos. Também não estava o Príncipe a cavalgar imponente e nervoso corcel branco, e sim uma plácida mula, diga-se logo animal mais cômodo, confiável e de macia andadura. Um dos tantos equívocos históricos que se comete, mas sem equívoco a velha corrupção desbragada que corria, e que agora será esboçada em folhetim televisivo de grande emissora. De lá para cá pouco mudou. A corrupção a mesma, a moeda a mesma com que Judas foi pago. E o civismo? O patriotismo? O ufanismo de ser brasileiro? Sepultado na cova da ingenuidade ou dos trouxas, pois os espertos estão nadando no tal berço esplendido, locupletados pelos cofres públicos, pelas tetas gordas do BNDES. Ufanismo e orgulho? Vimos algum quando da campanha vitoriosa da FEB na Segunda Guerra, capitalizado em obrigatoriedade do canto de umas duas dezenas de hinos patrióticos entoados nas escolas. Depois? Bom, talvez na vitória do tricampeonato da Copa do Mundo em 70, cuidadosamente embalado pelo governo militar que realmente comandou a seleção, pois ali o único civil era o técnico Zagalo. Na onda do milagre brasileiro, que já proporcionou desvios de zilhões de Dólares, a coisa só piorou. A falcatrua ficou mais simples e sem qualquer dose de refinamento. As gerações atuais de brasileiros olham para cá e acolá como baratas tontas, pombas lesas, sem saber que rumo tomar. Esperança? Sempre tem. Nada de curto prazo, mas no futuro médio, talvez haja gente com vontade e brio para tratar a coisa pública com zelo e probidade. Agora? Tudo por conta desta bandalheira e sem vergonhice da tal colaboração premiada que mostra que a grana corrupta é exatamente por cima dos panos e não à socapa como seria natural. Dinheiro no bolso, na bolsa, na mochila, na mala e nas intimidades, o olho clínico das câmeras de televisão. Civismo, orgulho nacional? Moeda fraca e sem circulação.


26 Agosto 2017 14:05:08

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É que, nestes tempos que não são da brilhantina, estamos a ver e assistir algo que faz lembrar o samba do crioulo doido. Ah pois, no meio deste circo pobre o Excelentíssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, à mingua do ter o que fazer, talvez porque o que tem para fazer não pode ser feito, S. Excelência ao negar que iria meter a colher torta neste arremedo de reforma política, vem de deixar escapar ser de seu desejo e vontade a adoção de um parlamentarismo caboclo, tupiniquim, que adote o sistema de governo de gabinete mas, pasmem, com poderes para o Presidente da República.  

Jesus, é a piada do século. Qualquer cidadão minimamente informado sobre o tema sabe que o sistema parlamentarista limita em muito os poderes do Presidente, que passa a ser Chefe de Estado, cabendo ao Primeiro-Ministro, ou o Primeiro ministro como gostam os puristas e clássicos, traçar e executar a política administrativa, governo montado com base no resultado de eleições parlamentares, cabendo ao partido majoritário indicar o tal Premier ou no governo de coalisão se as eleições forem equilibradas e não der maioria absoluta a ninguém.

Droga, é assim que funciona em todas as nações que o adotam. Já assentamos aqui, e a repetição é válida, de que o sistema parlamentarista é o coroamento da democracia. Porém ele existe e dá certo em Nações antigas e especialmente civilizadas, não aqui em Tupinicópolis. Já pensaram meus estimados e (im)pacientes leitores ir às urnas a cada três ou quatro meses.

O centro da questão, ou da necessidade, não está na forma ou sistema de governo, e sim na necessidade nacional de vacinação com a vacina da ética, da honra e doses de pudor e vergonha. A modificação do processo eleitoral discutido agora não nos ajuda e muito menos esta proposta indecorosa e criminosa de financiamento de campanhas com dinheiro público.

Aperfeiçoamentos são necessários, mas estudados, analisados com calma e tempo, e não na corrida e nas coxas como se faz agora, para salvar o pelo de uns tantos calhordas que assentam no parlamento. Estamos vivendo, com angústia, esta tragicomédia, este circo sem gosto algum, como no samba do crioulo doido onde "Chica da Silva tinha outros pretendentes e obrigou a princesa a se casar com o Tiradentes e Dona Leopoldina virou trem e D.Pedro é uma estação também".



19 Agosto 2017 13:08:50
Autor: Murilo Machado

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É que, comendo pelas beiradas, o Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, que muitos já viam como ex, acabou ganhando sobrevida e até alguma musculatura. Bem verdade que a vitória, magra e apertada, custou uma grana preta, sangria no Tesouro por conta da oportuna liberação das tais emendas parlamentares, ítem tornado moeda de troca para impedir que o Senhor Michel Temer se visse às voltas com um processo crime no Supremo, além do obrigatório afastamento da função altissonante e algo dicotômica de Supremo Magistrado da Nação. Pulmão cheio de ar fresco o homem retomou o comando das coisas e quando parecia que alçava voo novo, derrapou feio por conta da inconfidência pública ao revelar que o Senhor Meireles estudava garrote pesado nos bolsos brasileiros, folgando a corrente do Leão para abocanhar mais uma gorda fatia no tal imposto sobre a renda. As reações em contrário foram imediatas, fortes e sólidas, obrigando a oportuno recuo rotulado de estudos teóricos permanentes da autoridade fazendária, nada concreto ou a temer, quando em verdade foi o ronco grosso do Presidente da Câmara dos Deputados que cravou "não passa". Agora o Supremo Mandatário aposta as fichas na tal reforma da previdência, reforma esta que, convenhamos, não reforma pulhucas nenhuma. pois foi desfigurada ao máximo para defender os interesses de setores e grupelhos, prejudicando sim o Zé Povo, os simples que mais uma vez terão que dar o sangue. A mudança da Previdência deve ficar lá para outubro, pois em antes o debate vai para a tal reforma política que também não reforma apenas remenda, pois não desvia dos vícios que temos. A propalada falência do sistema previdenciário é uma falácia, uma farsa, pois o que precisa reformar são os privilégios em aposentadorias que chegam a centena de contos de reais. Tetra tetra tetra netas de generais do tempo do D. Pedro I a receber pensões. Gente que não sabe onde é a Itália, mas que recebe pensão como ex -combatente na segunda grande guerra. Penduricalhos legais agregam verbas fantásticas. Nisto ninguém tem coragem de tocar. A reforma política vai apenas tratar do financiamento público de campanha, outra estupidez, e impedir coligações de oportunismo, se chegar a tanto. Finge-se governar, pois o desgoverno nos trouxe a este estado de coisas. 



04 Agosto 2017 22:39:29

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É que, enquanto este escriba moreno vai batucando o teclado, ingente esforço para cometer um texto e preencher este hebdomadário espaço, comitiva de curitibanenses composta de autoridades e lideranças, estavam na capital dos catarinenses em audiência com o titular da pasta estadual da Saúde.  

Tema único e de capital importância, ou seja a sobrevivência de nosso Hospital Regional. Não sendo nós cigana nem horoscopista, torna impossível e temerário tentar adivinhar ou antecipar resultados. Assim, como curitibanense, resta torcer e acreditar que a boa vontade dos envolvidos vai remeter a uma solução.

Enquanto aguardamos vai o pensamento então para o estado geral, comatoso, com que vive ou vegeta a saúde pública no Brasil. A saúde, ou o direito ao acesso a produtos e serviços necessários à sua manutenção ou reposição, é garantia constitucional insculpida na Constituição Peregrina e Cidadã. Pena que seja quase letra fria e morta, pois no campo concreto estamos mergulhados no caos.

Consola saber que uma administração técnica, profissional e eficiente trouxe nosso Hospital até aqui. Quatro meses sem ver as cotas mensais que deve remeter o Governo do Estado fizeram por exigir o dispêndio de reserva financeira, cuidadosamente guardada e reservada para uma emergência maior ou investimento. A falta dos repasses pactuados fez por exigir a abertura da gaveta do meio e gastar a economia feita com sacrifícios.

Mas ainda estamos muito bem, o nosso Hospital não jogou a toalha e continua prestando os serviços possíveis a uma ampla região do Planalto e Meio-Oeste. Graças à eficiência, não assistimos aqui pacientes a entupir os corredores ou macas e bancos improvisados em camas. Tudo funciona em boa ordem e qualidade dos serviços só não é melhor porque nos faltam equipamentos de avanço científico e tecnológicos já existentes.

Competência e conhecimento a nossa brava classe médica possui e atualiza-se constantemente. Resta é esperar que no curto prazo se roube menos o dinheiro público e haja justa distribuição das riquezas geradas exatamente com melhorias para setores vitais como a saúde.



29 Julho 2017 17:54:00
Autor: Murilo Machado

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É que, honestamente falando de flores, voltemos as vistas para mais coisas boas que acontecem aqui, à nossa volta. Este mês de julho é especialmente pródigo em atos de certificação e diplomação dos concluintes do Proerd. Falar em Proerd é falar sobre as drogas, o mal do milênio. O programa, vasto e ambicioso, visa prevenir e combater o uso de drogas e a violência em geral. Estou a repetir aqui que vemos o Proerd como uma iniciativa social correta e que veio para ficar, pois é coisa que já demonstrou ter dado certo. Claro que não temos números, dados estatísticos que possam sustentar nossa afirmação, porém o mero combate armado a traficantes vem nos impondo seguidas derrotas pois a cada traficante preso, a cada tonelada de droga apreendida, milhares de traficas pequenos e grandes continuam à solta e agindo, afora os novos, os iniciantes no nefasto caminho tanto de usuário e viciado como fornecedor. Nem o petróleo faz surgir e girar tanto dinheiro como esta economia pra lá de informal, mas que tem suas formalidades, seus códigos e iniciações. Neste início de segundo semestre, no âmbito da nossa Guarnição Especial da PM, somando-se os Municípios atendidos teremos mais de mil e quinhentas pessoas, entre jovens, crianças e famílias que passaram por este excelente programa. Basta afirmar que se no universo dos cursistas, que já ultrapassam os vinte e cinco mil na nossa região, tivermos evitado um ou dois viciados, tivermos eliminado um ou dois focos de violência, inclusive a doméstica, tudo já terá valido muito a pena. Ações como a do Proerd e seus assemelhados é que poderão, a longo prazo fazer diminuir este contingente de dopados que nos cerca, com cenas deprimentes sob nossos olhos e à luz do dia. Parabéns ao Proerd , dirigentes e cursistas.



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