Curitibanos,
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14 Abril 2018 10:30:00


É que, neste mar de desencantos, decepções e tempestades sociais e políticas que se abatem sobre nós, aqui na terrinha do Monge, cuja praga se nos parece definitivamente esconjurada, o mar de bonança em que vivemos acaba de nos proporcionar duas notícias de excepcional valor trazidas a público pelo senhor Prefeito Municipal. A primeira diz respeito ao Mercado Público, projeto antigo e sempre adiado ante a escassez de recursos para sustentar uma obra de tamanho vulto.

Pois bem, após gestões junto aos agentes financeiros públicos, o Prefeito acaba de anunciar que, finalmente, os valores foram aprovados e liberados e agora é só cumprir os trâmites necessários, acelerar os papéis, lançar e julgar a concorrência pública e executar a obra. Para este segundo mandato, concluído este projeto ambicioso e outros em andamento, especialmente na área delicada da educação, já bastaria para consagrar o atual Prefeito como vencedor e realizador.

Porém, a colocar cereja lá no alto do bolo administrativo já bonito, o Chefe do Executivo Municipal anuncia o fim de suas quase infindáveis gestões para obter recursos a executar, talvez, a mais importante obra de seus dois períodos de governo. Eis que, num repente, vozes chegam da capital da República anunciando recursos substanciais para a obra de galerias pluviais a partir do bairro Aparecida.

"POIS A AÇÃO E A PERSISTÊNCIA VENCERAM "

O homem já foi ousado, peitudo mesmo, quando iniciou os trabalhos por conta própria, com recursos do tesouro municipal, economizados à duras penas e cuja existência e destino pouca gente sabia. Mas seria uma pedrinha incômoda no sapato do prefeito deixar a obra incompleta. Muitas foram a idas a Brasília, solas de sapato gastas nos corredores e antessalas de Ministros e Parlamentares, persistência, gota d'água em pedra duríssima. Recursos escassos, crise econômica, caos político, administradores provisórios, uma lista infindável de motivos e desculpas para negar o sonhado e quase mendigado dinheiro.

Pois a ação e a persistência venceram. Vem a grana de uma área quase improvável, de vez que o pleito foi inscrito em muitas mesas da administração federal, Ministério das Cidades, da Ação social, Interior, só não foi para a ONU e a Cruz Vermelha. Veio da Defesa Civil. Pouco importa a mão que vai segurar o carimbo. Agora é concluir a primeira etapa e lançar a segunda. Grandes esperanças de que talvez no Verão do ano que vem, suas chuvas rápidas e tempestuosas já não causem dano a ninguém. Uma vitória que não é só do Prefeito e de sua habilidade política e elevado tirocínio administrativo, um prêmio que a todos nós pertence, pois torna Curitibanos vencedora.



07 Abril 2018 12:04:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

É que, semana findando, voltamos as vistas para o início dela. Na segunda-feira transata um terremoto de nível médio sacudiu o Sul da Bolívia, até então novidade pouca, de vez que o espinhaço da cordilheira dos Andes repousa sobre uma grande placa geológica cujas falhas e a liberação dos gases abaixo dela motivaram o sismo.  

O que nos surpreendeu foi a liberação da energia correspondente que atingiu e sacudiu boa parte do Brasil. Diversos estados, em regiões distintas, de Norte a Sul, viram prédios, lustres, candelabros e paredes se mexerem, estremecerem, colocando temor e pavor em muita gente que, desatinada correu para as ruas. Claro que, em outras ocasiões, já pegamos as sobras destes estertores da crosta terrestre, porém não com tal magnitude e em tamanha extensão.

O fenômeno natural, adverso, nos remeteu à meditação sobre a fragilidade deste pobre e desgastado planeta, nossa habitação. Fiquei pensando em cousas ouvidas e lidas no passado e que, à época, julgava como sandices, delírios de aves do mau agouro, devaneios de arautos do fim do mundo, sinistrólogos de plantão a aproveitar a oportunidade. Outros, ao menos com a beca de cientistas sérios, proclamavam e ainda proclamam que o planeta Terra, como tudo o que é essência em matéria, tem prazo de validade e, no nosso caso, o prazo está a expirar.


"VAMOS MASSACRANDO O PLANETA EM NOME DO LUCRO IMEDIATO"


Alguns destes, estribados em cálculos matemáticos que só um doido pode conceber, já proclamam que a nossa galáxia se aproxima do fim e, também nesta semana, li um destes cientistas a empostar a voz para afirmar que o universo inteiro vai pro beleléu. Coisas só para os iniciados na alta ciência ou para malucos de pedra. Mas, deixemos a galáxia e o universo de lado, pois que muito grandes para gente miúda como este escriba moreno, e fiquemos com os pés aqui. Pés aqui. Pois a conclusão que estamos a chegar é exatamente de que já estamos pisando em falso, um fosso sem fundo que escancara a goela imensa para nos engolir. Tais constatações brotam da simples visão de que a velha terra que um dia já abrigou o paraíso, o Jardim do Éden, já não é mais a mesma.

O peso de uns milhares de anos de história conhecida faz por mostrar seus efeitos, e nós, pouco dados a tais observações, contribuímos, e no tempo presente ainda com mais pressa e furor, vamos massacrando o planeta em nome do lucro imediato. É a mesma coisa que incendiar a própria casa. Os fenômenos naturais se multiplicam, surgem novos, como as tais tsunamis, as geleiras e os polos derretem enquanto permanecemos sentados a dar milho aos pombos. Sinistro e sombrio. Que futuro aguarda a humanidade. Minha geração não estará aqui para ouvir ou ver a resposta.



02 Abril 2018 10:18:06

 É que, entre o abestalhado e a cólera quase incontida, ainda estamos a ruminar sobre a covarde e estúpida agressão sofrida pelo Núcleo Municipal Prof. Alírio Luiz de Almeida do bairro São José. O fato, bestialógico, agora perfaz a meia dúzia de vezes que aquele modelar estabelecimento de ensino é vilipendiado pela canalha que, infelizmente, habita ou transita por aquele bairro que nos é tão querido.

 Este ataque recente causou dano de tal monta que obrigou a Secretaria Municipal de Educação a suspender as atividades propedêuticas para providenciar reparos e reposições de emergência que proporcionem um minimo de condições para que educadores e educandos possam ali conviver e aprender. De imediato vamos afastar o olho torvo sobre os moradores do bairro, núcleo habitacional de trabalhadores, na média de baixa renda, mas, de ordinário, pessoas boas e ordeiras.

 Entretanto as estatísticas policiais e os noticiosos midiáticos mostram que ainda ali reside ou transita uma minoria de vagabundos, desocupados e canalhas que devem receber atenção das autoridades em geral, da autoridade policial em particular e dos bons moradores do São José, destes últimos uma atenção permanente para se poder identificar, prender e punir com severidade os autores do injustificado vandalismo. É inconcebível que um ser pensante, com forma e cromossomas humanos, possa pensar em fazer o que lá foi feito.

 A solução existe e esta ali mesmo. Começa que os autores são largamente conhecidos por ali. Então aquela comunidade precisa se organizar melhor, fazer brotar e crescer o verdadeiro senso comunitário. Damos como exemplo o que já existe por aqui, no centro e em outros bairros com o nome de rede de vizinhos. No São José, como no resto do mundo, as pessoas, notadamente as de bem, são ocupadas, mas não tanto que não possam, comunitária e individualmente, manter um olho mais vigilante tanto no patrimônio público, que são bens de todos, como no que pertence a cada um. Ajudar a ajudar-se é a palavra.

 A Administração Municipal, zelosa com o bem-estar de todos e com a educação, especialmente dos mais pequenos, anunciou e se dispõe a realizar ali investimentos de vulto, exatamente para valorizar e prestigiar a educação. Temos certeza que o ato monstruoso recém-praticado não vai servir de desestímulo à Administração Municipal que, ao contrário, vai dispender ainda mais em educação e serviços de elevação social para aquela comunidade exatamente para responder a esta minoria das minorias que não respeita o que se está fazendo por seus irmãozinhos, primos e sobrinhos, pois o delírio demoníaco das drogas só impele em destruir. A comunidade sabe, conhece. Então que faça por si. Vá as autoridades e aponte estes vagabundos, pois se não protegerem a si próprios, nem a polícia nem ninguém poderá fazê-lo.



24 Março 2018 08:00:00
Autor: Murilo Machado

Quase dois séculos de incúria, de incompetência, de descaso

É que, fato consumado, moramos no Pais da piada pronta, único onde traficante se vicia e cafetão se apaixona pela mercadoria. Ah pois, onde vamos e o que temos. Temos um índice de mortes violentas cujos números rivalizam e até superam zonas de guerra e áreas de conflito.

A interrogação que surge é os porquês, a razão e a origem deste estado de coisas, desta situação catastrófica quase apocalíptica. Quase dois séculos de incúria, de incompetência, de descaso e abandono das maiorias, representada pelo povo pobre e mestiço.

Governos sucessivos, crápulas e conservadores, preocupados mais com o seu bem-estar, com o encher dos próprios bolsos e burras, fixados e manter o status de classe dominante e dominadora, cuja existência dependa exatamente da existência e manutenção da classe dominada e espoliada. De nada adianta ser rico e importante se não houver miseráveis e chagásicos para quem exibir a riqueza.

As cidades incharam, esparramaram-se em periferias longínquas, fora das vistas e dos pruridos estéticos dos imbecis dominadores, cujos olfatos sensíveis e gostos exíticos seriam maculados pela visão horrenda dos farrapos, dos molambos, chagas e ranhos. A desordem e a imprevisão, o culto do belo e aprazível cegou e impediu o ver que a tal distante periferia fez emenda com o centro aristocrata e os morros, antes paisagem bucólica e poética, agora borrada pela profusão de cortiços nele pendurados. Aconteceu que, no repetente, a populaça resolveu descer e tomar o que entende lhe pertencer, tomar na mão grande, na base da munição sofisticada de armas modernas.

A ausência do Estado acabou por fazer nascer ou vir a furo uma hierarquia nebulosa, sombria, uma liderança forte e violenta, imposta tanto pelos agrados e fortalecimentos do chefão, a distribuir dinheiro, remédios e berloques bem como tiros e facadas aos renitentes e desobedientes.

Tudo sob o olhar dorminhoco do Estado-Patrão ou que pensa que é patrão. Paralelamente, as deficiências estatais, o descaso com o funcionário público, os barnabés, inclusive a Polícia Militar, fez surgir famigeradas milicias, grupos com as armas do Estado, também a ameaçar, a extorquir, a achacar para vender, nas favelas, uma proteção que estão muito longe de proporcionar. A cidade maravilhosa tornou-se a capital do caos, o domínio do crime, a pátria dos quadrilheiros.

Enquanto isto, a tal Autoridade, os governos a vomitar discursos balofos, retórica bufa e para inglês ver, mostram cada vez mais sua incompetência em lidar com a questão que impõe, por um lado, combate duro e sem trégua ao crime desorganizado e bagunceiro, e pela adoção de políticas públicas que resgatem o povo da penúria e abandono em que se encontra.



17 Março 2018 08:10:00



É que, por sazonalidade, voltamos o pensamento para o ano político em curso e as expectativas por ele geradas. No início desta semana, em programa de rádio, ouvi, e meditei, sobre o que disse voz ponderada quando afirmou que recolocar nosso Brasil nos eixos é tarefa que exige, no mínimo, três períodos de governo, ou seja, os doze próximos anos, afora este.

O primeiro período, segundo o atilado analista, deverá ser usado para propor implementar as mais profundas e corajosas reformas vistas como necessárias. Reformas que exigem coragem, desprendimento, abandono de vaidades. O segundo período deverá ser utilizado na consolidação das reformas realizadas, aperfeiçoamentos e correções. O terceiro tempo então para iniciar a colheita dos frutos. Ao ver do analista, ao que sentimos, a próxima dúzia de anos se prenunciariam como de penúria e extensos e intensos sacrifícios. Mas a ideia esbarra, já de cara, em obstáculos vistos por nós como intransponíveis.

 Onde está este homem, ou mulher, pleno de coragem e despido de vaidades, capaz de sacrificar-se para pedir o sacrifício e despendimento de todos nós? A safra que se apresenta ou propõe-se a pedir o sufrágio é exatamente a mesma, eivada dos mesmos vícios, fruto de um meio político vencido e carcomido, apodrecido pelo uso e fracasso. Assim, não se vislumbra dentro do quadro visível alguém com as qualificações exigidas para nos guiar por sobre as brasas do altar da Pátria.

A quantificação de uma dúzia de anos pressupõe também um tempo de pouco ou insignificante progresso real até que as tais reformas comecem a produzir os efeitos pretendidos. Para que tal se consiga, ao que conseguimos entender, começa por estancar a sede insaciável dos banqueiros e sua voracidade. Ora, os tais banqueiros formam aqui uma casta colocada muita acima de qualquer prateleira e ninguém pode ter a pretensão de eleger-se Presidente desta malfadada e bananeira república sem, antes, ir pedir as bênçãos dos donos do dinheiro, com eles assumir compromissos de respeito às suas inviolabilidades, ou seja, manter tudo exatamente como está.

A segunda reforma nos parece também inviável, pois passa pelo tal novo pacto federativo com a equitativa repartição dos tributos e rendas entre os entes federados, precedida ela de uma reformulação dos tributos, simplificando-os e tornando-os justos. Isto é pura utopia. A reforma do Estado e de sua concepção administrativa tirando esta legião imensa de funcionários públicos e alguns penduricalhos de elevada remuneração e pouco fazer. Para tanto também seria necessário sangue absolutamente novo nas casas do Congresso.



10 Março 2018 14:18:00

É que, em meio a tanta bagunça, frustração e desesperança, eis que, ao repetente, surge notícia, a ser vista e deglutida com absoluta cautela. Anuncia-se, já para abril próximo vindouro, auspiciosa reunião de cúpula entre as duas Koreias.  

O regime de Pyongyang vem de demonstrar algum interesse em conversações, posição oposta à vista em meses anteriores quando todos apostavam em nosso mergulho apocalíptico em uma guerra nuclear. Sucessivamente e a curtos intervalos, o controverso ditador norte-coreano efetuou disparos de mísseis de alta potência e grosso calibre, inclusive com alguns deles sobrevoando o território japonês, seu fidagal inimigo, em flagrante quebra do direito internacional e ofensa à soberania nipônica pela abusada invasão de seu espaço aéreo e mar territorial.

O grande xerife norte-americano a blasonar diariamente suas sandices de ópera bufa, fazia por empilhar doses elefantinas de lenha na fogueira já superaquecida e chapa incandecente. Ah pois, não há de se ver que os belicosos esfriaram a cabeça, as armas silenciaram e foram recolhidas e passa-se a ver as mais promissoras atitudes de restabelecimento do diálogo tão necessário à descoberta e ampliação de pontos comuns.

Há poucos dias, durante a realização da olimpíada de Inverno,em território sul-coreano, o vizinho do norte não só enviou atletas de seu pais, como, para a nossa surpresa e de muitos, fez seus desportistas desfilarem e competir integrados ao time do sul, como foi o caso do jogo de hockey sobre patins, onde a equipe mista foi fragorosamente derrotada e retumbantemente aplaudida. Ainda durante as ocasiões protocolares daquele magno evento esportivo, o governo de Pyongyang se fez representar por dignatários e funcionários do mais alto escalão, demonstrando assim o seu desejo de realmente prestigiar.  

Pois, encerrados os jogos, quase que na sequência a fronteira foi aberta e uma delegação sul-coreana foi ao norte para uma primeira rodada de conversações - conversações ainda frias e distantes, com as partes apalpando-se mutuamente e medindo a febre. Entretanto, as reuniões produziram efeito e, agora, as partes anunciam rodada de conversa de alto nível, envolvendo, possivelmente, os dois chefes de governo. Em conclusão, isto é quase briga de casal, então, nenhum peru de fora deve meter a colher torta. É uma esperança de paz que pode concretizar se ambos cederem e interesses estranhos e escusos não mexerem os tais pauzinhos para jogar areia e fazer melar.

Obviamente que o controverso governante do norte, apesar de dar pinta de meio desequilibrado, não é maluco o suficiente para fazer explodir uma bomba atômica em cima de uma cidade. Ele também é alvo fácil. Vamos acompanhar, torcer e rezar para que esta gente reencontre o equilíbrio e o bom senso.  


03 Março 2018 12:11:00

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(Foto: Divulgação)

É que, voltamos as vistas e a atenção, com satisfação diga-se, para eventos do agronegócio em curso na nossa região, os ditos dias de campo, promovidos por cooperativas e que se destinam a congregar seus associados e produtores rurais para as demonstrações.

Demonstrações que publicam as conquistas e avanços no campo da tecnologia, do melhoramento genético, das possibilidades de produzir mais e melhor com menor custo. Nunca é demasiado dizer, até para homenagear, que o agronegócio, a atividade produtiva rural, o campo sustentou o Brasil nestes tempos agudos de crise econômica, responsável que foi pela manutenção em níveis aceitáveis os valores de nossa balança comercial, evitando-se a devolução dos dólares com as importações de bens e serviços que necessitamos e cuja produção nacional foi interrompida abrupta e brutalmente pela forçada estagnação ante os custos estratosféricos do dinheiro. Mas voltemos à lavoura.  

Decididamente ultrapassamos o tempo do plantio com o velho saraquá, do lançamento manual da semente às covas abertas com sacrifício.

Estes tempos do dito pós-moderno têm sido pródigos em oferta de conhecimento e meios para impulsionar a produção agrícola.

A pesquisa genética constante vem oferecendo sementes cada vez mais resistentes às pragas, evolutivamente com maior desempenho no ciclo de brotação e crescimento, resultando em produto final com índices de produtividade superior ao obtido com sementes comuns. Isto leva a concluir em lucros maiores em menores áreas de plantio.  

Bem verdade que ainda precisamos avançar mais, pois somos recordistas no uso de inseticidas e pesticidas e, estes, por sua vez, também favorecem o surgimento de pragas com maior dose de resistência aos tais remédios. É o preço a pagar. Todavia, a promoção das reuniões que chamam a atenção deste escriba moreno, é exatamente esta quebra de isolamentos e de iniciativas individuais.  

O repartir do conhecimento é exatamente a fórmula de chegar ao sucesso. O campo é vasto celeiro de experimentos que fazem surgir e consolidar a tecnologia aplicada. Há alguns anos seria utopia pensar-se em uma máquina para colher cana de açúcar ou café. Elas estão aí.

A tecnologia também obriga ao trabalhador do campo em estudar, especializar-se.  

Temos visto na televisão o surgimento de tratores, plantadeiras e colheitadeiras eletrônicas, coisa que obriga ao trabalhador em abandonar a condição de mero tratorista para contemplar contatos estreitos com a Nasa e o MIT. Para nosso orgulho, os ditos dias de campo realizados pelas cooperativas ultrapassam as nossas fronteiras, deixam de ser eventos domésticos para constituírem-se em festas nacionais, ante o renome de técnicos, cientistas e pesquisadores que trazem para perto de nós. Parabenizamos e compartilhamos das esperanças que trazem. 



24 Fevereiro 2018 10:23:19
Autor: Murilo Machado

A crise de segurança ultrapassa as fronteiras do Estado carioca

É que, carnaval findo, exceto em Salvador onde sempre é, voltemos as vistas para o tempo presente. A crer-se nos analistas de plantão, o Presidente da República sepultou a tal reforma da Previdência sob o túmulo da proibição constitucional que veda ao Congresso a votação de Emendas à Constituição enquanto vigente uma intervenção federal em Estado da Federação. Velha música gaúcha, composição de Kleidir e Cleiton, interpretada por Kleiton e Cleidir (Maria Fumaça) canta em um dos versos que "é sempre bom e aconselhável unir o útil ao agradável".

Útil ao Presidente que conseguiu desmontar da onça onde subiu e útil a nós todos que, ao menos por algum tempo, nos livramos daquele monstrengo. Assim voltemos a atenção para o Rio de Janeiro e a oportuna intervenção. Entrando no varejo da oportunidade ou desnecessidade, de há muito já se percebia a absoluta impotência do governo carioca em lidar com a marginália que infelicita a cidade maravilhosa agora nem tão maravilhosa assim.

É o cúmulo, o Estado Organizado, o Governo estabelecido revelar-se incapaz de combater e exterminar os grupelhos de vagabundos que la pululam, pois é flagrante exagero chamar aquilo de crime organizado ante a vista e absoluta desorganização, sem entendimento corporativo e cooperativo, exterminando-se entre si, o que, ao nosso modesto sentir deve ser estimulado e incentivado ao máximo, inclusive com apoio logístico e financeiro.

Tal estado de coisas chegou onde está exatamente pela maldita corrupção que atinge a Polícia Militar carioca, onde estrelados oficiais convivem e mamam nas tetas sangrentas dos bandos e milícias que teimam em existir nas barbas da Lei. Agora as atenções se voltam para o General Braga Neto, designado Comandante em Chefe da Segurança do Estado do Rio de Janeiro, cabendo ao competente soldado dar combate e extermínio ao rebotalho humano que polui a vida fluminense.

 Resta saber se vai conseguir, se receberá os recursos materiais, humanos e logísticos de que carece para cumprir a espinhosa missão. A crise de segurança ultrapassa as fronteiras do estado carioca, é de dimensão nacional e, forçosamente, deverá ocupar parte ponderável dos debates e discursos nos palanques eleitorais que começam a ser montados. Voltando à vaca fria, o Governo livrou-se de acachapante derrota se teimasse em votar a emenda previdenciária, substituindo-a por medidas econômicas mornas e de pouco impacto. Os mercados reagiram bem à tal medida intervencionista e a estabilidade das Bolsas demonstra que já esperavam tudo o que aconteceu.



10 Fevereiro 2018 12:53:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)


É que, por falta de tema melhor, voltamos a pensar nesta farsa que o Governo e o Presidente da República teimam em chamar de reforma da Previdência. Reforma que, a rigor, reforma muito pouco. Inaugurado o ano legislativo, Presidente Temer e o Presidente da Câmara dos Deputados acenderam a luz vermelha e Rodrigo Maia vaticina que se não votar no corrente mês não vota mais este ano.  

Mas a pergunta é votar o quê? Ao longo do trâmite da discussão da proposta, a tesoura corporativa foi tirando naco pelas beiradas. Conservação de um privilégio aqui, manutenção do fica como está acolá, grupos e mais grupos foram pressionando a defensiva de seus direitos, e, diga-se direitos, e o governo, fraco, foi cedendo e amolecendo para tentar salvar alguma coisa. Proclamou o dono do Projeto que a intenção é o ajuste fiscal, a contenção do fantasmagórico déficit que dizem estar a assombrar as contas públicas.

 No meio do incêndio, oportuna CPI do Senado oferece conclusão, lá em outubro do ano passado, de que na Previdência não tem rombo, não tem déficit e portanto, por óbvio, não precisa de reforma nenhuma. A grande cortina de fumaça é a extinção de privilégios. Uma ova. Equiparar aposentadorias do setor público com o privado é rematada loucura, se não piada de gosto duvidoso.

Ah pois, ora veja, um magistrado que na atualidade percebe vencimentos superiores a 20 mil reais vai aceitar a aposentadoria com o teto, atual, de coisa de menos de seis mil reais? E os generais e almirantes e caterva assemelhada, gente que sabemos ganhar bem, não que não mereçam, vão se conformar em comer o mingau da velhice com os minguados seis mil? Foi infeliz a escolha do funcionalismo público como bode expiatório para o tanto que roubaram neste país infeliz.

Infeliz até porque o estatuto geral do funcionário público federal já foi reformado há uns dois anos e tudo já foi feito. Privilégios? Não. Apenas a remuneração da competência, dedicação e zelo que se espera do servidor público. Caceta e planeta, então um ser humano, com mestrado, doutorado e diabo a quatro vai honrar o serviço público com as luzes de seu saber para se aposentar com a merreca proposta? Nem morto.

A esperança agora é que os parlamentares, de olho na eleição, e já vendo o dedo em riste do eleitor apontado para o peito, recuam, alguns pelo viés ideológico, outros pela conveniência de momento e negam os votos em número suficiente para aprovar o tal monstrengo. O governo fechou o ano findo contabilizando algo em torno de duzentos e setenta votos e a aferição desta semana mostrou apenas duzentos trinta sufrágios a favor do Palácio do Planalto. Vamos assistir agora às últimas e desesperadas cartadas, desde a chantagem emocional até a compra deslavada. Ao viralizar a proposta, e fazer dela o prato de todo o dia, se pretendo ocultar o quê?



03 Fevereiro 2018 17:10:00

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Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

É que, no oceano de desgraças e incertezas que nos domina, ouvi com atenção e apreço, notícia que diz respeito ao próprio oceano. Não exatamente ao oceano, mas a uma parcela de pessoas que dele se tornaram usuários. Explico. Oficial do nosso Corpo de Bombeiros Militar, em entrevista de rádio, clareava sobre serviço disponibilizado nas praias. Um serviço aos paraplégicos ou os ditos portadores de necessidades especiais que, por óbvio, se viam impedidos de gozar as delícias do banho de mar. Ah, pois, com o uso de uma cadeira especialmente arquitetada e a presença de um guarda-vidas especialmente treinado, estas pessoas podem agora adentrar ao mar e nele banharem-se sem riscos ou sobressaltos.

A começar pela dita cadeira funcional, assento que é capaz de acomodar o usuário especial com conforto e segurança. A ideia e sua aplicação se nos parece genial. Nestes tempos do pós-moderno fala-se muito da inclusão. Observando-se à distância, tem-se que somente se fala muito mas, a rigor se faz muito pouco.

Fica no discurso, na demagogia, na filosofia de desocupados quando a prática exige ação.

Não basta reconhecer, e legislar, para entregar direitos a este grupo de pessoas. A efetividade da coisa é o que importa.

Ainda estamos longe de realmente podermos proporcionar aos deficientes ou portadores de necessidades especiais aquilo que necessitam para ter uma vida que mais se aproxime do comum, das atividades a todos permitidas. Em termos de mobilidade urbana, por exemplo, ainda vemos, aqui mesmo em nossa cidade, calçadas, os ditos passeios, com ressaltos e rebaixamentos que dificultam a movimentação de pessoas que se locomovem com muletas, bengalas e andadores, mesmo o idoso, ainda com alguma agilidade, não raro é vitimado por quedas e escorregões causados exatamente pelos defeitos que apontamos. Mesmo que a legislação e as ditas posturas municipais se refinem, a questão ainda passa pela nossa disposição mental e cultural. Somos seres individualistas e entranhados de um egoísmo atroz. Sempre nos colocamos em primeiro lugar, nosso conforto e bem estar primeiro, os demais que se danem.

Agimos como se a velhice e demais vicissitudes da vida não nos fossem atingir. Tais reflexões brotaram exatamente ao saber da existência da tal cadeira para banhistas. E mais, revelou-se que o belo equipamento não foi disponibilizado ou inaugurado neste verão. Ao que consta já existe de algum tempo. A pouca divulgação foi responsável pela nossa grata surpresa. São coisas assim que mantêm o tênue fio de nossa esperança e crença no ser humano. Ainda há pessoas com capacidade e coração para pensar nos outros. Que bom.



27 Janeiro 2018 09:50:00
Autor: Murilo Machado

É visível esta ameaça ao livre pensar do cidadão e eleitor


(Foto: Divulgação)/


É que, por indução, meto a colher na questão que vem ocupando diariamente os tais especialistas e os nem tanto, leigos como este moreno escriba. As tais fakenews. A expressão, colhida do colonialismo externo que nos escraviza, fala da notícia falsa, ou do uso, ou do mau uso do mesquinho expediente. A preocupação, especialmente das autoridades, vai por conta do ano político/eleitoral e do uso maciço e massivo da nefasta fórmula.

A preocupação é tão maior pela existência e uso quase que universal da Internet e, de maneira especial, as tais redes sociais. Bem verdade que o uso da notícia falsa, da divulgação de calúnias e fatos desabonadores contra políticos e candidatos não exatamente coisa nova. Só o meio é que mudou, tornou-se mais ágil e de infinito alcance.

Até bem pouco, mesmo aqui na terrinha, vimos circular o folheto pasquineiro e anônimo divulgando inverdades e denegrindo candidatos, atribuindo-lhe atos e práticas desabonadoras, acusando de roubo, malversação de dinheiro público, além de notas do tipo social mencionando e denunciando a vida conjugal e social da vítima, atribuindo-lhe amantes, filhos e tantas outras sandices. A questão é que os tais folhetins, jogados na via pública, introduzidos à socapa e na calada da noite em caixas de correspondência postal ou por debaixo das portas.

Logo, alcance limitado. No tempo presente as tais redes sociais têm efeito multiplicador na enésima potência e velocidade da luz. Daí o justificado receio das autoridades e políticos com a propagação de infâmias, a política negativa, a atribuição de fatos a pessoas, enfim o oceano de possibilidades de influir e influenciar o eleitor. Pior é que são buscados profissionais, contratados psicólogos, jornalistas e outros experts para fazer o trabalho sujo.

Anunciam-se métodos, sistemas eletrônicos, aplicativos, meios de vigilância para coibir a campanha rasteira. Resta saber se vai dar certo, se vai se conseguir colocar freios em línguas frouxas e despudorados ou, pior ainda, manietar os tais profissionais da maledicência. Coisas deste tempo do dito pós-moderno, da parafernália eletrônica, coisa vista, a princípio como inocente, tipo vídeogame melhorado, mas que agora assume proporções gigantescas e, ao que se vê, quase que incontrolável.

Assim, é visível esta ameaça ao livre pensar do cidadão e eleitor que, obviamente, deve ter ou receber um mínimo de informações sobre os candidatos e, também e por que não, informações que procedam de fontes neutras ou desvinculadas de candidaturas. Isso possibilita a formação de juízo de valor sobre os postulantes à função pública. Entretanto tal deve se estribar em credibilidade, verdade, respeito. Se a coisa descambar, como se teme, então salve-se quem puder.



21 Janeiro 2018 10:57:00

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(Foto: Divulgação)

É que, para quebrar a mesmice e pasmaceira deste janeiro, ao menos aos que não dispõem de meios para frequentar a orla marítima, voltamos as vistas, não sem preocupação e angústia, para a semana que vem e o rumoroso julgamento do ex-presidente Lula, na apreciação de recurso por ele impetrado contra a sentença que o condenou. Então que temos? Primeiro o receio da balbúrdia, da desordem, das batalhas campais a desgraçar as ruas em nome de descabido radicalismo. Mas a preocupação maior não é com o antevisto sangue a jorrar em baixo do cassetete. Não. É o julgamento em si.

O decantado estado de direito, o respeito à norma jurídica, a boa e correta aplicação do direito. Temos acompanhado opiniões de juristas de nomeada, advogados criminalistas de fama, e estes, espírito isento, não escondem a preocupação. A condenação criminal, ao menos em outros tempos, tinha como supedâneo a boa e insofismável prova. Dizem os tais juristas que a douta sentença que vai ser examinada forçou a barra, acolheu como prova forte apenas fracos indícios sem qualquer lastro, que apenou o ex-presidente com base em balelas de dedos-duros ansiosos por obter o beneplácito judicial, ou seja, tirar seus gordos traseiros da reta.  

A JUSTIÇA CRIMINAL NÃO SE NOS PARECE O FORO

ADEQUADO PARA TRATAR DE TAL TEMA

O malsinado triplex foi apalavrado de compra por conta de uma cota de cooperativa habitacional que os Lulas possuíam. Desistiram da compra, a tal cooperativa parece que também sorveteu, e ficou o dito pelo não dito. Verdade que o Lula, sapo barbudo no dizer do saudoso Leonel Brizola, é malampreiro e liso, mas, em sã consciência, nada prova ser dele o tal apartamento. Onde vamos então? Vamos para o caminho infame e maldito, ao que se vê, da chamada politização do judiciário. Grita-se à boca grande que tudo se faz para impedir o cara de ser candidato a Presidente.

Ora, data vênia, a justiça criminal não se nos parece o foro adequado para tratar de tal tema. Impedir, através de sentença de encomenda, que alguém seja candidato a cargo eletivo é uma barbaridade, um crime ainda maior. Maior pelo receio, provado por números, que o homem se for candidato leva.

O Judiciário possui tribunal especializado para a questão eleitoral, e o processo criminal não é o caminho ótimo para tal. A sociedade esperava e espera que dos magistrados venha aquilo que outras estruturas de Estado falham em fornecer, mas castrar o legítimo direito em participar de eleições é coisa de ditadores e déspotas. Este escriba moreno não pode ficar indiferente ante a subversão de algo quase sagrado como a Justiça. As provas devem ser sopesadas e avaliadas. Indícios frágeis não devem servir para condenar ninguém. Nem ladrão de galinha e nem personalidades da República.



13 Janeiro 2018 15:55:00

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(FOTO: DIVULGAÇÃO)

É que, ainda que leigo e dinossauresco quanto às tais tecnologias, despertou-me a atenção e remeteu à meditação, filme que assisti, estrelado por Tom Hannks e Emma Watson, titulado em português como "O Círculo". In casu, o círculo é uma destas gigantescas empresas de tecnologia que desenvolve aplicativos para os cidadãos, com métodos de localização e busca. E daí? Daí que o enredo, cheio de firulas científicas, mostrou capacidade para localizar e vigiar as pessoas. E daí? Daí que renovou-se neste escriba moreno o medo do tal ideal nazista do controle absoluto.  

O controle, não efetivado através a força dos fuzis, como fez Adolf Hitler, mas pela nossa estupidez, pela nossa ânsia de parecer moderno e conectado. Voluntariamente vamos enfiando nossos dados pessoais em todas estas cacacas oferecidas sob o nome de redes sociais. Não nos damos conta que tudo isto pode e vai sendo armazenado, visto, lido e codificado em algum lugar. A tal transparência de que trata o filme acima citado. Transparência que disfarça o controle absoluto e vai nos desnudando.

O direito à privacidade vai sendo sub-repticiamente eliminado. Recentemente escândalo de proporções com um espião terceirizado da CIA, Edward Snowden vomitou pelo mundo exatamente este controle, exercido por Tio Sam a espionar seus próprios cidadãos em nome da segurança nacional. De quebra, Snowden ainda dedurou a implantação de " olhos mágicos " nas redes de um monte de países, através seus cabos de Internet, telefonia celular, tv a cabo e mais o diabo que seja, inclusive aqui em Tupinicópolis.


FICÇÃO CIENTÍFICA? NÃO.

PERFEITAMENTE FACTÍVEL AGORA, JÁ.


E nós voluntariamente vamos nos cadastrando nesta parafernália, permitindo ou anulando nós mesmos, a cada dia, mais um pouco de nossa privacidade e individualidade. Claro que os controladores pouco se interessam pelos oceanos de futilidades que gira nas tais redes sociais, mas nada escapa à análise de psicólogos treinados, analistas de comportamento que vão traçando o perfil coletivo para a futura dominação, pois saberão quais as portas que estão abertas.

O Wikileaks também denunciou. Já se fala abertamente na substituição das tais tornozeleira eletrônicas por chips implantados na pele. Outros, mais astutos, pregam já o nano chip injetado no cérebro. Ficção científica? Não. Perfeitamente factível agora, já. E nós, besta e candidamente vamos nos entregando, a cada dia novos e largos passos rumo a escravização, ao controle. Controle de quem? Do Irmão Grande claro. Pois tudo isto vai se concentrar, o poder e o mando, nas mãos de meia dúzia que serão nossos donos e senhores. Levaremos conosco a marca e o símbolo da besta.


06 Janeiro 2018 18:01:00

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É que, ano em pleno alvorecer, mas que ainda traz preocupações vindas do rescaldo do ano morto. No apagar das luzes do ano transato, o ilustre Presidente do Brasil dá mais uma pedalada em marcha ré. Protagonizou mais um fiasco por conta do indulto natalino, benesse presidencial costumeira ao final de cada ano, como o governante romano dos judeus que libertava um prisioneiro em cada Páscoa. Ah pois, a dita lei de perdão total e parcial, em seu último edito, suscitou as mais escabrosas e sibilinas interpretações.

A grita nacional foi de que o Chefe da Nação fez edito genérico e meio capcioso para abrigar gente graúda, de poder político e ou financeiro, amigos, apaniguados e chegados em detrimento da moral e bons costumes, sendo que a tal lei de indulto sempre foi vista e usada para dar liberdade a pequenos infratores, remir penas curtas e dar alento e esperança aos apenados com sentenças condenatórias maiores.  

A grita nacional ficou por conta exatamente deste guarda- chuva aberto sobre as cabeças coroadas e ungidas, gente que se pretende ver cumprindo boa e longa temporada nos presídios, nas mesmas condições que os seres comuns, servindo a estadia ao primeiro como escarmento aos punidos, dando-lhes tempo de meditação e expiação ao mal que fizeram e, na via paralela, também servir de preventivo escarmento a deter ideias dúbias sobre o lançar mãos aduncas sobre o erário.  

Talvez, com um mínimo de boa vontade, talvez não se possa atribuir ao Supremo Magistrado da Nação a intenção pura de realmente suavizar caminhos de patifes.

A escusá-lo talvez o açodamento com que Ministro, fâmulos e assessores levaram o documento para a real assinatura e o Magistrado Supremo, ainda que jurista de nomeada, talvez irritado com o ardume da uretra inflamada, não se tenha detido em leitura calma e análise detalhada do beneplácito que estava por assinar.  

Tal ensejou movimentos paralelos como da Procuradoria Geral da República e a canetada final da Ministra Presidente do Supremo que limpou o malsinado decreto das facilidades que ele trazia embutido. Foi a mostarda posta no amargo pedaço da pizza presidencial. Governo auto proclamado como de salvação nacional mas que, ao apontado pelas mídias e detratores, não deixa de cumprir o preceito bíblico do " Mateus primeiro os teus ". Marcou gol contra, e mantém o placar nacional desfavorável.  

Ano novo sob a ótica de velhas perspectivas, restando esperar para ver se se apresentará ante nós alguém com os requisitos de reputação ilibada, competência e boa vontade para conduzir-nos a tempos menos ásperos. O que aparece por aí não é nada disto, pois falha em um a outro dos requisitos.


09 Dezembro 2017 09:56:00

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É que, inaugurando o mês de dezembro, ainda fazemos rescaldo em acontecimento ou notícia do mês transato. Ah pois, no finalzinho de novembro, o tal Banco Mundial, organizaçãozinha de coloração facistóide, símbolo alto da exploração capitalista mundial, ofereceu ao (des)Governo do Brasil e aos brasileiros um relatório ou Caderno de Encargos. Dentre as sugestões(determinações), pasmem meus estimados e (im)pacientes leitores, está a da imediata e completa eliminação da gratuidade do Ensino Superior.  

Liquidação das Universidades Federais tal como as conhecemos, passando o ensino de graduação a ser pago, como estaca inicial para a eliminação, a nosso juízo, da gratuidade de todas as etapas de ensino. Ah pois, este moreno escriba público quedouse abestalhado. Pasmo pela ousadia, o atrevimento ímpar da tal instituição internacional. Claro que não é de agora, de hoje, que o capital internacional espicha o olho ávido para nós e para o oceano de possibilidades ao nefasto capital estrangeiro. A educação, o ensino, é uma delas. Para citar um exemplo conhecido, os Estados Unidos realmente não dão Ensino Superior gratuito.

O mesmo ocorre na maioria das nações do dito primeiro mundo. Porém há uma infinidade de bolsas, subsídios e facilidades tais que facilitam e minimizam tais custos. E mesmo no caso do pagamento integral, tal é justificável pela qualidade do ensino ofertado. Agora, aqui, na terrinha de Santa Cruz, pouco além da saída da idade da pedra, a proposição intempestiva se nos soou com verdadeiro acinte. Capitais gigantescos das estranjas estão à espera de oportunidade para aplicação. O ensino é uma delas.

Queira-se ou não, por mais má vontade que se tenha com os governos petistas que mais fizeram foi infelicitar a nós todos, inclusive pelo mergulho das mãos ávidas nos jarros públicos, mas pelo menos a ampliação de curso universitário, a diversificação dos meios formais de acesso e até financiamentos melhores para pagar os cursos de instituições privadas, isto é inegável.


Pois agora, o capitalismo selvagem dominado pelas mentes conservadoras da direita atrasada, receita para nós a liquidação do ensino público gratuito, desprezando o que dita nosso Contrato Social sobre a educação ser direito de todos e obrigação do Estado.?


Desde a Idade Média, as nações deixaram de ser ilhas, e a interação entre países é um fato bem como a circulação e investimento de capitais. A existência do capital pressupõe a busca de lucros. Todavia, o que temos visto a longo do tempo é o uso abominável do dinheiro como meio de escravização, de submissão de nações pobres e culturalmente atrasadas, roubando-lhes as riquezas naturais a troco de banana e algumas latinhas de Coca-Cola. O processo colonialista continua, como à época do descobrimento.



25 Novembro 2017 13:43:00
Autor: Murilo Machado

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(Foto: Divulgação)

É que, por morarmos no país da piada pronta, quedemo-nos em rápida vista d'olhos sobre mais uma. Na segunda que passou comemorou-se o Dia da Consciência Negra, data que ensejou feriado em alguns estados. Começo com o que disse o festejado ator hollywoodiano Morgan Freeman. "No dia em que pararmos de nos preocupar com a consciência negra, amarela ou branca e nos preocuparmos com a consciência humana, o racismo desaparece". O genial e oscarizado ator é negro e colocou com meridiana clareza e genial acerto a estupidez da data e da comemoração.

No velho e bom Brasil a coisa vai por conta de nossa malandra mestiçagem, chegados nós em uma moleza, especialmente a remunerada, por conta das invenções de feriados brotados em nossa fértil e pródiga imaginação. Mas fiquemos no centro da questão.

A consciência definitivamente não tem cor. O que se faz necessário é exatamente o abrir da consciência incolor para a simples condição humana.  

Esta condição mostra com simplicidade que a cor da pele deriva de uma gama de fatores, inclusive de natureza climática, do continente onde nasceram nossos antepassados, a adaptação do ser humano as circunstâncias de espaço onde vive. Tudo menos qualquer indício de superioridade por condição racial. Concedemo-nos até o direito de manifestar pensamento no campo contrário, pois o acalentar de sentimentos racistas cultiva exatamente o sentimento ou complexo de inferioridade existencial que se compensa ou sublima pela ideia de a cor da pele proporcionar status superiores ou inferiores. De mais a mais estes tempos do pós-moderno, do terceiro milênio, já não mais permite que tais coisas ainda possam existir. Se existem é exatamente pelo fato de alguns bestas embretarem a questão fugindo da discussão mais ampla que é a consciência pura e simples como afirmado por Mr. Freemann.  

A coisa tem a mesma ótica estúpida desta discussão insípida contra a mulher, como se a violência contra o sexo antípoda fosse aceitável e permissível. Ora, caceta e planeta, o que tem que ser discutido e combatido é a violência em si, a violência que brota da estupidez e ignorância humana, gratuita na maioria das vezes, e como tal não tem sexo, e nem deve merecer maior ou menor atenção, combate ou omissão e descaso pela questão de a vítima da violência pertencer a este, àquele ou ao outro sexo. Isto remete a questão inicial de nossa abordagem, que trata ambos os temas como simples e descolorida questão de consciência humana. O resto é balela, preguicite aguda, fabricação de feriado inútil, invenção de carioca, pois o carioca trabalhador abomina as folgas sem sentido, enquanto o malandro, carioca ou não, não precisa de decretos de feriado para folgar. 



18 Novembro 2017 23:05:00

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É que, cabe vista d'olhos sobre o panorama de violência que grassa como peste em nosso meio, no Brasil e no mundo. Desde que Caim matou Abel, no alvorecer da humanidade, sempre convivemos com a violência e sua funesta consequência, o crime e a morte.  


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Todavia, nos tempos que correm, nunca se viu o sangue escorrer com tanta força, em cascata, às catadupas, a vida se esvaindo como se fosse apenas o desaparecer de uma simples ameba. Vemos a morte ceifar em larga messe, colhendo vidas como se colhe grão maduro. Óbvio que não nascemos para a eternidade aqui, mas a vida e o ser humano nunca valeram tão pouco.

As guerras, especialmente as informais ou não declaradas, o terrorismo infame a usar as bombas como arma política e punindo inocentes, mas, de forma especial, em nosso meio e no Brasil, o tráfico a abater vidas com uma gratuidade assustadora, matando tanto pelas armas como pela disseminação do vício. A guerra dos narcos nas favelas e bairros pobres das grandes cidades, o aliciamento daqueles que se veem impotentes diante da fome, da miséria, da ignorância e da omissão também criminosa do Estado-Patrão.


A gratuidade com que se mata, a banalização da violência e do crime em todas as suas modalidades e facetas nos fazem olhar com sombrio pessimismo para o futuro. O que restará? Quem vai ficar para enterrar os mortos?


A ameaça de uma conflagração nuclear está presente e mais viva que nunca. Dois líderes de nações, ambos balofos e falastrões, destemperados e chegados a uma guerrinha, nos fazem temer ante a possibilidade de vermos, ao vivo e a cores, o levantar do cogumelo atômico, a rosa de Hiroshima. Mas não nos iludamos: desta vez, pegaremos as sobras, não tenham dúvidas.

Nas curvas mais suaves, ainda resta o imenso açougue das rodovias e vias de trânsito, a morte dita culposa, mas que os números mostram que também o trânsito, a condução de veículos, tornou-se um ato de ensandecidos, veículos potentes nas mãos e fezes na cabeça. Rodovias concebidas nos tempos do Wemaguete, do Gordini e do fusquinha agora superlotadas ante a produção massiva de automóveis e grande número de fábricas. Nada disso contribui para a segurança, para o nosso conforto, ao contrário apenas apressa o nosso inglório fim.

De quando em vez, ao ouvir um pregador - e como tem - a gritar em altos brados que o fim está próximo, quedo pensando se o tal não tem lá sua dose de razão. Se os tais profetas do apocalipse não estão falando a verdade e nós que teimamos em não querer ouvir, ou os reputamos como malucos ou aproveitadores da fé e ingenuidade dos incautos. Não matarás, diz o mandamento da Lei de Moisés, mas ele próprio homicida. Assim caminha a humanidade. Para onde?



11 Novembro 2017 14:48:00
Autor: Murilo Machado

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"No campo político dizem alguns congressistas de que não há mais tempo e nem clima" (Foto: Divulgação)

É que, pela sazonalidade e recorrência do tema, voltamos as vistas e atenção para o programa, dito ambicioso, de grandes reformas pretendidas pelo Palácio do Planalto. A Reforma Tributária, ao que se nota, ao invés de simplificar e diminuir a carga de impostos, é uma coletânea de remendos que em nada contribui para eliminar o imenso cipoal de impostos, taxas e contribuições a que somos obrigados a recolher, especialmente a pessoa jurídica, cuja totalidade ninguém conhece e, mesmo dentro da sanha tributadora do fisco brasileiro, há alguns impostos que, pela quantidade deles, foram esquecidos e deixam de ser recolhidos

Pior é que pela quebra de caixa, vem mais alguns por aí. Passemos a tal, e mágica, Reforma do Sistema Previdenciário. De começo diga-se que é uma inutilidade, e, se nos parece, uma ilegalidade, pois na semana que passou a CPI do Senado da República, concluiu e proclamou com pompa e circunstância que não há déficit na Previdência Social Pública do Brasil. Ora, pombas, caceta e planeta, se não há déficit, então por que a reforma? Se desnecessária, então é ilegal. Isto, aqui mesmo neste hebdomadário espaço, já vinhamos proclamando várias vezes, o tal déficit é um engodo, ou mais um crime a ser cometido contra o povo, pois o que se pretende, de verdade, é penalizar o povo, o trabalhador privado.

A CPI apontou, além da clássica má gestão, a soma da previdência de militares, dos funcionários públicos da União, inclusive dos altos salários, e a sonegação e inércia do Estado em cobrar devedores. No campo político dizem alguns congressistas de que não há mais tempo e nem clima para mexer com tal e espinhoso tema.

Ninguém quer pagar o preço nas urnas e, o último ato de salvação do pescoço do Senhor Michel Temer fez com que o ilustre Presidente gastasse as últimas gotas de sangue, o último e desesperado suor.

Não há mais nada. Rapou o fundo do tacho até sangrar as unhas. Emitiu algumas promissórias a serem resgatadas no ano e com o orçamento que vem. Ás vésperas de finados, um grupo de parlamentares, do PSDB, o tal centrão, proclamou que vai melar a malsinada reforma. Assim, o tal ambicioso programa de reformas estruturais está indo pelo ralo.

Aliás, deste governo agora nos estertores, não vai sobrar nada, nem más lembranças. No espaço que nos resta, queremos afirmar, sem pretensões de ser economista, que a retomada do crescimento econômico se dará pelo estancamento da corrupção em todos os níveis e canais, pelo estrangulamento de meia dúzia de banqueiros que sufocam este país, e são seus verdadeiros donos, juros baixos e especiais para os investimentos especialmente na indústria, pois o agronegócio já os tem, e o surgimento de mulheres e homens probos que queiram o bem do Brasil e não de seus próprios bolsos. 


29 Outubro 2017 13:18:00

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Que nossos dirigentes, públicos e privados, tomem gosto pela coisa 



É que merece vista d'olhos e melhor reflexão os acontecimentosà nossa volta, aqui na terrinha, mesmo porque alhures, na planíciedo planalto tudo o que vemos envergonha e enoja. Coisa parasoltar foguetes a recente visita de uma missão de empresários alemães. Note-se que tal se deve a atitudes a práticas de relações internacionais modernas, sem primeiro ir pedir permissão ao Irmão Grande, ao Ministro sei lá das quantas. Primeiro fomos nós, através da Associação Empresarial. Toda relação começa tímida, mas nossos enviados souberam mostrar e "vender" Curitibanos no mercado internacional. Venderam bem, pois no rastro os alemães vieram para ver de perto quem somos, o que temos, o que queremos e o que eles podem dar. Agora a comitiva de visitantes ultrapassou o terreno do pode ser, do talvez e clarearam os propósitos.

Eles têm interesse e conhecimento na área de produção de energia no sistema térmico através da queima de resíduos industriais de madeira, insumo que não nos falta e, quem sabe, também pela usinagem de outros lixos e descartes. Veja-se que o interesse deles é o nosso. Já estamos com o tesouro nacional semifalido, sem possibilidade de financiar as grandes hidrelétricas e as que estão em obrasvão demorar a finalizar exatamente pela falta de verbas e pelo olho grande da Justiça e da sociedade nos dutos da corrupção deslavada que cerca tais empreendimentos gigantescos.

Já de algum tempo se nota o movimento para a geração de energia em pequena escala, as tais PCHs, mas o que vale os foguetes que citamos é que, se tudo der e vai dar certo, os investimentos, o dinheiro novo que vai chegar é para nós, e não para os grandes centros industrializados de nosso Estado.

Tal aconteceu e vai acontecer exatamente porque não fomos pedir as bênçãos de ninguém de fora. A Europa, a Alemanha neste mundo globalizado fica quase que ali depois da segunda curva ou na outra esquina. Agora vamos nos organizar e os nossos dirigentes empresarias já se articulam para localizar aqui os investidores que deverão se associar aos alemães para concretizar o projeto. Esta prospecção de negócios, esta busca de parceiros não deve parar por aí.

Que nossos dirigentes, públicos e privados, tomem gosto pela coisa e habituem a ir à busca destes investidores, de financistas que estão por aí aos montes e que precisam é exatamente nos conhecer.



20 Outubro 2017 22:00:00
Autor: Murilo Machado

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"Este mês é dedicado a cuidados para com a saúde feminina" (Crédito: Divulgação)


É que, outubro marchando para o fim, mais um mês deste ano infecto e pleno de tudo o que não presta vindo dos tais altos níveis, resta lançar vista d'olhos sobre a cor suave que caracteriza a campanha anual de prevenção e manutenção da saúde da mulher. Realmente o tema e suas pretensões devem ser coloridas com róseas cores. Começa que, de ordinário, o ser humano é pouco ligado a aspectos da sua própria saúde, dirigindo mais suas preocupações para com a saúde dos outros, dos amigos, do vizinho e dos inimigos também, sendo que para estes últimos à preocupação navega em contrário com desejos íntimos de que a saúde do distinto mingue e se esvaia.

Pois bem, este mês é dedicado a cuidados para com a saúde feminina em aspectos e espectros deste mal insidioso e cruel chamado câncer. O poder público, em todas as esferas e níveis, busca alertar e incentivar cuidados, recomenda exames periódicos, autoexame e visita periódica ao ginecologista para começar e este, por sua vez, se for o caso, se socorre do parecer e serviços de outros especialistas. A melhor colocação que podemos dar para o tema é a constatação científica de que o câncer de mama se detectado cedo é perfeitamente curável e o êxito terápico tem percentuais acima de 95. Isto é bom especialmente com os avanços conquistados pela ciência no trato e combate deste insidioso mal.


Claro que ainda temos um número elevado de óbitos se desprezarmos as

estatísticas frias e considerarmos o tamanho e desigualdades deste Brasil.


A preocupação e o trabalho das autoridades, dos responsáveis pela saúde pública é em trabalhar mais de perto com os, no caso as chamadas camadas mais pobres e, por consequência, menos esclarecidas e que necessita de maiores cuidados e estímulos para estes cuidados, especialmente no campo da prevenção. Um dos pontos de maior impacto, no caso de Curitibanos, está exatamente na estratégica oferta de unidades básicas de saúde nos bairros, ao alcance e sob as vistas das comunidades, sendo a presença do posto de saúde e seus profissionais um estímulo importante ao ataque preventivo às doenças.

No mais a questão vai exatamente para a questão educativa, estimulando, treinando e convencendo o povo, no caso presente, as mulheres, a fazer os exames e visitar periodicamente o médico para manter a saúde ou, no pior dos casos, a descoberta precoce dos tais nódulos cancerígenos nas glândulas mamárias, garantindo tratamento e cura. A educação passa, também, neste mês, e nos outros, pela frequência às palestras, ao ouvir especialistas de reconhecida competência pois, ao vivo, os ensinamentos deles podem induzir as práticas de uma saúde preventiva que vai eliminar males maiores e dolorosos no futuro.


JORNAL "A SEMANA"
Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida
89520-000  -  Curitibanos/SC  -  (49) 3245-1711