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Te ou lhe é uma questão de escolher?

22 Agosto 2017 09:00:45

Katia Zilio
Foto: Divulgação

O que origina este texto, hoje, já repetindo um tema anterior, é a dúvida de um leitor acerca do uso do LHE.

Cabe então um retorno ao assunto, visto que os exemplos convidam à reflexão. Vamos lá:

Caro leitor, no exemplo:

 (...) os invejosos lhe veem como uma" coisa" pode lhe ajudar a se desligar (...),

 As duas manifestações do pronome oblíquo LHE contrariam as normas gramaticais (mas é claro, não impedem o entendimento do texto), pois o verbo VER pede objeto direto e o pronome LHE sempre guarda em si uma preposição (equivale a A VOCÊ). Quem vê, vê alguma coisa e não a alguma coisa. Assim também o verbo ajudar: pode ajudá-lo (la), ou pode o/a ajudar. Há que se utilizar de pronome oblíquo que corresponda a objeto direto.

Os pronomes oblíquos O, A, LO, LA, NO, NA, seguidos ou não de S são considerados objetos diretos, isto é, não se apresentam com uso de preposição.

 O pronome LHE (s) é considerado objeto indireto, pois equivale, como já dissemos, a A VOCÊ.

Então:

Ofereceu-lhe (a ele) um jantar.

Ofereceu-o (um jantar) a ele.

Ou ainda,

Ofereceu-lhe.

  Mas isso já é assunto para outro texto...

Já os pronomes ME, TE, SE, NOS, VOS podem exercer tanto a função de objeto direto quanto de objeto indireto. Por isso:

Ela nos indicou o caminho.

Ela indicou o caminho a nós.

Ela nos levou às compras.

Ela levou nós às compras. (Essa forma só é utilizada na língua informal).

Ele te levou para casa.

Ele levou tu para casa. (Combinação realizada em algumas regiões do Brasil).

Eu te dei esse presente.

Eu dei para ti esse presente.

Quanto ao uso de LHE ou TE que foi um dos questionamentos do leitor, entende-se que o pronome TE e o uso da 2º pessoa aproxima, demonstra maior intimidade. Já o uso da 3º pessoa e do LHE indica maior formalidade (usa-se o LHE se o verbo admitir preposição).

A língua portuguesa falada em Portugal é, sem dúvida, mais formal do que o português falado aqui no Brasil, mas ambas propiciam nossa interação com o outro e com o mundo.

E aí, a armadilha? Caiu-lhe como uma luva?

(Caso outros leitores tenham dúvida sobre alguma questão pertinente à língua o nosso e-mail katiazilio@bol.com.br está à disposição)


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