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O que falar dos verbos defectivos?

06 Março 2018 08:40:57

Katia Zilio

O texto de hoje, leitor, quer refletir o que podemos fazer quando nos deparamos com verbos que parecem esquisitos quando os conjugamos... Para este texto conto com a contribuição da Eduarda Christina Schuhmann, aluna do Colégio Maria Imaculada, cursando o segundo ano do ensino médio.  

Vários são os verbos que, na nossa língua, não podem ser conjugados em todos os tempos ou pessoas verbais.

Falir, doer, reaver, abolir, banir, colorir, explodir, feder... O que todos esses verbos têm em comum? A falta de conjugações em alguns tempos, modos ou pessoas é o que classifica verbos como esses como defectivos.

A sonoridade e a forma de escrita não usuais são algumas das razões para esses verbos não existirem em todas as conjunções verbais. Outros motivos como causarem equívocos com outros verbos ou desenvolverem conotações pejorativas também fazem com que não sejam aceitas pela norma padrão da língua portuguesa. Um exemplo disso é o verbo polir que quando usado no presente do modo indicativo se assemelha ao verbo pular: eu pulo o carro. Há uma ambiguidade no uso do vocábulo o que nos remete a evitá-lo ou a substituí-lo. Ou ainda eu falo... É falir ou falar?

Para suprir a ausência de flexões do verbo, podemos empregar um sinônimo - eu recupero (para reaver) - ou uma forma equivalente - eu consigo reaver.

No entanto, a nossa língua é viva, e está em constante mudança e adaptações nas normas padrão e aceitação das conjugações desses verbos podem acontecer.

A Armadilha é mais do que saber... É entender o porquê...


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