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ARMADILHAS DA LÍNGUA

Das delicadezas do cotidiano

25 Setembro 2018 11:09:00


(Imagem: Divulgação) /


Pensar o dia a dia naturalmente nos impele à rotina.

Nem sempre o que vivenciamos é sempre igual, no entanto o ser humano precisa de rotina a fim de se sentir seguro. A rotina é necessária, por exemplo, para as crianças que veem no cotidiano regrado uma forma de saber o que vai acontecer.

Em tempos de inseguranças econômica e política, o ser humano, animal social, tende a mostrar-se arredio a mudanças bruscas, pois a ele parece que aquilo que não o faz pensar como sempre o fez, pode incidir em problemas.

A rotina do trabalho, dos relacionamentos, do lazer e quaisquer outra pode ser interrompida, visto que não podemos contar com um cotidiano eterno. Mas o que nos incomoda é não saber se a mudança será boa.

Ora, podemos dizer que mudar, à primeira vista, nunca parece muito bom. Tudo que foge ao nosso controle nos faz negar o novo e o desconhecido.

Assim, pensar o tempo de relações líquidas e fluidas é admitir que não podemos deixar de mudar, de oferecer a nós mesmos a graça da novidade o princípio da fé no novo e naquilo que ainda não nos parece familiar.

Esse é o segredo para não paralisar diante daquilo que não conhecemos, é também a oportunidade de experimentar...

Viver é admitir que o sangue corre nas veias e não é para fugir de nada nem de ninguém. Ele corre por que a vida urge, o tempo é curto e a vontade de saborear os prazeres é imensa.

Viver, sem armadilhas, mas na companhia da Armadilha que te quer bem e deseja que o novo não te imobilize, mas sim impulsione a renovar sempre.


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