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A força do dizer da autoridade no/do dizer

21 Agosto 2018 09:28:00


(Foto: Divulgação)

Hoje, leitor, quero dividir a experiência do dizer e da autoridade de quem o diz...Explico: quem diz, o jeito que o faz e como é interpretado...

Quando algo é dito por alguém pode impactar de forma diferente a partir da posição de quem o faz. Pense, leitor, que você pede uma informação em um lugar que não conhece...Se quem informa é somente um transeunte, há, às vezes, uma certa dúvida sobre a veracidade daquilo que foi dito. Se, no entanto, a informação é dada por alguém que trabalha no setor de turismo da cidade essa dúvida pode se dissipar por conta da credibilidade de quem forneceu a informação.

Isso se refere àquilo que Bourdieu indica sobre o "cetro da palavra", pois a relação do que é dito com o sujeito que o diz está na posição de quem o faz. Ter o cetro da palavra é estar autorizado a dizer e ser reconhecido, validado para esse dizer.

Então podemos afirmar que o desejo de cada um de nós é ser autorizado a dizer, ser reconhecido naquilo que falamos para enfim possamos ser ouvidos. Afinal, quem fala objetiva ser ouvido (compreendido, talvez).

Você, leitor, já deve ter vivido situações nas quais ter autoridade na posição ocupada (da profissão, por exemplo) favorece o diálogo e o sentido, pois quando falamos daquilo que sabemos e do que os outros reconhecem que sabemos, falamos de uma posição que favorece sermos ouvidos.

Para dizer não basta fazê-lo,é preciso estar autorizado para isso. E aí é que pensamos: e osentido?Ele também está vinculado à posição do sujeito quando fala.

É mais do que falar e ser ouvido, é saber que o sentido depende disso também, aís está o mérito da Armadilha: pensar sobre o dizer e o sujeito.


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