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Quantos mundos o seu mundo toca?

29 Outubro 2017 12:52:00

É importante valorizar o caminho e não só o resultado 



Nada provoca tanta infelicidade quanto a felicidade. É um desses paradoxos da vida, e eu também arrisco meu palpite, dizendo que felicidade é a expansão das fronteiras intransferíveis e pessoais que nos conferiram na certidão de nascimento, o alargamento dos nossos limites particulares.

Todos nós temos necessidades que precisam ser satisfeitas para sermos felizes. Isso significa que nossas necessidades precisam ser invariavelmente atendidas de qualquer forma. Quando isso não acontece, sentimos uma espécie de vazio. Parece que está faltando alguma coisa e começamos a buscar maneiras de completar esse espaço.

O problema é que muitos creem que esse vazio deve ser completado por alguma coisa que ainda não se tem e precisamos conquistar. E então, fazemos desses desejos nossas metas para a felicidade.

Só que, às vezes, mesmo depois de conseguirmos, a felicidade que experimentamos com o resultado é menor do que imaginávamos que fôssemos sentir enquanto a perseguíamos.

O psicólogo Dan Gilbert aponta que o ser humano tende a superestimar aquilo que não tem e subestimar o que já conseguiu.

Você já reparou que, às vezes, quando nos recordamos de coisas boas do passado, sentimos uma nostalgia e uma sensação de que éramos mais felizes do que hoje? Mas, se pararmos para pensar, na época não achávamos que éramos tão felizes assim.

Muitas vezes, não reconhecemos a felicidade quando ela está a nossa frente, somente quando ela já passou. Isso acontece porque a sensação de prazer que essas conquistas nos fazem experimentar não dura para sempre.

Reconhecer nossas reais necessidades pode ser um dos caminhos para reconhecermos a felicidade. Além das necessidades físicas e emocionais, todos nós também temos necessidade de validação.

Mas será que essas necessidades são realmente importantes para que sejamos genuinamente felizes?

Conquistar algo pelos outros sem dúvida faz bem para o ego, mas não dura muito. Para sofrermos menos e sermos mais felizes, precisamos aprender a identificar o que há por trás das coisas que julgamos essenciais para a nossa felicidade e, principalmente, aprender a reconhecer e apreciar esses momentos quando eles acontecerem.

Enquanto acharmos que as nossas necessidades e, consequentemente, nossa felicidade dependem de algo externo como bens materiais, status ou coisas que estão fora do nosso controle, como o amor de outra pessoa, continuaremos experimentando aquele vazio inexplicável, mesmo depois de conquistarmos o que objetivamos.

Não espere o sucesso para ser feliz. É importante valorizar o caminho e não só o resultado. Celebre as pequenas vitórias, faça disso um hábito e você verá que a felicidade já está aí. Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho! A felicidade é um modo de viver e não um objetivo!


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