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Quando os favores acabam, começa a ingratidão

28 Julho 2018 08:30:00


Gente precisa de gente, quem nunca ouviu isso? Nós necessitamos viver em sociedade, pois ninguém é capaz de viver sozinho. Quando vivemos em sociedade, colaboramos e temos a colaboração do próximo, é um relacionamento de harmonia. 

Os humanos sempre estão em dívida uns com os outros ou apenas agradecidos por um favor ou benefício que lhe foi dado. Mas saiba que as pessoas ingratas não percebem a característica da ingratidão, por vergonha ou por característica da sua personalidade.

O ingrato não reconhece que, sem ajuda, não chegaria a lugar nenhum. Esquece com facilidade as coisas boas que lhe fizeram. Vive no seu mundo, busca apenas os seus próprios interesses.

A ingratidão é falta de bom senso, de sabedoria, de visão e de humildade. O ingrato não vê o que os outros veem e nem sente o que os outros sentem, não por que não querem ou não desejam, mas por incapacidade, por fraqueza e ausência de amor. Há na cabeça do ingrato, um vazio de amor ao próximo que se manifesta permanentemente.

Outra característica da personalidade do ingrato é que ele não aceita ser repreendido, porém, adora repreender outras pessoas. Não aceita conselho de ninguém, não considera ninguém capaz de liderá-lo ou aconselhá-lo, o ingrato finge aceitar, mas, na verdade, não aceita se submeter à autoridade.


Os infelizes são ingratos; isso faz parte da infelicidade deles (Victor Hugo). 


Muitos ingratos vão aparecer nas nossas vidas? Faz parte. Mas temos que aprender a lidar com cada um deles, e não deixar que destruam a nossa capacidade de amar e de acreditar no amor verdadeiro e na mudança das pessoas.

Realmente, a ingratidão tem um sabor não muito agradável, mas não devemos permitir que ela nos abale e venha a ferir nosso caráter. A ingratidão é filha do egoísmo, pois o egoísta só pensa em si, em seus projetos e não liga para o esforço de quem o ajudou. A ingratidão é resultado de uma vida centrada em si mesmo.

A sabedoria, pelo contrário, valoriza todos os benefícios, fixa-se na sua consideração e se satisfaz em recordá-los continuamente. Os maus só têm um momento de prazer, e breve: o instante em que recebem o benefício, seja um presente ou algo para a vida toda. O sábio, por sua vez, extrai do benefício recebido uma satisfação grande e perene.

O que lhe dá prazer não é o momento de receber, mas sim o fato de ter recebido o benefício. Isto é para ele algo de imortal, de permanente. De todas as imperfeições que o ser humano pode demonstrar, a ingratidão é a mais letal, a que mais dói.

Uma pessoa ingrata nunca se satisfaz, sempre quer mais. O egoísta não quer dividir o sabor da vitória. Então nega o benfeitor, esquece-o, até pode agredi-lo e eliminá-lo simbolicamente, porque é humilhante para o seu status atual fazer referência a um estado anterior de carência. O indivíduo se envergonha de depender de quem quis ajudá-lo.

Então, faz aquilo que o ditado popular tão pitorescamente expressa: "cospe no prato que comeu". É importante, pois, que examinemos nossas ações, observando se não somos ingratos. Em especial com aqueles que estenderam à preciosidade da sua amizade, por longos e longos anos.

O coração ingrato assemelha-se ao deserto que sorve com avidez a água do céu e não produz coisa alguma (Muslah-Al-Din Saadi).

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