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Porque errar também é preciso!

09 Junho 2018 08:15:00



 "Não existe nada de completamente errado no mundo, mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia." (Paulo Coelho)

 Erro não é para ser punido, é para ser corrigido. O que deve ser punida é a negligência, a desatenção e o descuido. O erro faz parte do processo de acerto, da tentativa de inovação, da procura de construir algo melhor. Ninguém é imune ao erro. A clássica frase "errar é humano" não é uma justificativa, é uma explicação. Ela significa, entre outras coisas, que nós somos, sim, passíveis de errar. Corrige-se erro de modo que quem errou faça direito da próxima vez.

 Não haveria inovação na vida humana se o erro não tivesse o seu lugar. Aí se diria: "Nós aprendemos com os erros?" Não, aprendemos com a correção dos erros. Se aprendêssemos com os erros, o melhor método pedagógico seria errar bastante, e há erros que são fatais, que são terminais.

 Na escola, com frequência colocam no acerto um sinal pequenininho no trabalho ou na prova; quando se erra, os professores colocam um X em vermelho, bem grande, valorizando algo que deve ser corrigido e não punido.

 O físico Albert Einstein (1879-1955) dizia algo que nos ajuda a refletir: "Tolo é aquele que faz as coisas sempre do mesmo jeito e espera resultados diferentes".

 Algumas pessoas rejeitam o lugar do erro. Urge relativizar essa postura, e isso não é querer elogiar o erro, mas admiti-lo no dia a dia.

 É difícil mesmo aceitar que a gente falhou. Um misto de culpa, angústia, baixa auto-estima, insegurança e medo surgem como uma forma de punição. Depois, a tendência é passarmos a agir numa zona de conforto, deixando de correr riscos para não fracassar novamente. Mas como diz o ditado: Quem não arrisca não petisca! Errar no trabalho, nos relacionamentos ou com os filhos, por exemplo, tomando consciência do engano, faz parte do crescimento pessoal, da evolução e do sucesso. Refletir sobre a situação, pensar em como ela poderia ter sido diferente e seguir em frente, partindo para outras soluções, traz confiança, coragem e oportunidades. "O ideal é não ficar lamentando. No primeiro momento pode parecer cômodo, mas a médio ou longo prazo não vai além da estagnação e apatia", diz a escritora americana Alina Tugend em seu livro Sem Medo de Errar. "Não devemos pensar que temos que fazer tudo com perfeição e que se não fizermos somos fracassadas. Essa mentalidade cria relacionamentos nos quais os envolvidos passam a maior parte do tempo se censurando mutuamente ou repassando a culpa em vez de procurar a solução.

 Para superar os erros e obter sucesso é preciso estar disposta a admiti-los, receber críticas, confiar em si mesma e em quem está dando o feedback. "A pessoa deve aceitar esse retorno como algo benéfico. Se enxergá-lo como ameaça, não mudará as atitudes nem aprenderá com os erros.

 O problema é que algumas pessoas não conseguem mudar o rumo, porque já têm hábitos arraigados. Quem fuma, por exemplo, sente apenas o prazer do cigarro e não é capaz de admitir que o vício faz mal. A pessoa vê o abandono como algo penoso. Só nos transformamos quando a situação causa um desconforto muito grande, como dor, angústia ou perda. Por isso, é fundamental enxergar os benefícios da mudança de curso e, assim, caminhar para o acerto. Vamos lá, aprenda a ver o lado positivo do erro e torne-se mais produtiva e realizada!

Eu erro, errei, e com toda certeza errarei mais, mas sei que é por meio da conjugação desse verbo que posso entender como conjugar outros tantos verbos mais? acertar, compreender, evoluir, experimentar, perdoar, amar e, principalmente, viver.


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