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O que importa não é só o que, mas como fazemos o que fazemos

13 Janeiro 2018 15:37:00

Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia, construirei um castelo! 

(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Começo esse texto com uma frase atribuída a Sartre que diz: "Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você". Essa frase é uma verdadeira lição de vida.

Em resumo, percebi que a maioria dos nossos medos nos foi entregue por outras pessoas. Pessoas que não queriam que crescêssemos, sonhássemos ou vivêssemos de forma completa. As razões pelas quais elas queriam podar nossas asas? Não sei e não me interesso em saber; importa é que tenhamos nos libertado das crenças aniquiladoras que nos entregaram um dia.

Concordo com esse pensamento porque todos nós passamos por arranhões e quedas na vida. Durante nossa existência, torna-se praticamente impossível sairmos ilesos por mais que sejamos protegidos. Seria o mundo um lugar cruel? Não essencialmente. Depende da concepção, da personalidade e da composição familiar de cada um de nós. Esses são os pilares básicos para construirmos aos poucos a consciência indispensável para nos adaptarmos às circunstâncias da vida. E como lidar com isso? Como lidar com essa série de episódios que nos afetam e não dependem de nós. Fugirmos dela ou não?

Somado a esses pensamentos, diríamos que todos somos vítimas? Claro que não. Afinal, uns utilizam-se da desgraça para tornarem-se pessoas melhores e servirem de modelo ao mundo, de como é possível ser feliz mesmo com restrições, enquanto outros se utilizam das mesmas dificuldades para revoltar-se contra o destino e contra as pessoas.

A ideia dessa reflexão não é mostrar como cada um deve agir diante das dificuldades da vida, mas sim uma nuance de como as pessoas reagem de forma diferente diante de situações parecidas.

O que fazemos com aquilo que fizeram conosco? A incrível frase inicial de Sartre me lembra outra frase atribuída a Fernando Pessoa: "Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia, construirei um castelo!".

E são de pedras em pedras que vamos decidindo o que fazer com elas... Não importa qual é o nosso trabalho, onde vivemos ou se temos um diploma. A forma como nos relacionamos com os outros é que diz tudo sobre nós.

É comum procurarmos um responsável para as coisas ruins que nos acontecem. Mantemos a mente tão ocupada em culpar e julgar o outro que, muitas vezes, deixamos de analisar a nossa conduta, de nos autorresponsabilizar.

Tudo o que nos acontece é responsabilidade nossa. Devemos nos importar mais em focar na solução de um problema do que descobrir e punir um culpado.

O mais importante da autorresponsabilização é criar meios de seguir em frente o mais rápido possível, se perdoando e ajustando as engrenagens para decisões melhores. Para isso, é fundamental deixar o ego, o orgulho e a vaidade de lado.

A vida é feita de escolhas e temos que assumir a absoluta responsabilidade pelos caminhos que resolvemos trilhar. Culpar o outro pelas nossas decisões ou pelos nossos sofrimentos é fugir da verdade.

"Aquele que for capaz de perder uma corrida, sem culpar os outros pela sua derrota, tem grandes possibilidades de algum dia ser bem- sucedido" (Napoleon Hill).

É libertador assumirmos o leme das nossas vidas, certos de que somos nós os senhores do nosso destino e criadores da nossa realidade.

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