35anos barrra.png
35anos barrra.png
  
Paula.png

O medo nos paralisa

24 Março 2018 08:00:00

Todos têm diariamente inúmeras chances de fazerem algo novo

Ana Paula Della Giustina


(Imagem: Divulgação) /


"Toda vez que pensamos num obstáculo e o consideramos intransponível, ele nos paralisa. Ficamos engessados pelo medo. Pensar com lucidez é necessário, mas pensar excessivamente nas dificuldades que atravessamos trava a inteligência e rouba a esperança" (Augusto Cury). 

Se eu perguntar a você, que está lendo este artigo, se já sentiu medo certa vez, possivelmente a sua resposta seja sim. O medo nasce quando as nossas fantasias nos parecem reais. Ele não é real, mas, para nós, parece ser.

O medo nem sempre tem algo de palpável que o justifique. São pensamentos e suposições. Avaliamos o medo como sendo nosso grande inimigo. Há, porém a possibilidade de o descobrirmos como nosso amigo.

O medo, visto como inimigo, é aquele que nos entorpece. Ele impede que realizemos alguma coisa na direção de nossos objetivos. Faz com que permaneçamos no mesmo lugar, sem progresso e sem mudanças expressivas em nossa vida. Tudo fica do jeito que está.

Quando o consideramos como nosso amigo, compreendemos que, se por um lado, nos impede de aprender a lidar com o objeto do medo, por outro lado, não admite que nos exponhamos ao perigo. Ele nos resguarda do perigo. É, portanto, dúbio e limitante. Tem duas funções: o lado bom e o lado que nos prejudica.

Esse amparo que ele nos dá pode não ser tão importante que valha a pena mantê-lo conosco. Talvez não seja suficiente para contrabalançar o mal estar que provoca. O mais adequado talvez seja extinguirmos o medo de nossas vidas e colocarmos algo melhor no lugar.

Devemos compreender que é normal ter medo, e que ele pode ser eliminado da nossa mente, da nossa vida, dos nossos comportamentos.

Uma das formas de se fazer isso é exercitando a alteração de pensamentos e guiando a nossa atenção para o lado contrário. Para o lado positivo do medo. Por exemplo: se alguém tem medo de elevador, não poderá trabalhar nem morar em prédios altos ou, se o fizer, poderá tornar-se um atleta, de tanto subir e descer escadas. Se perder esse medo, ele poderá ganhar tempo, facilitar sua vida, porém corre o risco de, talvez, perder a forma física. Depende de sua escolha. Nem sempre é conveniente perder-se alguns medos.

As pessoas não têm somente um medo. Podem possuir diversos ao mesmo tempo, e há até algumas pessoas que dizem ter medo de tudo. Mesmo as pessoas que dizem não ter medo de nada, talvez, até tenham medo de pensar em ter medo.

Alguns medos vêm do instinto de sobrevivência e eliminá-lo pode ser um risco à segurança da pessoa. É conveniente, deste modo, mantê-lo sob domínio e não se tornar escravo dele.

Há pessoas que têm medo até da felicidade. Não acreditam no próprio merecimento. Seu medo é de que a felicidade finde e traga sofrimento. Optam por deixar as coisas como estão, que assim, pelo menos, elas sabem o que está acontecendo e sabem administrar.

Todos têm diariamente inúmeras chances de fazerem algo novo. O processo evolutivo, de desenvolvimento individual, é baseado nas mudanças e nos novos aprendizados.

E você, como lida com seus medos? Seu medo paralisa você ou suas necessidades o impulsionam?

"Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez"( William Shakespeare).


JORNAL "A SEMANA"
Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida
89520-000  -  Curitibanos/SC  -  (49) 3245-1711