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Não é o fardo que destrói você, mas sim como você o carrega

27 Janeiro 2018 08:51:00

'Relembre o que vale a pena lembrar. Ignore o resto'. (John Katzenbach)

Ana Paula Della Giustina

 

(Foto: Divulgação)/


Você está exausto e sabe que transporta uma carga muito pesada, apesar de visivelmente não existir nada sobre o seu corpo que o confirme. Esse peso é tão real quanto invisível e circunda você, empurra, reprime, provoca angústia. Às vezes, falta até o ar nos seus pulmões e você sente que o tempo vai embora enquanto você permanece ali, tentando fugir do que o angústia. 

 Chamamos de carga ou fardo uma massa que exerce um peso sobre nós, uma força que age como um alicerce contra o movimento que fazemos com o corpo e a mente, de forma voluntária. Por isso, também chamamos de carga as vivências e acontecimentos que nos encurralam e nos obrigam a administrá-las emocionalmente.

 Hoje, as pessoas não sonham mais com revolução, elas sonham com uma vida mais leve, mais tranquila e equilibrada, menos conflituosa. Isso é infinitamente mais difícil, porque se trata da busca eterna pela felicidade.

 A civilização do leve aprecia o prazer, o consumo, o lazer e o entretenimento. Precisamos dessa leveza, mas ela necessita ter limites. É preciso dar às pessoas ferramentas para que elas edifiquem uma leveza rica, não uma leveza pobre.

 Este é um assunto real: a vida não é tão fácil como parece, e nos cobra um preço que fatalmente teremos que saldar. Um deles é não consentir vivermos emoções, tanto boas quanto ruins, com as quais muitas vezes é difícil nos relacionarmos. Estamos diariamente expostos à provações e muitas delas são, às vezes, complicadas de assimilar. Estes fardos podem ser pequenos e leves, ou grandes e traumáticos.

 Uma das chaves desta aprendizagem é trabalharmos com ferramentas que nos ajudam a melhorar o contato com aquilo que nos toca a alma: os acontecimentos negativos farão parte de nós para sempre, mas não necessitam se transformar em alicerces sólidos.

 Basicamente, é a habilidade que temos de perceber, entender, avaliar e administrar nossas próprias emoções e também as emoções dos outros, de maneira positiva. Administrar as próprias emoções, não é a tarefa mais simples do mundo. É preciso autocrítica, reflexão, meditação e empatia. Isso tudo afeta a maneira como nos comportamos, tomamos decisões e interagimos socialmente.

 Quando vamos fazer uma viagem para a qual precisamos levar uma grande bagagem, precisamos de malas para carregar e, principalmente, organização para se informar daquilo que é mais importante e o que é menos importante levar. Com as experiências que colhemos na vida ocorre a mesma coisa: se temos a intenção de continuar em frente, com a alma cheia de peso, não conseguiremos continuar.

 De fato, na hora em que tivermos nos livrado dos nossos fardos e colhido o aprendizado inerente ao fato de tê-los carregado, poderemos perceber que do mesmo jeito que fazemos uma mala de viagem, seremos capazes de selecionar quais emoções precisamos levar conosco e como deveremos carregá-las.

 Então, veremos que a condição é que a mente se sinta leve, que nem as emoções, nem os pensamentos pesem, mas que sejam esse vento que dá velocidade aos barcos à vela.

 Em resumo, o jeito como levamos a nossa carga emocional é um sinal de amadurecimento interior: lembremo-nos de que ela está ali para nos ensinar alguma coisa e a sentiremos mais ou menos pesada na mesma medida em que aprendermos com ela.

 "Tire o fardo da alma, leve o aprendizado como bagagem".


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