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Mais um ano termina..

24 Dezembro 2018 00:13:00



Mais um ano termina. É nesta época que os nossos corações e olhos ficam mais sensíveis pelo próximo. Não tem como escapar. Afinal, o Natal é uma época de reflexão. Muito mais do que guirlandas, luzes, ceias e presentes, o final do ano traz consigo uma mistura de alegria e melancolia. 

Vagando pelas ruas decoradas, ligo o rádio e escuto um dos maiores clássicos das músicas natalinas: Então é Natal, e?o que você fez? O ano termina, e nasce outra vez. Então é Natal, a festa Cristã, do velho e do novo, do amor como um todo. Então bom Natal, e um ano novo também. Que seja feliz quem souber o que é o bem. 

Minha ficha literalmente cai e começo a pensar que, apesar dos desacertos, atropelos e correrias, as festas de final de ano se aproximam e com elas os momentos de introspecção e reflexão. Alegria pelo que realizamos no ano que passou e melancolia pelo que se perdeu (ou quem se perdeu), pelo que não se acertou e pelos objetivos que foram delineados e não alcançados. 

Na mídia, campanhas de solidariedade são criadas e os meios de comunicação exploram ao máximo, apelando pelo nosso emocional. Sem contar as mensagens que recebemos por e-mail, com dizeres e imagens de arrebentar corações. Ao final da mensagem, sentimos um nó na garganta. 

Enquanto isso, a humanidade continua ambicionando ser feliz, seja pelas atitudes, pela força que ela coloca nas suas ações ou pelas suas próprias convicções. 

O Natal, como sabemos, é considerado a festa máxima da cristandade. Ele relembra e celebra, ou pelo menos deveria, a providência divina de um Deus amoroso, que veio a esse mundo para conviver e interagir conosco. E embora seja uma?data cristã, o Natal, pelo que contém de euforia, descontração e confraternização, acaba tendo influência sobre as pessoas de qualquer crença e até mesmo àquelas sem crença alguma. 

Desejo chamar a atenção para o fato?de que o verdadeiro Espírito do Natal,?bem como de quaisquer outras festas?que estimulem a fraternidade em outros credos e filosofias, só fazem sentido se vivenciadas em função do significado real dessas festividades, se dirigidas às pessoas, à atenção e ao cuidado para com o nosso próximo, notadamente àqueles que não têm quem olhe por eles ou deles cuide. 

Como cristã, associo a história do Natal a um plano espiritual para restaurar o?ser humano ao seu projeto original e reconciliar cada um de nós com seu próximo e todos com Deus. Pois, vivemos em um tempo em que o tempo passa em nossas vidas e, no entanto não temos tempo. As pessoas passam sem ficar, ficam sem falar, falam sem dizer, dizem sem pensar. Tudo a nossa volta é uma corrida, e quem corre não tem tempo para compreender, para ver, para acontecer... 

Entretanto, existem milhares de formas de transformar o final de ano numa época especial. Ainda é tempo para percebermos coisas simples e bonitas como amar e ajudar. Esse novo tempo pode ser agora, basta apenas que queiramos começar, pois, Natal é simplesmente amar e doar-se, e isso faz bem para quem dá e para quem recebe. 

Contudo, se você tem outra crença,?ou não tem crença nenhuma, e o Natal cristão nada lhe diz no campo espiritual, saiba que lhe desejo um bom tempo, bons momentos de alegria e fraternidade com sua família, seus amigos ou com pessoas desconhecidas, já que tantas há por aí, desassistidas e solitárias necessitando de um olhar amigo. 

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