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Fazer, por simplesmente fazer: não faz acontecer

23 Junho 2018 09:59:00


 "Só fazemos melhor aquilo que repetidamente insistimos em melhorar.

A busca pela excelência não deve ser um objetivo,

e sim um hábito." ( Pitágoras)


Nossos dias se resumem a cumprir dezenas de pequenas obrigações. E nós, como temos realizado essas obrigações? Com capricho e esmero?

Um dos significados da palavra esmero é "cuidado para produzir uma qualidade máxima no feitio de algo." Tenho pensado sobre isso, sobre a qualidade com que realizamos nossos serviços.

Venho pontuar o impasse entre algo insignificante e algo excelente em períodos de tanto corre-corre em que temos soluções tecnológicas que mudaram impiedosa nossa rotina e o modo de realizarmos as coisas. O desinteresse está associado ao desleixo e a negligência, refletindo uma falta de valorização pelo trabalho ou pela pessoa a quem é oferecido. A excelência é algo que merece atenção, pois reflete o contrário. Valorizamos essa coragem por dar-nos segurança de melhor qualidade e apreço, pois, para atingi-la, alguém teve um olhar especial e investiu tempo e energia para realizar ou produzir alguma coisa.

Fazer algo extraordinário ou alcançar a excelência demanda de empenho e não se alcança o esmero sem sacrificar-se para isso.

Você já parou para pensar por que coisas realizadas com esmero e cuidado ficam diferentes? Estas coisas são realizadas por pessoas comuns, porém, com toques de querer dar soluções aos problemas, querendo não só limpar, mas brilhar, querendo não só administrar um paliativo, mas curar. Sim, há uma diferença, que é a de não estar somente de corpo presente, mas fazer valer a pena acontecer, no sentido de realizar e sentir-se realizado.

Aliás, isso não é um conselho profissional, é um conselho de vida. Se algo vale a pena ser feito, vale a pena ser bem feito. Viva com essa finalidade. Você poderá não ficar rico, mas será feliz. Possivelmente, nada lhe faltará, porque se paga melhor àqueles que fazem o trabalho bem feito do que àqueles que fazem o mínimo necessário.

Tenho uma história recente sobre isso. Eu nunca lavei meu carro várias vezes em um mesmo lava-rápido, até que encontrei um em especial. Surpreendi-me quando fui retirar o carro no horário tratado e me deparei com tudo perfeito, mesmo sendo uma lavagem simples. Ao entrar no carro verifiquei um checklist pendurado com os vários itens que mereciam atenção, como limpar o cinto de segurança, verificar se as borrachas foram limpas e devolver os pertences ao console do carro! Fiquei encantada, muito disso pela lição que recebi: por mais simples que seja sua tarefa, ela merece ser feita com muita atenção e dedicação.

A maior parte das pessoas pensa muito na quantidade e pouco na qualidade de seu trabalho. Tentam fazer excessivamente e acabam fazendo malfeito.

É tão desonesto enganar através do trabalho malfeito, quanto deixar uma inverdade sair da própria boca. Muitos não compreendem que se pode realizar mentiras ao invés de dizê-las, sendo, talvez, o primeiro caso pior que o segundo.

Cada parte de seu esforço deve carregar sua marca de excelência impressa, cada etapa de trabalho que termina como algo que não precisa ter retoques! Esta é exatamente a diferença entre o bom e o melhor que existe.

O mundo exige que faça de maneira bem feita a sua atividade e que a realize com todo o poder e habilidade que tiver. A meticulosidade é característica de todos com sucesso. Grandes realizações têm a característica do cuidado, até o último detalhe.

Como revolucionaria nossa cultura da qualidade se todos a adotassem e usassem. Não importa o que se faça, só o melhor seria o suficiente para satisfazer! Pense nisso!


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