35anos barrra.png
35anos barrra.png
  
Paula.png

A dificuldade em escolher...

19 Maio 2018 09:13:00


(Foto: Divulgação)


"Há momentos em que você precisa escolher entre virar a página ou fechar o livro".

Num instante, nos são oferecidas várias escolhas: para onde ir, o que fazer, usar ou consumir. Com essa enormidade de opções, nos tornamos inseguros, inconstantes com relação às nossas opções, exigentes e intransigentes com aquilo que escolhemos e sujeitos a reclamar de tudo o que nos foi oferecido. Além disso, em nenhum momento, nos foi ensinado como escolher com mais sabedoria e segurança, porque até recentemente esse não era um grande problema: tínhamos poucas alternativas com relação a tudo e nos satisfazíamos com menos. Em outras palavras, além de ser paralisante, o excesso de opções nos deixa mais predispostos a ficar descontentes com o que escolhemos quando saímos da indecisão. Esse sentimento pode prejudicar um brilhante e feliz caminho. O mais sábio depois de ter sido feita uma escolha consciente é confiar nela.

Assim, simplifique, reduza suas opções, sem dó nem piedade. Procure manter o foco no que é importante para você. Procure mais qualidade e menos quantidade. Acredite: não se pode ter tudo na vida e toda escolha inclui perdas. Por isso, é sempre melhor ficar com o que tem mais qualidade. Esteja consciente ao tomar suas decisões. Em outras palavras, não seja impulsivo, ouça com atenção sua voz interior e esteja atento ao que é mais profundo e relevante para sua vida.

Tenha um norte, do que realmente importa para você, e escolha de acordo com ele.

Integridade, verdade, ética, consciência e generosidade são bons orientadores de rota e escolhas. Quem leva em consideração essas qualidades costuma acertar.

Enfim, escolhas podem não ser bem-sucedidas quando idealizamos quem somos e, também, quando consideramos demais o que os outros acham. Levar em conta só o externo pode nos afastar do que deseja nosso coração. Para isso, é preciso nos conhecermos mais, saber ouvir e reconhecer nossa voz interior, sem julgar.

Escolhas feitas com a cabeça quente ou num momento muito confuso são capazes de gerar más consequências. Podem ser motivadas por raiva, ciúmes, insegurança, inveja, uma grande paixão? Por isso, a primeira sugestão é simplesmente: "Pare!". Ou seja, interrompa a enxurrada que brota no seu peito e aprenda a reconhecer que esse é um mau momento para decidir alguma coisa. A segunda é: "Espere". Talvez seja melhor não decidir nada por enquanto. É possível que a noite escura que você atravessa seja apenas uma fase temporária. "Não se muda o rumo no meio do nevoeiro", escreve o suíço Bertrand Georges. Mas a perguntinha maliciosa e insistente que pode surgir é: "E se você se enganou?". Com essa questão, surgem outras inquietações: a dúvida de que nada será como antes, de que a dificuldade durará para sempre e de que existe uma só saída possível, a fuga. Isso não é verdade. Muita água ainda pode rolar debaixo dessa ponte se, como bons comandantes, tivermos a coragem de manter o leme na mesma direção durante a tempestade. "Devemos. então. aceitar não viver segundo o que vemos e sentimos, mas segundo o que cremos e com o que nos comprometemos anteriormente", prossegue Bertrand Georges. Para que essa decisão se mantenha firme, ele aconselha um mergulho profundo na vida espiritual. Ela será a fonte de nutrição e força que nos auxiliará a fazer essa travessia.


JORNAL "A SEMANA"
Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida
89520-000  -  Curitibanos/SC  -  (49) 3245-1711