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13 Janeiro 2018 15:37:00

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Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia, construirei um castelo! 

(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Começo esse texto com uma frase atribuída a Sartre que diz: "Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você". Essa frase é uma verdadeira lição de vida.

Em resumo, percebi que a maioria dos nossos medos nos foi entregue por outras pessoas. Pessoas que não queriam que crescêssemos, sonhássemos ou vivêssemos de forma completa. As razões pelas quais elas queriam podar nossas asas? Não sei e não me interesso em saber; importa é que tenhamos nos libertado das crenças aniquiladoras que nos entregaram um dia.

Concordo com esse pensamento porque todos nós passamos por arranhões e quedas na vida. Durante nossa existência, torna-se praticamente impossível sairmos ilesos por mais que sejamos protegidos. Seria o mundo um lugar cruel? Não essencialmente. Depende da concepção, da personalidade e da composição familiar de cada um de nós. Esses são os pilares básicos para construirmos aos poucos a consciência indispensável para nos adaptarmos às circunstâncias da vida. E como lidar com isso? Como lidar com essa série de episódios que nos afetam e não dependem de nós. Fugirmos dela ou não?

Somado a esses pensamentos, diríamos que todos somos vítimas? Claro que não. Afinal, uns utilizam-se da desgraça para tornarem-se pessoas melhores e servirem de modelo ao mundo, de como é possível ser feliz mesmo com restrições, enquanto outros se utilizam das mesmas dificuldades para revoltar-se contra o destino e contra as pessoas.

A ideia dessa reflexão não é mostrar como cada um deve agir diante das dificuldades da vida, mas sim uma nuance de como as pessoas reagem de forma diferente diante de situações parecidas.

O que fazemos com aquilo que fizeram conosco? A incrível frase inicial de Sartre me lembra outra frase atribuída a Fernando Pessoa: "Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia, construirei um castelo!".

E são de pedras em pedras que vamos decidindo o que fazer com elas... Não importa qual é o nosso trabalho, onde vivemos ou se temos um diploma. A forma como nos relacionamos com os outros é que diz tudo sobre nós.

É comum procurarmos um responsável para as coisas ruins que nos acontecem. Mantemos a mente tão ocupada em culpar e julgar o outro que, muitas vezes, deixamos de analisar a nossa conduta, de nos autorresponsabilizar.

Tudo o que nos acontece é responsabilidade nossa. Devemos nos importar mais em focar na solução de um problema do que descobrir e punir um culpado.

O mais importante da autorresponsabilização é criar meios de seguir em frente o mais rápido possível, se perdoando e ajustando as engrenagens para decisões melhores. Para isso, é fundamental deixar o ego, o orgulho e a vaidade de lado.

A vida é feita de escolhas e temos que assumir a absoluta responsabilidade pelos caminhos que resolvemos trilhar. Culpar o outro pelas nossas decisões ou pelos nossos sofrimentos é fugir da verdade.

"Aquele que for capaz de perder uma corrida, sem culpar os outros pela sua derrota, tem grandes possibilidades de algum dia ser bem- sucedido" (Napoleon Hill).

É libertador assumirmos o leme das nossas vidas, certos de que somos nós os senhores do nosso destino e criadores da nossa realidade.


06 Janeiro 2018 18:20:00

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"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos" - Fernando Teixeira de Andrade.

Eu amo início de ano. Adoro esse período de festas, os dias de folga, o calor, os planos e a esperança de que o ano que chega vai ser ainda melhor que o anterior.

A virada no calendário é um excelente incentivo para começarmos de novo e fazermos diferente, e essa energia é necessária para termos a sensação de renovação. Só que uma coisa é fato: o ano novo não muda a vida de ninguém.

Estatísticas mostram que 95% das pessoas que fizeram uma promessa ou resolução de fim de ano desistem até o dia 15 de janeiro. Isso mesmo: apenas duas semanas depois do Ano Novo ele já se parece com o ano que passou.

Resolução é algo que você resolve, certo? Eu acredito que não seguimos em frente porque não resolvemos de verdade.

Nós desejamos, achamos que seria legal se aquilo acontecesse, mas na maior parte das vezes não agimos ou fazemos todo o sacrifício necessário para conseguir. Aliás, quando as dificuldades aparecem, é justamente quando desistimos.

Vivemos numa constante síndrome de fênix, renascendo a cada nova fase, criando novas sensações e novos significados cada vez que nos deparamos com os mesmos impasses, para encontrar nosso lugar no mundo e fazer da nossa vida a melhor que poderíamos ter.

A vida é feita de ciclos, uns mais longos e tranquilos, outros curtos e intensos, alguns contínuos, outros que vão e vêm.

E nós aguardamos ansiosamente um novo ano inteirinho pela frente. Para que tudo recomece melhor, como uma nova oportunidade de fazer diferente, ou de viver tudo de novo.

Precisamos desse recomeço constante para impulsionar nossas vidas; encerrar ou iniciar novos ciclos faz parte do nosso crescimento. Entre ganhos e perdas, batalhas e rotinas, esperamos por um renascimento constante.

É realmente admirável como a vida se repete ano após ano, tão igual, mas ao mesmo tempo tão diferente. Às vezes, parece tudo tão novo, novos anseios, novos amigos, novas experiências e provações. Noutras, que tudo constantemente se repete. Isso porque a vida se reinventa a cada nova fase. A grande certeza é de que nada é eterno, nada é sempre ruim ou bom. E esse bom e ruim são sempre inconstantes, sempre mutantes. Vêm em níveis e depois passam.

Só quem viveu bem suas perdas e enganos pode começar novo. Só quem conhece o peso do fracasso, da solidão e da esperança perdida pode trocar de pele e fazer novas escolhas. Alguns caminhos, erros e ideais só se percorre, comete e persegue uma vez. Muitos deles têm prazo de validade. Nossas escolhas e sonhos não são estáticos nem inalteráveis; muitas vezes, são eles que se mudam de nós, desistem de nós. Insistir é burrice, é prolongar o desgaste.

Portanto, quando a vida lhe der uma oportunidade de recomeçar, seja generoso, diga sim, surpreenda-se e experimente ser a pessoa que você se tornou depois que enfrentou suas noites traiçoeiras, chorou suas perdas, atravessou seus desertos e matou seus leões.



09 Dezembro 2017 10:51:00

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"A Internet é um incrível oceano de conhecimento, mentes brilhantes navegam e se tornam maiores/ já as medíocres naufragam" (Izabela Borba). 

(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Você já parou para pensar que a nossa vida muda para sempre quando nos conectamos? A Internet amplia o que queremos e desejamos: se queremos aprender, nos auxilia a qualquer hora, em qualquer lugar e de diferentes formas. Se buscamos passatempos, a Internet oferece diferentes formas de ampliar o acesso a informações sobre o filme, a música ou a notícia que queremos. Se queremos comunicar-nos, tanto podemos buscar pessoas conhecidas como ampliar nosso círculo de relacionamento. Tem um universo de possibilidades disponível; cada um escolhe o que mais lhe convém.

A Internet nos dá acesso a um universo fascinante de descobertas, pessoas, acontecimentos; mas também nos sentimos confusos diante de tantas informações, páginas, grupos, mensagens... Temos pouco tempo para analisar, comparar, perceber de uma forma mais profunda. Navegamos superficialmente por muitas páginas, telas, solicitações. É difícil desligar, porque tememos perder algo importante; mas também, se não ficarmos atentos, podemos tornar-nos escravos do mundo virtual.

Hoje, todos percebemos como é difícil manter esse equilíbrio. Muitos passam mais tempo em comunicações digitais do que presenciais. Há uma febre por aumentar o número de amigos virtuais, que dificilmente conhecemos e com a maioria dos quais não interagimos de verdade.

A Internet é muito útil para aprender mais, para conhecer pessoas interessantes, para escolher novos roteiros de lazer, mas também pode ser muito dispersiva, ilusória e trivial. É muito fácil perder tempo com bobagens, ser seduzido por pessoas inescrupulosas, participar em jogos intermináveis, protelar compromissos inadiáveis.

Nossa vida é muito importante para gastar tanto tempo em atividades banais. É fascinante e desafiador o processo de construir-nos como pessoas cada vez mais livres, abertas, humanas e realizadas. Infelizmente, muitas pessoas se deixam seduzir por inúmeros programas de TV e redes virtuais que pouco acrescentam para uma evolução real do seu conhecimento, formação e realização, pessoal e profissional.

Cada um faz com a Internet o que faz com a sua vida: quem desenvolve grandes projetos realiza grandes projetos nela. Pessoas alienadas se alienam mais na Internet. Pessoas interessantes tornam a comunicação com a Internet mais interessante. Pessoas abertas utilizam a internet para promover mais interação e compartilhamento. Pessoas individualistas se fecham mais ainda nos ambientes digitais.


Aproveitaremos melhor o potencial da Internet, se equilibrarmos a qualidade das interações presenciais com as interações digitais correspondentes. Pessoas que têm dificuldades de relacionamento na vida real, muitas vezes, procuram mil formas de fuga para o virtual.


Assim, penso que as tecnologias podem ser muito úteis para a humanidade, mas cabe a cada pessoa saber como usá-las, sem que se prejudiquem. Afinal, as tecnologias são para nós utilizarmo-las ou para que elas nos utilizem? Nós necessitamos de um aperto de mão, um abraço apertado, palavras de carinho ditas ao ouvido, enfim, beijos e carícias. Isso a tecnologia nunca poderá nos oferecer.



25 Novembro 2017 12:36:00
Autor: Ana Paula Della Giustina

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(Foto: Divulgação)

"Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências" (Pablo Neruda).

Não sei se você, algum dia, também teve medo ao se deparar com decisões complexas que, várias vezes, têm de ser tomadas na solidão. Mas, se isso já aconteceu a você, bem-vindo ao mundo real, porque não há ser humano que não tenha passado por uma escolha crucial sem estremecer nas bases.

Fazer escolhas é doloroso. Temos medo de errar e sofrer, temos medo de optar pelo ruim e desprezar o bom. Escolher, em resumo, é um misto de arte, dor, superação e aprendizado.

Tudo na vida depende das escolhas que fazemos. Até mesmo pequenas escolhas influenciam toda uma vida. Você escolhe ser responsável, fiel, aceitar, comprometer-se, mudar, resistir ou não. Se escolhermos corretamente, seguramente conquistaremos nossos objetivos.

Mas como saber qual é a escolha certa, principalmente em momentos críticos, onde tudo parece tão difícil? Viver é uma sequência de escolhas, com consequências favoráveis ou contrárias. Somos o produto de nossas escolhas.

Não há dúvida de que as escolhas são fatores determinantes da vida,

então, por que é tão difícil escolher?

Fazer escolhas é ponderar entre o conhecido e o ignorado, analisar os poucos benefícios do certo e os enormes do duvidoso ou meditar sobre os riscos e oportunidades. Tudo isso mesclado, refletido, depositado na balança junto com o medo, a coragem e as incertezas, para se chegar finalmente à escolha que se acredita ser a melhor.

As dificuldades para escolher o caminho certo são muitas. Muitas pessoas não se dão conta de que a escolha e a renúncia são como as duas faces da mesma moeda. Ao pensarmos nas vantagens em preferir uma alternativa, também teremos que ter consciência das desvantagens de renunciar à outra. Ao fazer escolhas, as pessoas não podem esquecer a importância de se manter em sintonia com seus valores e crenças, para não se arrependerem mais tarde, entrando em conflito consigo mesmas.

No processo de escolhas, tem três tipos de pessoas: as "pessoas do ontem", que optam por se lamentar sobre o passado, não aproveitando as coisas boas do presente; as "pessoas do amanhã", que são voltadas para o futuro sem viver o presente, se preocupando com problemas que nunca acontecerão, e as "pessoas do hoje", que são centradas na realidade e desfrutam de cada momento, pesando suas escolhas com sabedoria.

Fazer escolhas faz parte da vida de todos. O importante é saber que todos têm a liberdade para fazer suas escolhas, porém, as consequências de cada uma delas é que precisam ser assumidas.

Quando penso em escolhas, fico pendendo de um lado para outro, tal qual o pêndulo de um grande relógio, a princípio sem saber o que escolher. Uma hora, inclino-me a isto; outra hora, a aquilo, e descobri que escolher dói, sempre dói.

"Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura" (Padre Fábio de Melo).



17 Novembro 2017 23:05:00

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"A saudade é o que faz as coisas pararem no tempo" (Mario Quintana). 


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

E depois, o que fica? Depois das férias que te livrou da rotina extenuante, da insônia companheira, do cansaço incessante. Depois das madrugadas em festa e das gargalhadas que viram o dia amanhecer no chão da varanda. Depois da coragem embriagada e seus planos mirabolantes e audaciosos. Depois do romantismo, do cavalheirismo, das cenas cinematográficas de beijos na chuva e brigas que terminaram em juras de amor eterno. Depois de décadas de amizade e cumplicidade que se perderam no tempo. Resta apenas a saudade. Quem diria que a saudade fosse amiga da esperança. Aquele que sente falta tem uma certa fé em viver novamente, por isso, recorre às lembranças, porque, de alguma forma, relembrar é viver de novo, é sentir mais uma vez. No final das contas, todo mundo espera que as coisas boas aconteçam exatamente como aconteceram um dia.

A vida é assim. A saudade é cruel. Ela aplica os seus piores golpes e te joga no chão. A sensação é de que o mundo acabou e você não sabe o que ainda está fazendo aqui, de olhos abertos, perambulando sem norte pelas ruas. Tudo perde o sentido e você só quer voltar no tempo, só enxerga a possibilidade de ser feliz se viver novamente aquilo. E ela te consome, te espeta o tempo todo para não te deixar esquecer um milésimo de segundo sequer.

Então, você espera. Espera pelos outros e suas atitudes, espera que o universo conspire a seu favor, espera viver outra vez as alegrias passadas e, sem se dar conta, começa esperançar um futuro semelhante e igualmente feliz. Sustenta lá no fundo a possibilidade de que ainda há muito por viver e que, provavelmente, o melhor ainda está por vir.


O fato é que só restam duas possibilidades: viver com os pés fincados no velho ou caminhar em direção ao novo.


Sabe-se que o passado é um lugar sem surpresas e sobressaltos. Está sempre ali, do mesmo jeito, inalterado, e essa é razão pela qual nos sentimos resguardados e confiantes, seguros por ter a certeza de que nada vai mudar. O futuro, não; é uma janela de novas possibilidades, vários caminhos, escolhas. E escolher requer responsabilidade e acarreta consequências.

Eu escolho o novo, eu dou o passo, eu arrisco e aposto na minha felicidade. Se virão mais tempestades que brisas, não sei. Também não sei se me pertence a sorte dos principiantes ou a sabedoria dos vividos. Se vão partir meu coração outra vez ou se eu partirei outros pelo caminho. E sabe o que mais me motiva? A certeza dos imprevistos e a constante busca pela felicidade.



11 Novembro 2017 14:36:00
Autor: Ana Paula Della Giustina

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"O importante é estar sempre em movimento" (Foto: Divulgação)

Alguns dizem que mudanças são difíceis. Eu digo que mudanças são diferentes. E tudo que é diferente, assusta um pouco. Mudar hábitos que cultivamos durante muitos anos é delicado e demanda de coragem, persistência e tempo. Parece penoso só de falar, não é? Porém, com o tempo, a cada recaída nos levantamos mais rápido, nos tornamos mais fortes, e vemos que é possível recomeçar.

 Qual a primeira atitude a tomar para recomeçar? Não existe uma fórmula mágica. O tempo e a forma como lidamos com ele são assuntos altamente subjetivos. Cada cultura, cada pessoa, trata de classificá-lo em etapas bem demarcadas, ainda que seja difícil fazê-lo.

 Se consultarmos o que acontece na realidade, só podemos chegar à conclusão de que na verdade nunca é muito cedo, nem muito tarde, para a maioria das experiências na vida.

 Muitas vezes, nossa vida não corresponde ao que na verdade desejamos que ela fosse. É fácil se deixar apanhar pela rotina e pelos compromissos, e pensar que viver é cumprir as obrigações familiares, com o trabalho, e ter um momento ou outro de diversão.

 Embora a maioria de nós sonhe em aprender a tocar um instrumento musical, apaixonar-se novamente, ou realizar uma viagem extraordinária, às vezes, pensamos que o tempo para realizar esses grandes sonhos já passou.

 No entanto, a vida é dinâmica, e às vezes surgem mudanças que não havíamos previsto. Esses momentos de mudança nos fazem lembrar que o tempo não é uma linha contínua e ascendente, mas também nos evocam tudo o que poderíamos ser ou fazer quando entendermos que a página seguinte de nossas vidas está em branco.

 O bom das crises é que elas nos obrigam a analisar os diferentes rumos que nossa vida pode tomar. Às vezes, é impossível voltar ao estilo de vida que levávamos antes, seja porque há um fator externo que o impede, ou porque sentimos que não podemos continuar vivendo como fizemos até esse momento.

 Lá no fundo, sempre mora um desejo escondido de algo que gostaríamos de ter feito. A boa notícia é que sempre é hora de ir em busca dele.

 Pode ser um impedimento breve que, no corre-corre diário, acaba soterrando o desejo no esquecimento. Mas não importa o tamanho de seu sonho, nem o motivo que o levou a não realizá-lo. O que vale é não desistir daquilo que mais se quer. O importante é estar sempre em movimento, buscar alternativas para se chegar onde pretende. Com cada lição, é possível acertar o caminho e continuar indo em direção ao sonho, até conquistá-lo.

 Não existe uma idade melhor ou uma idade na qual alguém perde o direito de iniciar coisas novas em sua vida. Nunca é tarde para o que nos faz feliz, e isso é algo que devemos ter muito claro em mente. O pior arrependimento que podemos ter é percebermos que a nossa vida foi uma "vida não vivida".

 Fazer o que você ama com liberdade, em plenitude, e beneficiando os outros, é a melhor coisa que você pode obter. Fazer o que você ama não deveria ser complicado, e ninguém deveria impor barreiras, nem mesmo você. Acreditemos ou não, quem mais limita o nosso próprio crescimento pessoal somos nós mesmos.

 Devemos ser valentes, ter coragem e lembrar sempre que nunca é tarde para ser feliz. Nunca é tarde para voltar a amar, para fazer uma viagem ou para adquirir novos conhecimentos e habilidades.

 Sempre que a ilusão e a imaginação forem fortes, sempre que tivermos saúde e otimismo, nada nem ninguém pode nos impor limites.



29 Outubro 2017 12:52:00

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É importante valorizar o caminho e não só o resultado 



Nada provoca tanta infelicidade quanto a felicidade. É um desses paradoxos da vida, e eu também arrisco meu palpite, dizendo que felicidade é a expansão das fronteiras intransferíveis e pessoais que nos conferiram na certidão de nascimento, o alargamento dos nossos limites particulares.

Todos nós temos necessidades que precisam ser satisfeitas para sermos felizes. Isso significa que nossas necessidades precisam ser invariavelmente atendidas de qualquer forma. Quando isso não acontece, sentimos uma espécie de vazio. Parece que está faltando alguma coisa e começamos a buscar maneiras de completar esse espaço.

O problema é que muitos creem que esse vazio deve ser completado por alguma coisa que ainda não se tem e precisamos conquistar. E então, fazemos desses desejos nossas metas para a felicidade.

Só que, às vezes, mesmo depois de conseguirmos, a felicidade que experimentamos com o resultado é menor do que imaginávamos que fôssemos sentir enquanto a perseguíamos.

O psicólogo Dan Gilbert aponta que o ser humano tende a superestimar aquilo que não tem e subestimar o que já conseguiu.

Você já reparou que, às vezes, quando nos recordamos de coisas boas do passado, sentimos uma nostalgia e uma sensação de que éramos mais felizes do que hoje? Mas, se pararmos para pensar, na época não achávamos que éramos tão felizes assim.

Muitas vezes, não reconhecemos a felicidade quando ela está a nossa frente, somente quando ela já passou. Isso acontece porque a sensação de prazer que essas conquistas nos fazem experimentar não dura para sempre.

Reconhecer nossas reais necessidades pode ser um dos caminhos para reconhecermos a felicidade. Além das necessidades físicas e emocionais, todos nós também temos necessidade de validação.

Mas será que essas necessidades são realmente importantes para que sejamos genuinamente felizes?

Conquistar algo pelos outros sem dúvida faz bem para o ego, mas não dura muito. Para sofrermos menos e sermos mais felizes, precisamos aprender a identificar o que há por trás das coisas que julgamos essenciais para a nossa felicidade e, principalmente, aprender a reconhecer e apreciar esses momentos quando eles acontecerem.

Enquanto acharmos que as nossas necessidades e, consequentemente, nossa felicidade dependem de algo externo como bens materiais, status ou coisas que estão fora do nosso controle, como o amor de outra pessoa, continuaremos experimentando aquele vazio inexplicável, mesmo depois de conquistarmos o que objetivamos.

Não espere o sucesso para ser feliz. É importante valorizar o caminho e não só o resultado. Celebre as pequenas vitórias, faça disso um hábito e você verá que a felicidade já está aí. Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho! A felicidade é um modo de viver e não um objetivo!



20 Outubro 2017 22:00:00
Autor: Ana Paula Della Giustina

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"Quem tem dinheiro realiza o sonho, quem não tem lida com a frustração"


O consumismo é uma compulsão caracterizada pela busca incansável de novos objetos, sem que tenhamos necessidade dos mesmos. Após a Revolução Industrial, criou-se uma mentalidade de que, quanto mais consumimos, mais temos garantias de bem-estar, prestígio e valorização, já que, atualmente, as pessoas são avaliadas pelo que possuem e não pelo que são.

Muitos problemas seriam evitados se o ser humano limitasse seus desejos e conduzisse sua vida de acordo com suas reais aspirações. As grandes empresas, visando o lucro, espalham, através da mídia, a necessidade de incorporarmos seus produtos às nossas vidas como se fossem indispensáveis à nossa felicidade. A existência material passa a ser a única realidade possível e todos os atos e valores ficam a ela ligados. O ponto de vista estreita-se e toda fonte de energia do ser humano passa a ser utilizada em função de sua segurança, de seu bem-estar momentâneo e ilusório. Aproveitando-se da natural disposição do ser humano em se enfeitar, a vaidade, além de ser vista como algo positivo, é encorajada por estímulos de toda ordem. Beneficiando-se do cansaço físico e mental, as grandes emissoras, no fim do dia, e principalmente em sua programação noturna, repetem de forma contínua, os apelos comerciais, sem nenhum respeito ou consideração pelas nossas escolhas e opções. Se, por um lado, a Revolução Industrial proporcionou o aumento da produção, possibilitando o acesso de um mesmo produto a um grande número de pessoas, por outro, extinguiu nossas diferenças, nos tornando iguais.

A banalização do consumo nos remete a um questionamento sobre o papel da mídia na sociedade atual. No início da publicidade, os profissionais preocupavam-se somente em explicar o que era e para que servia determinado produto. Hoje, isso mudou. Rolf Jensen, em seu livro "A Sociedade do Sonho", indica um caminho que nos permite vislumbrar um horizonte, onde os produtos, no futuro, apelarão para nossos corações e não para nossas cabeças. Quando isso acontecer, o modelo que prevalecerá não será mais o da Sociedade da Informação, mas o da Sociedade dos Sonhos.

Há algo de inquietante nessa previsão. É difícil imaginar um mundo de sonhos, num planeta onde a publicidade alcança pobres e ricos (muito mais pobres do que ricos),

que são seduzidos pelos mesmos apelos de consumo, mas não respondem

a esses apelos do mesmo modo.

Em resumo: quem tem dinheiro realiza o sonho, quem não tem lida com a frustração e a angústia de viver numa sociedade de consumo que privilegia não o que se é, mas o que se tem.

Para piorar a situação, mesmo quem tem dinheiro para bancar o sonho, muitas vezes, mergulha no pesadelo de não conseguir preencher o vazio existencial que continua incomodando, mesmo com a carteira repleta de dinheiro e cartões de crédito.

Nós vivemos em um planeta que oferece o necessário para todos. Se, mesmo assim, não conseguimos ser felizes, talvez a culpa seja nossa, que ainda não conseguimos identificar e priorizar o que é importante e o que realmente faz diferença em nossas vidas ou quem sabe, que faz nossa vida diferente!



14 Outubro 2017 17:42:00

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Participamos de uma cultura cruel e individualista 


Como a vida se comporta com você? Você acredita que tem sorte? Ou acha que tem marés de sorte e azar e que é possível detectá-las? Não importa muito a resposta, pois ela, certa ou errada, sempre será uma crença. E boa parte da nossa vida é alicerçada nisso.

Momentos de alegria, assim como de tristeza, fazem parte da vida e necessitamos experimentá-los. Mas ficar por baixo por muito tempo e por qualquer motivo pode nos prejudicar. Por isso é bom termos um lastro interno, como o dos navios, que não deixa a embarcação virar. É necessário ter um prumo nessa vida. Um lastro se constrói com qualidades como fé e confiança, seja na vida, seja em nós, seja num poder divino. É o lastro que não nos deixa emborcar de vez e que vai nos conduzir ao equilíbrio perdido.

Temos dificuldade em pedir ajuda, para que possamos nos manter em equilíbrio. Em um livro, encontrei a seguinte passagem: "Um camponês está sentado na varanda de casa, à toa. Um amigo aparece para cumprimentá-lo e ouve um ganido agudo e prolongado, vindo de dentro da casa.

- Que som pavoroso é esse? - pergunta o amigo.

- É o meu cachorro. Está sentado num prego. - responde o camponês

- Mas por que ele não levanta e sai dali? - quer saber o amigo.

O camponês pensa e então diz: - Ainda não dói o suficiente.

Muitas vezes, nos acostumamos ao sofrimento e temos dificuldade em pedir ajuda para transpassá-lo.

"Nossa, você conseguiu fazer tudo isso sem pedir ajuda a ninguém?". Essa pergunta, disfarçada de elogio, esconde uma triste verdade. A nossa cultura considera o esforço individual como sendo superior ao coletivo. Realizar algo sozinho é melhor do que dividir desafios e buscar soluções por meio do diálogo com outras pessoas. É esse o modelo de liderança e heroísmo que nos tem sido ensinado desde sempre: o sujeito capaz de propor soluções e caminhos graças à sua experiência ou habilidade superior.

Nesse cenário, pedir ajuda é algo ruim. Compartilhar desafios e procurar pessoas para resolvê-los lado a lado é, no mínimo, entendido como atestado de incapacidade, como se pedir ajuda significasse que estamos falhando em nossa missão como ser humano.

"O pior erro que você pode cometer é achar que você está vivo, quando na verdade você está dormindo na sala de espera da vida" (Guy Forsyth).

Participamos de uma cultura cruel e individualista, que nos cobra uma necessidade de grandeza. Só consideramos positivo aquilo que atinge o máximo possível de pessoas e que se destaca entre os esforços como o melhor. Isso acontece porque desde pequenos aprendemos que devemos ser os melhores entre todos, aqueles que se destacam nas notas, nos esportes, nos relacionamentos, nas contas bancárias, em tudo.

Não há espaço para não ser o melhor e não há espaço para duas pessoas serem as melhores ao mesmo tempo.

Nessa jornada, descobri que nós já começamos esse jogo ganhando. Ganhamos a vida dos nossos pais e antepassados e um planeta inteiro cheio de ar, água e terra para nos alimentar. Daí em diante, é só se esforçar para retribuir ao mundo a vida que ele te deu. Dia após dia, aberta e generosamente.

Acredite ou não, o ciclo se completa. O que quer que a gente entregue vem de volta. Sempre vem. Se a gente ajuda, é ajudado. Se a gente entrega, a gente recebe.


14 Outubro 2017 00:08:00

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Participamos de uma cultura cruel e individualista 



Como a vida se comporta com você? Você acredita que tem sorte? Ou acha que tem marés de sorte e azar e que é possível detectá-las? Não importa muito a resposta, pois ela, certa ou errada, sempre será uma crença. E boa parte da nossa vida é alicerçada nisso.

Momentos de alegria, assim como de tristeza, fazem parte da vida e necessitamos experimentá-los. Mas ficar por baixo por muito tempo e por qualquer motivo pode nos prejudicar. Por isso é bom termos um lastro interno, como o dos navios, que não deixa a embarcação virar. É necessário ter um prumo nessa vida. Um lastro se constrói com qualidades como fé e confiança, seja na vida, seja em nós, seja num poder divino. É o lastro que não nos deixa emborcar de vez e que vai nos conduzir ao equilíbrio perdido.

Temos dificuldade em pedir ajuda, para que possamos nos manter em equilíbrio. Em um livro, encontrei a seguinte passagem: "Um camponês está sentado na varanda de casa, à toa. Um amigo aparece para cumprimentá-lo e ouve um ganido agudo e prolongado, vindo de dentro da casa.

- Que som pavoroso é esse? - pergunta o amigo.

- É o meu cachorro. Está sentado num prego. - responde o camponês

- Mas por que ele não levanta e sai dali? - quer saber o amigo.

O camponês pensa e então diz: - Ainda não dói o suficiente.

Muitas vezes, nos acostumamos ao sofrimento e temos dificuldade em pedir ajuda para transpassá-lo.

"Nossa, você conseguiu fazer tudo isso sem pedir ajuda a ninguém?". Essa pergunta, disfarçada de elogio, esconde uma triste verdade. A nossa cultura considera o esforço individual como sendo superior ao coletivo. Realizar algo sozinho é melhor do que dividir desafios e buscar soluções por meio do diálogo com outras pessoas. É esse o modelo de liderança e heroísmo que nos tem sido ensinado desde sempre: o sujeito capaz de propor soluções e caminhos graças à sua experiência ou habilidade superior.

Nesse cenário, pedir ajuda é algo ruim. Compartilhar desafios e procurar pessoas para resolvê-los lado a lado é, no mínimo, entendido como atestado de incapacidade, como se pedir ajuda significasse que estamos falhando em nossa missão como ser humano.

Participamos de uma cultura cruel e individualista, que nos cobra uma necessidade de grandeza. Só consideramos positivo aquilo que atinge o máximo possível de pessoas e que se destaca entre os esforços como o melhor. Isso acontece porque desde pequenos aprendemos que devemos ser os melhores entre todos, aqueles que se destacam nas notas, nos esportes, nos relacionamentos, nas contas bancárias, em tudo.


"O pior erro que você pode cometer é achar que você está vivo, quando na verdade você está dormindo na sala de espera da vida" (Guy Forsyth).


Não há espaço para não ser o melhor e não há espaço para duas pessoas serem as melhores ao mesmo tempo.

Nessa jornada, descobri que nós já começamos esse jogo ganhando. Ganhamos a vida dos nossos pais e antepassados e um planeta inteiro cheio de ar, água e terra para nos alimentar. Daí em diante, é só se esforçar para retribuir ao mundo a vida que ele te deu. Dia após dia, aberta e generosamente.

Acredite ou não, o ciclo se completa. O que quer que a gente entregue vem de volta. Sempre vem. Se a gente ajuda, é ajudado. Se a gente entrega, a gente recebe.



30 Setembro 2017 17:47:00
Autor: Ana Paula Della Giustina

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"Nenhum de nós segue em frente sem olhar para trás. Seguimos em frente sempre levando aqueles que perdemos" (Jojo Moyes).

 Outro dia, conversando com uma amiga, falávamos sobre a necessidade de seguir em frente. E sobre o quanto isso implica em deixar certas coisas, lugares, pessoas e momentos para trás.

 Porém, muitas vezes nos questionamos como seguir em frente, quando tudo a nossa volta parece desmoronar.

 Aquela pessoa, que você jurava que era o amor da sua vida, de repente, descobre que precisa seguir a vida numa direção oposta a sua. Como aceitar que algumas pessoas simplesmente deixarão de fazer parte de nossas vidas? Como seguir em frente, quando tudo o que você acreditava, perde a razão de ser?


 É preciso deixar partir a infância dos filhos, o fim de um relacionamento que parecia perfeito, as amizades que não tinham vínculos sólidos, as palavras de amor que não prosperaram, a própria juventude, o corpo perfeito, o tempo bom de faculdade... Diante da finitude, temos que aprender a seguir em frente sem olhar pra trás com saudosismo ou sofrimento.

 É preciso coragem para queimar cartas antigas que perderam espaço em nossa memória afetiva, deixar abrigos conhecidos onde não nos refugiamos mais, dar chances às novas possibilidades de felicidade. Nem tudo resiste ao tempo. Agarrar-se ao que não existe mais não permite que novas chances se revelem. O fato é que, nossa capacidade de seguir em frente é testada, diariamente.

  Numa consulta ao médico, você recebe a notícia de que está doente. Como seguir em frente, sem que as pernas percam as forças? Em um dia, como outro qualquer, você se vê diante da morte de um ente querido. Você chora, se descontrola, perde o rumo. Como seguir em frente, sabendo que seu coração precisará continuar batendo, mesmo que essa dor teime em esmagar seu peito?

 Mas, a verdade é que não importa qual seja o seu desafio, alguns dias depois do acontecido, a vida bate à sua porta, e te cobra uma postura. Vamos lá. E agora? Como vai ser?

 É preciso aprender a partir. A abandonar nossos lugares no mundo e de dentro das pessoas. Descobrir que, tão importante quanto seguir em frente, é saber deixar pra trás.

 Vivendo um luto de cada vez, aprendendo a desistir de quem éramos, para abrir espaço para quem nos tornamos; acreditando que uma vida abriga inúmeras fases, e para vivê-las com sabedoria é preciso resgatar o novo e abandonar o velho; sendo tolerante com alegrias novas que querem chegar, e permitindo que nos mostrem o que podem fazer por nós.

 Nem sempre é fácil reconhecer que um tempo chegou ao fim. Insistimos em reviver antigos papéis, trazer à tona emoções que se esgotaram, resgatar pessoas que já partiram há muito tempo de nós.

 A vida tem essa mania de nos colocar à prova, e de nos exigir uma reação. Enquanto nos ajoelhamos para reverenciar o que já foi, nós nos fechamos para a possibilidade de conhecer novos pontos de vista. Cada um encerra seus ciclos de forma diferente, e é preciso respeitar o tempo de cada um. O presente te escolheu. Tenha a sabedoria de escolhê-lo também?



17 Setembro 2017 11:23:37

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 "O dia em que aprendermos a rir de nós mesmos, nunca mais teremos motivos para ficarmos tristes". 

 Levar a vida de forma mais leve; rir e mudar a perspectiva da situação; achar graça a vida tal e como ela é; respirar fundo quando estamos ansiosos...

 Como é boa a sensação de rirmos espontaneamente de nós mesmos, principalmente por motivos bobos, ou por uma preocupação tola que não deu em nada, ou quem sabe, por uma atitude impulsiva que nos colocou em uma situação embaraçosa.

 Às vezes, é importante sairmos de nós mesmos, nos olharmos de fora para dentro, nos permitindo um descanso. Esse olhar de longe, rindo de nós mesmos, é uma maneira de aprendermos um pouco mais sobre aquilo que somos e o que a vida ainda tem para nos ensinar.

 Hoje em dia, consigo rir de mim mesma, de forma espontânea e leve, principalmente quando me deparo com situações inusitadas. Consigo rir das besteiras que digo e faço, consigo rir até quando não estou muito bem, pois sei que tudo vai passar mais rapidamente quando me encontro mais propensa a não levar as coisas tão a sério.

 O riso tem uma fantástica capacidade de libertar e de curar também, é uma forma de termos uma percepção melhor perante as situações da própria vida.

 Nada pode ser mais interessante do que percebermos que por trás de alguma mancada ou gafe que cometemos, teremos alguma coisa engraçada para lembrar ou associar àquele fato.

 Só não se aproveite da situação para rir dos outros, isso é desagradável e pode acabar magoando as pessoas que amamos, a não ser que, saiba ser inteligente o suficiente, e acabe aproveitando a situação para também rir de si mesmo, e não somente do outro.

 Você já tentou rir de si mesmo? Já se percebeu e notou o quanto estava ridículo diante de uma situação qualquer? Com certeza você pode ter rido em diferentes situações: de vergonha, de alegria, de tristeza, de decepção, enfim, os motivos podem ser variados, porém, em algum momento e por algum motivo, você já riu de si, e acabou por concluir que foi a melhor coisa que fez.

 É importante lembrar que rir de si mesmo, nos auxilia a compreender melhor as pessoas e também passamos a não dar tanta importância às coisas insignificantes, tornando-nos pessoas mais agradáveis e fáceis de conviver. Afinal, quem não gosta de estar próximo de pessoas alegres e bem-humoradas?

 Se soubéssemos o valor de um sorriso, daríamos mais valor às pessoas que sorriem verdadeiramente e com frequência. O sorriso é nossa marca registrada, pois, por onde passamos, ele acaba permanecendo na lembrança de alguém, como um perfume que deixa seu rastro no ar.

 Por isso, lembre-se: sorria mais e, acima de tudo, procure ser feliz consigo mesmo, pois, se você soubesse a energia que emana, quando sorri, nunca mais deixaria de dar um sorriso, mesmo que seja para si.

  "Rir é viver profundamente." (Milan Kundera )



09 Setembro 2017 00:00:00
Autor: Ana Paula Della Giustina

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Inicia mais um final de semana, coloco-me a pensar sobre tantas coisas, o ontem, o hoje e o amanhã... Questiono-me sobre o mundo, a vida e as pessoas, se o que estamos fazendo é o certo, que legado deixaremos em nossa passagem por aqui... Quando falo de legado, não falo de bens materiais, mas sim de lembranças, ensinamentos, saudades...

 A vida é repleta de surpresas. Algumas maravilhosas e ocorrem quando algo supera as nossas expectativas, quando a sorte vem ao nosso encontro. Outras são perturbadoras, associadas a uma mudança repentina ou ao momento em que somos obrigados a abrir mão de algo importante. Há, no entanto, algumas características comuns a todo tipo de surpresa: não há como saber quando aparecerão em nossa vida ou ter controle sobre elas.

 Na correria da vida diária, é fácil perder de vista as coisas que verdadeiramente importam. Entre cumprir prazos de trabalho, pagar contas e tudo o mais que temos de administrar, podemos facilmente desconhecer as pequenas coisas que tornam a vida tão linda. Entretanto, estas partes aparentemente imperceptíveis de nossa jornada aqui, podem distorcer a nossa visão da vida, se optarmos nos lembrar delas. No entanto, quando resistimos à realidade, a vida se torna uma interminável série de desilusões, frustrações e angústias.

 Uma vez que aceitamos esses eventos essenciais, chegamos a perceber que eles são justamente o que precisamos para ganhar força, compaixão e bom senso - em resumo, para encontrar a verdadeira felicidade.

 Opor-se a realidade, gera frustração, desilusão e amarguras. O ego quer ficar no controle. Devemos acolher o agora sem medo. Qualquer fato pode ocorrer a qualquer um. Isso nos dá o sentido de fazer parte da humanidade.

 A serenidade vem quando aquiescemos que não temos a capacidade de mudar uma situação, pois não controlamos as coisas. A felicidade acontece quando não negamos e nem evitamos os sentimentos que as condições da vida criam.

 O oposto do sim, não é o não, mas o controle. Por trás do controle está o receio de sentir alguma coisa dolorosa. A aceitação conduz a serenidade. A preocupação do mesmo modo, é o receio de não ter controle sobre a realidade. Não devemos nos preocupar em controlar quem somos. A escravidão de controlar tudo o tempo todo causa ansiedade. O sim leva a serenidade.

 Admitir ocorrer não é um prejuízo, mas uma libertação. A noite não é constante, mas apenas um eclipse, depois a luz retorna. A verdade da instabilidade é visível na natureza, já que as coisas continuam mudando o tempo todo. A natureza lida com a morte através dos ciclos e da procriação.

  É uma dádiva o fato de sermos como estrelas e, portanto, possuirmos um inabalável impulso de transformação evolutiva, que pode ser chamado de plenitude ou iluminação.

 "Felicidade é a certeza de que a vida não está passando inutilmente" (Érico Veríssimo).



26 Agosto 2017 13:54:17

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A Sabedoria do Silêncio

Temos medo da nossa voz interior

"Existe no silêncio tão profunda sabedoria que, às vezes, ele transforma-se na mais perfeita resposta" (Fernando Pessoa).

Na sociedade em que vivemos, esquecemos por vezes de nós mesmos. O barulho constante de tudo o que nos rodeia nos distrai, a ponto de nos deixarmos levar por palavras e sons artificiais, que nos tolhem a capacidade de decidir, de nos ouvir, de nos concentrar. Temos medo do silêncio, pois é nele que ouvimos a nós mesmos; temos medo da nossa voz interior, temos medo de nos sentirmos só.

E você? Já parou pra ouvir? Frequentemente o silêncio tenta nos dizer tantas coisas, segredar mistérios lá dentro dos nossos ouvidos, mas estamos ocupados demais para ouvir, ou então tagarelando por aí. Só um zíper pra fechar nossa boca. Que, aliás, nem sempre funciona.

Há silêncios de todas as formas, nuances, inflexões, matizes e propósitos. Silêncios teatrais ou poéticos. Silêncio dos interrogatórios, do padre no confessionário; da audiência em um espetáculo musical.

Silêncios das práticas terapêuticas e das meditações. Os silêncios graves e carregados de sentido dos psicanalistas, ponderando frente aos tormentos de seus pacientes.

Os silêncios emergem dos provérbios, dos ditados, dos implícitos acordos amorosos, nos quais somente os olhos se comunicam. Surgem dos atos prostrados de refletir durante o sermão na missa dominical ou na homilia do pastor.

Há o silêncio dos incrédulos, que se consideram donos do próprio destino e responsáveis exclusivos no enfrentamento das batalhas diárias. O silêncio da vergonha, que busca um véu escuro para se encobrir, depois de fatos revelados, ou o silêncio dos presos políticos, que tentam resguardar sua honra na oferta da delação premiada.

O silêncio frio das mentiras. Que calam por aceitar o deslize, o roubo. Que adotam a complacência no lugar da ética, a promiscuidade atitudinal em prejuízo da paz. Silêncio nas falácias dos governantes, discursos vazios de propostas, em torno dos quais, com frequência, a sociedade permanece perplexa. Em calado desalento.

O silêncio está em jogo. Filho legítimo de situações absurdas, peculiares, impensáveis em sua barbárie. Silêncio de quem observa as injustiças e se percebe de mãos atadas, incapacitado para reagir.

O romancista americano Jack Kerouac sublinhou: "Porque o silêncio em si é como o som dos diamantes, que podem cortar tudo".

Por fim, o eterno Leminski, num de seus versos, escreveu, recorrendo à sua usual e extrema argúcia: "Repara bem no que não digo".

Habituemo-nos, portanto, a escutar a palavra que nos vem não apenas dos lábios, mas também de um riacho, de uma brisa, de um monte, pois, o silêncio não é quando a comunicação acaba, o silêncio pode ser quando o encontro começa.

"O silêncio pode falar mesmo quando as palavras falham" (Osho).



19 Agosto 2017 13:03:00
Autor: Ana Paula Della Giustina

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 Eu tenho certeza de que cada pessoa nesse planeta possui, no mínimo, uma habilidade, aptidão ou dom. Dedicar-se, colocar alma no que faz, com desenvoltura e leveza, sempre desperta admiração e elogios de outras pessoas. Não importa o que seja: cozinhar, dançar, cantar, escrever, falar, desenhar, costurar... Enfim, são infinitas possibilidades. 

 Qualquer coisa nessa vida, que seja realizada com entusiasmo, será marcante e visto como um diferencial, até mesmo pelos olhares mais desatentos. Quando fazemos algo com paixão, as digitais da nossa alma ficam tatuadas nessa obra. Uma pessoa que ama o que faz, nunca terá pressa para deixar de trabalhar, tampouco ficará cabisbaixo ao chegar à noite de domingo.

 Fazer aquilo que gostamos nos dá a certeza de estarmos no caminho certo nessa vida, e isso nos proporciona um sentimento de pertencimento à vida, só assim sentimo-nos peça integrante desse gigantesco universo.

 Então, a alma agradece e canta de gratidão. Eu amo escrever e lecionar, e você, o que gosta de fazer? O que tu faz com alma, criatividade e amor? Já parou para pensar?

 Para simplificar, faça uma faxina na vida e na alma, elimine as forças que não somam e pessoas que só te fazem perder tempo. Pare de deixar para depois o que deve ser feito agora. Deixe de colocar o que não mais te interessa embaixo do tapete, e empurrar coisas que não fazem mais sentido manter na tua vida.

 Quando as coisas não fizerem mais sentido, não tenha medo de virar a página ou se desfazer do livro inteiro, você só descobre destinos melhores quando muda a direção. Se desfaça de tudo que ainda te prende a algo que não te faz mais bem.

 Deixe que o tempo realize o processo de cura, e aceite que, enquanto o tempo te faz alguém melhor, mesmo sendo dolorido em certos momentos, ele passa e você se renova mais uma vez. Pare de ficar beliscando uma ferida que ainda dói, se algo te machuca, ao menos consinta que isso passe. Permita que todo o incômodo vá embora, você bem sabe que não adianta apenas querer que passe se você ainda dá ouvidos a quem te machuca. Pare agora de perder tempo pensando em coisas que não vão te levar a lugar algum.

 Caia fora de pessoas rasas, caia fora de excessos, da falta de reciprocidade, do desrespeito, porque você não merece isso. Abandone as coisas que te prendem. Não se convença com poucas desculpas, porque é nas atitudes que você vai conseguir discernir quem realmente te trata com importância. Não entre em barcos que te obriguem a velejar sozinho, em mares que parecem fundos, mas a profundidade nunca passa do joelho. Às vezes é preciso abrir mão de certas coisas para que coisas melhores venham.

 Troque os móveis de lugar, esvazie o peito e deixe espaço só para o que realmente importa. Tire da prateleira aqueles sentimentos que não agregam na tua vida, troque por novas relações, elimine o que não faz mais sentido no teu armário e dê espaço pra que novos sonhos, planos e pessoas que façam sentido na tua vida.

 "Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor." (Johann Goethe)



04 Agosto 2017 22:35:00

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É possível mudar o mundo? Principalmente enquanto somos jovens, muitas vezes o "sim" nasce como uma resposta pura e cristalina. Transformar para melhor, fazer a diferença, lutar em prol de algo em que acreditamos parece ser um dos caminhos evidentes para a felicidade. Mas, também acabamos por nos deparar com outras verdades: o mundo é muito grande, muitas são as dificuldades, barreiras, desafios e problemas. 

Concretamente, porém, há caminhos para quem deseja colocar a mão na massa e usar tempo, energia e habilidades para ajudar as pessoas e a comunidade.

Trabalho na área educacional há muitos anos e, apesar de todos os problemas e preocupações que, quem atua nesta área tem. Acredito na educação, amo o que faço e a cada dia tenho a certeza de que o que plantamos, semeamos, cultivamos e cuidamos um dia floresce.

Na semana passada, tínhamos uma atividade voluntária a ser desenvolvida, um convite feito aos universitários, sem a obrigatoriedade de comparecer, a doação de seu tempo simplesmente refletiria em um local melhor para todos. Minha surpresa: jovens de diferentes cursos e cidades apresentaram-se para a missão, alegres, felizes e despojados de qualquer vaidade ou status, estavam ali para fazer o que fosse preciso e necessário!

Como toda ocasião ou fato que acontece em nossas vidas é um excelente ponto para refletirmos, comecei a pensar sobre o que a sociedade ganha com o voluntariado jovem.

A inclusão dos jovens na solução de problemas, colabora não só para o desenvolvimento da autoestima e da autonomia, mas contribui também para a organização e o fortalecimento da sociedade. O jovem não é apenas o beneficiado, mas também o promotor da transformação social. Os jovens que fazem trabalho voluntário desenvolvem o espírito de equipe, de liderança, de expressão pública e têm a auto-estima alimentada. O sentimento de pertencimento e de contribuição a uma causa também cresce, pois o jovem se sente útil para a sociedade. Há, ainda, a oportunidade de aprender mais sobre aspectos gerais da realidade social de sua cidade e, sobre aspectos específicos sobre a temática em que está trabalhando.

Uma geração que gosta de falar e ter sua voz ouvida e que valoriza a educação como forma de melhoria de vida. A internet, tão presente em nossas vidas, favoreceu o acesso à informação e moldou um grupo antenado e engajado em lutas sociais que nem sempre afetam diretamente a eles. Uma turma mais aberta ao diálogo com o diferente e, que encara tabus históricos com maior naturalidade.

Solidários, antenados e interconectados, os jovens de hoje olham com atenção para o futuro. Para isso, não há dúvidas de que o verdadeiro caminho é fazer o que é possível, dando pequenos passos, ajudando. O mundo de hoje e as gerações futuras agradecem.

"A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido" (Maxwell Maltz).



29 Julho 2017 18:00:00
Autor: Ana Paula Della Giustina

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 A vida coloca diariamente, diante de nós, diversos entraves. Estas barreiras, muitas vezes, afastam o nosso olhar do que verdadeiramente é importante, mas, se olharmos para frente e prosseguirmos, vendo ao longe o nosso sonho, a meta que queremos alcançar, é porque esta limitação não é grande o bastante para nos fazer desistir! 

 Necessitamos manter o foco naquilo que queremos conquistar, devemos manter o foco no que é bom, no que nos fortalece, no que nos instiga a permanecer caminhando, mesmo quando achamos que já não somos mais capazes. Para quem sonha, desistir nunca é uma possibilidade.

 E o trabalho em equipe nos faz sentir mais fortes, pois quando pensamos que já não podemos prosseguir, os nossos colegas nos auxiliam a olhar para frente, e nos mostram outra vez o caminho que precisamos seguir. Com uma boa equipe, nunca se fica perdido no deserto, é a união que faz a força e que nos faz mais fortes em nossas conquistas!

 Cada indivíduo, com todas as suas singularidades, é importante. Mas, para se obter um bem maior, cada um deve trabalhar para o todo, em função da equipe.

 O nosso maior estímulo é, e sempre será, a satisfação que sentimos quando conseguimos vencer todos os empecilhos para chegar onde queremos, com respeito, solidariedade e espírito de equipe!

 Quisera tivéssemos a consciência do quanto podemos realizar, somando forças em relação aos nossos objetivos comuns em sociedade!

 A própria natureza nos mostra esta estratégia de poder. Basta analisarmos como os peixes nadam em grandes cardumes para se protegerem de seus predadores, as aves no processo de migração, as formigas, as abelhas, enfim, unidos e organizados vão garantindo a perpetuação de suas espécies.

 Historicamente sabemos que a humanidade já deu mostras de que também possui este instinto de sobrevivência e que, inúmeras vezes já alterou o rumo da história em favor de sua maioria.

 A criação de uma equipe engajada, integrada e que reúne diferentes perfis de profissionais é um dos principais instrumentos que levam à profissionalização. O trabalho bem orquestrado realizado por um grupo de pessoas que se completam no dia a dia é ingrediente essencial para o sucesso na gestão.

 Em uma palestra, Patch Adams, psiquiatra que ficou famoso após ter sido representado por Robin Williams no cinema, afirmou que os principais sofrimentos e amarguras vivenciados pelas pessoas são resultado da solidão, e que o ser humano precisa de outras pessoas ao seu redor para sobreviver e viver bem, de forma saudável.

 E sem dúvida temos visto que isso é verdade e supera o âmbito do nosso dia a dia, não só criamos relacionamentos nas nossas rotinas de trabalho e círculos de amizade, mas também precisamos uns dos outros nas relações e nas lutas da sociedade de forma mais ampla.

 Espero que você saiba sempre reconhecer suas habilidades e apreciar as alheias para que, estando no mesmo barco e lutando por causas nobres diariamente nas organizações do país e do mundo, não tenham nada a temer.

 Somos mais do que aparentamos, somos melhores do que supomos, e nossos olhos brilham mais quando pensamos, falamos, sentimos e realizamos em conjunto.



15 Julho 2017 15:13:00

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Livre-seda mágoa e dos sentimentos ruins

"Todo dia eu procuro me lembrar: dá pra escolher. Não temos controle sobre tudo, mas dá pra escolher entre ter amigos ou viver recluso... dá pra escolher entre levar a vida com bom humor ou levar a vida na ponta da faca. Se a escolha será acertada, aí já é outro assunto, o futuro vai dizer" (Martha Medeiros).

Nenhuma pessoa ferida se cura projetando a sua dor nos outros, e muito menos nas pessoas que ama.

É ruim sentir-se mal consigo mesmo, mas é ainda pior ter a consciência de que estamos nos protegendo ao aumentar a tensão nas relações com aqueles que amamos. Projetamos contra elas a frustração e a dor que sentimos porque achamos que, aconteça o que acontecer conosco, elas vão nos perdoar.

Embora nossa primeira reação seja a de criar um escudo de defesa após ter sido machucado por outra pessoa, nem todas as pessoas querem nos fazer mal e nem têm culpa pelo que aconteceu conosco.

Não, achar um culpado não é a solução. Olhar pra trás procurando os erros com o dedo pronto para acusar não vai fazer você se sentir melhor. Não podemos apagar o que já aconteceu ou voltar no tempo e refazer o que hoje julgamos que foi errado. Não podemos consertar o que o já foi feito, mas, podemos deixar essas coisas pra trás, no passado, que é o único lugar a que elas pertencem.

Relacionamentos são complicados. Pessoas são complicadas. Pessoas magoadas são ainda mais complicadas. E dificilmente alguém vai conseguir passar a vida inteira sem se encontrar nessa situação pelo menos uma vez na vida.

Importunar, brigar, xingar, gritar, revirar aquele baú de memórias ruins, pisar sobre o sentimento lindo que ali existiu não vai fazer ninguém se sentir melhor. Não vai fazer ser mais fácil de lidar, não vai fazer a sensação ruim passar. Magoar o outro não vai fazer com que você se cure. Pelo contrário: vai machucar ainda mais.

Ninguém se cura ferindo o outro. Erra quem acha que machucar, atingir, se vingar são formas inteligentes de viver melhor. Engana-se quem pensa assim. Por acaso alguém se cura tomando veneno? Alguém consegue melhorar fomentando dentro de si o próprio mal? Com certeza, não.

Livre-se da mágoa e dos sentimentos ruins que alguma pessoa descuidada foi capaz de lhe proporcionar. Isso é tóxico para sua alma e você não merece sentir e viver isso! Perceba o quanto infeliz é a pessoa que lhe provocou esse tipo de sentimento muitas vezes, depois de receber de você carinho, atenção e respeito. Perceba o quão você é maior do que essas pessoas. Não repita o mesmo erro daquela pessoa que você tanto critica. Viva feliz, com sentimentos bons no coração, pense nas pessoas boas e amigas que estão sempre ao seu lado e nunca soltaram sua mão, lembre-se o quanto tem sido uma pessoa vitoriosa e, principalmente, amada por quem sabe te ver com o coração! Anule a mágoa na sua vida, talvez não porque a outra pessoa mereça perdão, mas porque você é quem não merece carregar isso em seu coração!

"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou" (in: O Pequeno Príncipe).


08 Julho 2017 15:33:38
Autor: Ana Paula Della Giustina

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Um dia destes, lembrei-me do dizer de uma amiga: "perto de uma pessoa folgada, sempre tem uma apertada". Muitas vezes ri e usei essa frase no dia a dia. Lembrei-me dela agora porque, ao resolver os problemas do cotidiano, salta-me aos olhos justamente isso, sempre que deixamos de fazer algo, postergamos ou nos negamos a cumprir com nossa parte, estamos quebrando o equilíbrio vigente e sobrecarregando outra pessoa, que terá que assumir a nossa parte, pois somos interdependentes.

 Um dos primeiros paradigmas que precisam ser destruídos é este, que diz que somos "indivíduos". Sim, é uma visão bem disseminada, mas peço licença para analisá-la, pois, essa é uma das ideias mais contrárias à qualidade de vida e à felicidade do ser humano.

 Vejamos um conceito sobre deste termo: "pessoa considerada de modo isolado em sua comunidade, numa sociedade ou coletividade; ser autônomo". Isto nos convence que somos "um todo indivisível"; e independentes. Poucas coisas podem ser tão perigosas como essas ideias que parecem ingênuas, mas que estão na origem da maioria dos problemas sociais.

 São essas ideias que cooperam para a existência da violência, do egoísmo, da falta de cuidado com o meio ambiente? Por quê? Porque a partir dessas ideias estamos convencidos de que não pertencemos, e, se pertencemos somos independentes.

 Inicialmente, nós não somos seres simples e indivisíveis, segundo, nós não somos independentes, e sim pertencentes, somos dependentes do meio e dos outros da nossa espécie.

 Mas, mais que isso, nós somos o todo. Somos a natureza, o meio ambiente, o planeta. Não há independência, há pertencimento e interdependência. Separar-se é adoecer, pode ser fatal para todos. Nenhuma dessas partes existe sem as outras. Cada parte desse sistema, separada dele, adoece e morre, transforma-se em outra coisa.

 Este é um rumo que tomamos por engano. É essencial fazermos essa conversão, esse retorno, de volta à vida.

 Somos todos aqueles que estão na cracolândia, os pobres, as crianças da Síria, os escravizados das fábricas da China, os refugiados de guerra, todos são eu e você.

 Cada árvore cortada, cada rio poluído, cada animal maltratado ou morto é um pouco de mim e de você que morre.

 Sua mente pode fugir disso, mas, sua consciência não, se você ainda a tiver. Portanto, quebre o espelho que te mostra o indivíduo e comece a caminhar realmente, saindo da mentira e da estagnação.

 Não somos independentes, somos interdependentes, somos parte uns dos outros, somos a água do rio, os oceanos, o ar que respiramos. Isso não é poesia, é princípio de felicidade, de saúde, de equilíbrio e de vida.

 Não aceite o que estou dizendo, mas também não rejeite. Critique, pense, reflita, experimente, investigue. Estas não são ideias acabadas, são apenas esboços que precisam de você para serem completados, porque nada se faz sozinho. Preciso de você, você é que é a parte mais importante de tudo o que eu disse aqui.



23 Junho 2017 11:13:10

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 "Se seu problema tem solução, por que você está preocupada? Se seu problema não tem solução, por que você está preocupada?" Essas perguntas foram feitas por uma amiga, quando disse a ela que estava preocupada. Como isso aconteceu há algum tempo, nem lembro mais o que é que estava me angustiando. Provavelmente não era nada importante. Nem sei se o problema tinha solução ou se foi resolvido. Tanto faz, pois todos sobrevivemos às questões que nos incomodam e, depois encontramos outras razões para nos inquietarmos. 

  Consultando a origem da palavra, descobri que preocupar-se é pré-ocupar-se, ou seja, ocupar-se de algo que exige atenção antes do tempo necessário. E então? Devemos ou não nos preocupar diante de um problema ou de uma dificuldade?

 Não se enfrentam dificuldades apenas com intenções, muito menos com sentimentos aflitivos. A ação é imprescindível. O movimento é que cunha a força capaz de romper a barreira da dificuldade. Esse é o caminho da sobrevivência aos tempos difíceis.

 Em momentos de dificuldades ocorre uma diminuição do campo reservado ao erro. Quando uma crise nos aflige, parece que perdemos o direito de utilizar o tempo para experimentações. Precisamos de orientações mais precisas. "Não posso errar" reflete você com seus botões. E, então, toda e qualquer decisão parece se transformar em um fato com duplo indicador. Tudo passa a ser certo ou errado, adequado ou inadequado, e, simplesmente, não podemos escolher errado. Essa é a fonte de toda a preocupação.

 Diante de um problema, nós temos tendência a dualizar nossa vida. Achamos que toda escolha vai se transformar na causa de um efeito que, por sua vez, será a causa de consequências futuras, e que só temos, portanto, uma opção: acertar. Essa relação de causalidade que rege nossos destinos torna-se ainda mais dramática quando, as margens que ajustam o erro, se tornam mais difíceis. É o que ocorre conosco perante as dificuldades, sejam grandes ou pequenas. Só que não. A vida não é binária. Sucessivamente haverão outras vias, basta prestarmos atenção.

 Triste o mundo dos preocupados, diria, que infernal. Afinal, vivem morrendo e renascem sempre com as preocupações torturando-os com açoites de culpa, raiva, deveres e obrigações, do medo de errar, de envelhecer, de engordar ou sei lá mais o quê. Ser traído? Pecar? O que não falta são fantasmas para assombrar sua existência. E se for para o inferno? Bobo, já vive nele. Tem dinheiro? É melhor se preocupar, afinal, e se você perder? Não tem dinheiro? Como fechar o mês e sair do Serasa? Tem trabalho? E se perder? Não tem? E se não achar?

 Fico pensando em uma versão de olimpíadas de preocupação. Afinal, todos acham que seus problemas são os piores do mundo. Que nada! Não valem nem o bronze.

 Enfim, somos a civilização que vive morrendo de preocupação e medo e ressuscitando a cada dia para viver de novos medos e preocupações. O melhor é contemplar o problema e compreender que têm muitos caminhos a seguir, e que as soluções são tão ou mais apropriadas conforme a nossa maturidade.



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