Curitibanos,
35anos barrra.png
35anos barrra.png
  
Paula.png

14 Julho 2018 09:25:00


(Ilustração: Divulgação)


"Um sonho escrito com um prazo se torna uma meta. Uma meta dividida em passos se torna um plano. Um plano suportado por ações faz seus sonhos se tornarem realidade" (Greg S. Reid).

É comum as pessoas dizerem "eu estava esperando uma inspiração para fazer esse texto, para começar essa obra, para refletir sobre um projeto?". Ora, existe um esforço imenso para ser criativo e para que a inspiração possa ter o seu lugar.

Vale citar aqui Igor Stravinsky, um compositor russo que, com seus balés e peças, deixou um legado muito criativo. Ele dizia: "Um leigo pensaria que, para criar, é preciso aguardar a inspiração. É um erro. Não que eu queira negar a importância da inspiração. Pelo contrário, considero-a uma força motriz, que encontramos em toda a atividade humana e que, portanto, não é apenas um monopólio dos artistas. Essa força, porém, só desabrocha quando algum esforço a põe em movimento".

O que Stravinsky chamava de trabalho é o esforço a ser feito para que a inspiração seja colocada em movimento. A capacidade de fazer a inspiração surgir não é sentar e aguardar, e então, sermos possuídos por um momento de grande movimento cerebral, é colocar-se no esforço.

Nenhuma ideia brilhante surge do nada. Por trás de um "Eureka!", há muito esforço envolvido.

Mesmo que pareça que a solução tenha surgido espontaneamente, na verdade, ela é fruto do repertório que você tem acumulado ao longo do tempo, de todo o esforço que realizou para adquirir determinado conhecimento.

Acredito que a criatividade é uma competência e não um dom. O ponto de partida de grandes ideias tem origem no "querer fazer". No entanto, independente de ser aplicada ou não, a maioria das soluções foi pensada por quem se debruçou sobre um problema e, com isso, renunciou a um tempo valioso de sua vida, tendo como objetivo enxergar um fato novo. Esse é o ponto central desse texto: a valorização do esforço criativo.

Steven Johnson, um estudioso de criatividade, nos ensina que muitas soluções costumam ser geradas a partir de pequenas ideias inacabadas, que vão se acrescentando e, juntas, podem ganhar consistência. Sabemos que a criatividade não acaba, você a alimenta e exercita, vai além dos limites para que ela se fortaleça cada vez mais. Se você a deixar quietinha, ela se atrofia e enfraquece.

Tudo contribui para fortalecer o processo criativo. Quanto mais você absorver do mundo à sua volta e quanto mais conexões interessantes você fizer, mais criativo você se torna.

Se a criatividade não pudesse ser trabalhada todos os dias, não existiriam artistas, escritores, YouTubers ou empreendedores. Essas pessoas incorporam o processo de criatividade em seus estilos de vida. Elas vivem do processo de criação de ideias todos os dias, entretanto, ter uma ideia não é tudo. O processo de criação não termina quando você começa a executar. Buckminster Fuller disse "Eu não sou um gênio. Eu sou apenas um punhado enorme de experiência".

Com esforços abundantes, específicos e sustentáveis durante um tempo, você pode fazer a maior parte das coisas que tem dificuldade. Uma pessoa criativa costuma ser identificada pela persistência, concentração, motivação, e foco naquilo que fazem bem. Dedicação em um nível incomum é requisito para alcançar a maestria.

A grande diferença entre você e Picasso ou Einstein, ou as mentes mais criativas do nosso tempo, é que eles abraçaram a longa estrada até a maestria, eles passaram muito tempo aplicando suas mentes e almas na única coisa que queriam fazer. Resumidamente, a genialidade é resultado de um desenvolvimento contínuo, portanto, trabalhe duro, seja esperto e persistente, e você vai encontrar sua brecha.



07 Julho 2018 13:50:00


"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar" (Nelson Mandela). 

É impressionante como, em pleno século XXI, o preconceito continua a ser algo presente em nossa sociedade. Todos os tipos de preconceito nos fazem refletir que, talvez, a mente humana não esteja acompanhando a evolução tecnológica que hoje vemos.

Diferenças são normais, indiscutíveis, inegáveis, e lidar com elas nem sempre é tão fácil como esperamos. O convívio em grupo já é, por si só, uma tarefa difícil.

Muitas vezes, temos que engolir palavras, respirar fundo e pensar duas vezes antes de falar ou fazer algo: são passos básicos para uma vida harmônica e relativamente equilibrada. Mas, infelizmente, muitos ainda não aprenderam a superar e respeitar as diferenças, abrindo, assim, caminhos para o preconceito, a discriminação e as atrocidades que deixaram e deixam marcas absurdas em todos os tipos de sociedade.

São as diferenças que tornam a vida mais interessante, a diversidade nos ensina o conhecimento. Uma pessoa não é igual a outra, mas isto não significa que uma seja melhor ou pior que a outra, as diferenças existem e precisam ser respeitadas. O preconceito nada mais é que um juízo preconcebido fruto da ignorância, um desconhecimento pejorativo referente a pessoas ou lugares e só pode ser vencido pelo conhecimento e instrução. É a pessoa preconceituosa quem precisa melhorar como pessoa e como ser humano e não a pessoa vítima da discriminação.

O PRECONCEITO NADA MAIS É QUE UM JUÍZO PRECONCEBIDO FRUTO DA IGNORÂNCIA 

Uma personalidade intolerante, autoritária, agressiva, limitada, arrogante, despreza qualquer ideia ou situação que ultrapasse a realidade preconcebida daquilo que considera normal. São muitos os tipos de preconceito e fica difícil acreditar que eles ainda existam. São erros passados de geração para geração, até que uma geração perceba que os conceitos associados à discriminação e às diferenças não revelam verdades e já não cabem no mundo de hoje.

Há uma frase clássica, que alguns atribuem a Albert Einstein, é até provável que a frase seja dele, embora não se tenha um registro tão fiel em relação à autoria, que diz: "Época triste a nossa em que é mais difícil quebrar um preconceito do que um átomo".

Einstein, sabia muito bem do que estava falando, até por ter sido expatriado da Alemanha. Ele, que tinha ascendência judaica, se lá permanecesse, teria tido problemas durante a ocupação nazista.

Todos os tipos de preconceito geram hostilidade e violência. Cada vez mais, nós entendemos que é preciso aceitar as diferenças de pensamento, as diferenças de postura, isto é, numa convivência cidadã saudável, o fato de as pessoas serem como são.

Quem quer que conheça um pouco de história, sabe que sempre existiram preconceitos nefastos e que mesmo quando alguns deles chegam a ser superados, outros tantos surgem quase que imediatamente.

Apenas posso dizer que os preconceitos nascem na cabeça do ser humano. Por isso, é preciso combatê-los em suas cabeças, isto é, com o desenvolvimento das consciências e, portanto, com a Educação, mediante a luta incessante contra toda forma de sectarismo.


30 Junho 2018 07:00:00
Autor: Ana Paula Della Giustina


(Imagem: Divulgação)

"Se você encontrar um caminho sem obstáculos, ele provavelmente não leva a lugar nenhum". (Frank Clark) 

De repente tudo anda uma bagunça, são livros pra ler, matérias pra estudar, coisas pra fazer e organizar, pessoas para suportar, rotina em cima de rotina.

Quando precisamos de um tempo para arrumar as coisas, seja a mesa de trabalho, o quarto, o guarda-roupa, aproveitamos nosso tempo de folga para essa finalidade.

 Arrumação é algo importante para nos organizar, mas há outra coisa que nos ajuda bastante, que é a capacidade de refletirmos, de desarrumar algumas certezas de vez em quando.

Jean Rostand, filósofo francês, dizia que "refletir é desarrumar os pensamentos". Imaginamos que a reflexão teria a capacidade de organizar os pensamentos, mas essa organização se dá depois que conseguimos desarrumá-los. Porque refletir é abrir a mente para outras compreensões, é desarrumar os pensamentos, não para deixá-los desarrumados, mas para sermos capazes depois de colocá-los em ordem, mais ou menos como fazemos com um armário ou um guarda-roupa. Tiramos tudo de dentro, colocamos no chão e depois arrumamos de volta, organizando de maneira que possamos localizar facilmente aquilo que usaremos.

Refletir é pensar sobre as coisas, mas será que temos dado espaço para que sejamos capazes de refletir? Ou apenas caminhamos tão repletos de certezas, que não resta espaço para mais nada?

 O ser humano, em sua essência, é imperfeito. O que o permite ter conhecimento para se aperfeiçoar, alinhar seu prumo, aprender, reconhecer seus erros e comemorar seus acertos é sua capacidade de reflexão.

A reflexão leva a evolução. Consente que lancemos um olhar sobre quem somos, sobre circunstâncias que podem nos desafiar e, principalmente, nos levem a uma mudança. Matamos o velho e damos lugar ao novo.

Quanto mais pensamos, mais somos transformados. Mais obtemos conhecimento com a simplicidade de quem acaba de obter um dos maiores tesouros que se pode descobrir: a sabedoria.

O saber é fruto desta busca incessante por conhecimento, sobre si, sobre o outro, sobre a vida. Este é o princípio de uma longa jornada que começa quando somos abertos a refletir.

A correria do dia a dia, muitas vezes, nos impede de fazer diversas coisas importantes para o nosso desenvolvimento pessoal. Entre essas coisas que estão sendo deixadas de lado, está o hábito de parar para pensar. Pode ser para pensar no sentido do seu momento de vida, nos seus sonhos, ou nos seus problemas atuais. O que importa é a intenção de buscar entender o que está se passando com você.

Se cada pessoa pensasse antes de tomar qualquer decisão, ou seja, antes de agir, muita coisa seria diferente e muitas coisas ruins seguramente, seriam evitadas. Portanto, vemos que, pensar e refletir faz muita falta no dia-a-dia das pessoas.

No entanto, refletir nem sempre é fácil, porque às vezes escancaramos respostas que não gostaríamos de enxergar. Por isso, é um hábito que pode ser encarado de maneira ameaçadora. Mas busque reverter isso: não é o ato de pensar que faz com que sua vida não seja da maneira que você espera. Você já está vivendo essa vida, só está evitando pensar nela porque tem medo de agir para mudar essa situação.



23 Junho 2018 09:59:00


 "Só fazemos melhor aquilo que repetidamente insistimos em melhorar.

A busca pela excelência não deve ser um objetivo,

e sim um hábito." ( Pitágoras)


Nossos dias se resumem a cumprir dezenas de pequenas obrigações. E nós, como temos realizado essas obrigações? Com capricho e esmero?

Um dos significados da palavra esmero é "cuidado para produzir uma qualidade máxima no feitio de algo." Tenho pensado sobre isso, sobre a qualidade com que realizamos nossos serviços.

Venho pontuar o impasse entre algo insignificante e algo excelente em períodos de tanto corre-corre em que temos soluções tecnológicas que mudaram impiedosa nossa rotina e o modo de realizarmos as coisas. O desinteresse está associado ao desleixo e a negligência, refletindo uma falta de valorização pelo trabalho ou pela pessoa a quem é oferecido. A excelência é algo que merece atenção, pois reflete o contrário. Valorizamos essa coragem por dar-nos segurança de melhor qualidade e apreço, pois, para atingi-la, alguém teve um olhar especial e investiu tempo e energia para realizar ou produzir alguma coisa.

Fazer algo extraordinário ou alcançar a excelência demanda de empenho e não se alcança o esmero sem sacrificar-se para isso.

Você já parou para pensar por que coisas realizadas com esmero e cuidado ficam diferentes? Estas coisas são realizadas por pessoas comuns, porém, com toques de querer dar soluções aos problemas, querendo não só limpar, mas brilhar, querendo não só administrar um paliativo, mas curar. Sim, há uma diferença, que é a de não estar somente de corpo presente, mas fazer valer a pena acontecer, no sentido de realizar e sentir-se realizado.

Aliás, isso não é um conselho profissional, é um conselho de vida. Se algo vale a pena ser feito, vale a pena ser bem feito. Viva com essa finalidade. Você poderá não ficar rico, mas será feliz. Possivelmente, nada lhe faltará, porque se paga melhor àqueles que fazem o trabalho bem feito do que àqueles que fazem o mínimo necessário.

Tenho uma história recente sobre isso. Eu nunca lavei meu carro várias vezes em um mesmo lava-rápido, até que encontrei um em especial. Surpreendi-me quando fui retirar o carro no horário tratado e me deparei com tudo perfeito, mesmo sendo uma lavagem simples. Ao entrar no carro verifiquei um checklist pendurado com os vários itens que mereciam atenção, como limpar o cinto de segurança, verificar se as borrachas foram limpas e devolver os pertences ao console do carro! Fiquei encantada, muito disso pela lição que recebi: por mais simples que seja sua tarefa, ela merece ser feita com muita atenção e dedicação.

A maior parte das pessoas pensa muito na quantidade e pouco na qualidade de seu trabalho. Tentam fazer excessivamente e acabam fazendo malfeito.

É tão desonesto enganar através do trabalho malfeito, quanto deixar uma inverdade sair da própria boca. Muitos não compreendem que se pode realizar mentiras ao invés de dizê-las, sendo, talvez, o primeiro caso pior que o segundo.

Cada parte de seu esforço deve carregar sua marca de excelência impressa, cada etapa de trabalho que termina como algo que não precisa ter retoques! Esta é exatamente a diferença entre o bom e o melhor que existe.

O mundo exige que faça de maneira bem feita a sua atividade e que a realize com todo o poder e habilidade que tiver. A meticulosidade é característica de todos com sucesso. Grandes realizações têm a característica do cuidado, até o último detalhe.

Como revolucionaria nossa cultura da qualidade se todos a adotassem e usassem. Não importa o que se faça, só o melhor seria o suficiente para satisfazer! Pense nisso!



16 Junho 2018 15:43:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede... (Carlos Drummond de Andrade). 

Até algumas décadas atrás, era comum que as pessoas, quando ganhavam algum dinheiro, se tornassem aquilo que se chamava de "novo rico" e comprassem livros por metro. Chamavam o decorador e, para dar a impressão de casa de uma família letrada, encomendavam livros por metro: "Eu preciso de tantos metros de livros nesta estante".

No Brasil, um novo estilo de vida tem levado as pessoas a esbanjarem na hora das compras, desfilando pelas ruas com roupas de marca, joias e carros de luxo. Isso é conhecido como ostentação, que tem como finalidade exibir os bens materiais em busca de status, respeito e manifestar seu valor diante de um grupo.

Outro dia, uma pessoa me perguntou o que eu achava do Funk Ostentação; respondi que sou de outra moda, do Livro Ostentação! Depois, me perguntei como seria o Brasil, se o livro se tornasse objeto de cobiça e motivo para ostentar: "Querida, pode babar, olha o livro que chegou aqui em casa. Querida, isso porque você não viu o meu, um luxoooooo!".

Temos, hoje, pessoas inteiramente voltadas em mostrar enormes colares de ouro, fotos em iates, roupas caras, bebidas na mão, carros último tipo, final de semana do bom e do melhor. Muitas ostentam no final de semana, mas, na rotina diária, estão andando de ônibus, comendo pão com ovo e alimentando dentro de si sentimentos fúteis e inúteis.

Não acho que seja crime mostrar as coisas boas da vida. Eu mesma adoro postar foto de uma comida saborosa, de um dia especial, uma boa viagem ou o encontro com os amigos, mas não faço disso uma busca pessoal. Nenhuma dessas fotos pode ser a definição de nossa identidade ou a base das nossas vidas.

Aí, volto a me perguntar: quem seríamos hoje se, ao invés do Funk Ostentação, tivéssemos alimentado a onda do Livro Ostentação? A leitura abre possibilidade para o leitor compreender o mundo em que vive; amplia seus conhecimentos e o transforma no ator principal de sua história e da sociedade à qual pertence.

Os livros desvendam os mistérios do mundo, do cosmo, do planeta, da história das civilizações, da cultura e dos comportamentos. Aprofunda o conhecimento das pessoas e amplia seus horizontes.

O livro é a ponte que une o ser integral às diversas formas de cultura, diminuindo a distância entre os povos, sem contar com o desenvolvimento da imaginação e criatividade do leitor. O livro ainda é a melhor forma de lazer e cultura! Descobrem-se diversas histórias lindas e mágicas quando se adquire o hábito de ler. Ler faz bem à alma e liberta da alienação.

A leitura desenvolve no leitor uma consciência crítica do ambiente em que habita. Aqueles que têm o prazer de ler vivem em processo contínuo de transformação, tanto quanto pessoa, como ser político, social e agente participativo nos destinos da sociedade.

Não é possível ser simpatizante da leitura e estar alheio aos acontecimentos trágicos da sociedade, como violação dos direitos fundamentais da cidadania, exploração do homem pelo homem, exclusão, agressão e degradação do ecossistema.

A leitura desenvolve a capacidade de indignação do indivíduo comprometido com a sociedade. O gosto pela leitura deveria ser tão importante quanto o ar que se respira, a água que se bebe e o alimento que sustenta o corpo. O prazer de ler e o gosto pelas aventuras contidos nos livros alimentam a alma e o intelecto humano. A leitura é um ato de sabedoria!

Um público comprometido com a leitura é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por ideias. (Mário Vargas Llosa)


09 Junho 2018 08:15:00



 "Não existe nada de completamente errado no mundo, mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia." (Paulo Coelho)

 Erro não é para ser punido, é para ser corrigido. O que deve ser punida é a negligência, a desatenção e o descuido. O erro faz parte do processo de acerto, da tentativa de inovação, da procura de construir algo melhor. Ninguém é imune ao erro. A clássica frase "errar é humano" não é uma justificativa, é uma explicação. Ela significa, entre outras coisas, que nós somos, sim, passíveis de errar. Corrige-se erro de modo que quem errou faça direito da próxima vez.

 Não haveria inovação na vida humana se o erro não tivesse o seu lugar. Aí se diria: "Nós aprendemos com os erros?" Não, aprendemos com a correção dos erros. Se aprendêssemos com os erros, o melhor método pedagógico seria errar bastante, e há erros que são fatais, que são terminais.

 Na escola, com frequência colocam no acerto um sinal pequenininho no trabalho ou na prova; quando se erra, os professores colocam um X em vermelho, bem grande, valorizando algo que deve ser corrigido e não punido.

 O físico Albert Einstein (1879-1955) dizia algo que nos ajuda a refletir: "Tolo é aquele que faz as coisas sempre do mesmo jeito e espera resultados diferentes".

 Algumas pessoas rejeitam o lugar do erro. Urge relativizar essa postura, e isso não é querer elogiar o erro, mas admiti-lo no dia a dia.

 É difícil mesmo aceitar que a gente falhou. Um misto de culpa, angústia, baixa auto-estima, insegurança e medo surgem como uma forma de punição. Depois, a tendência é passarmos a agir numa zona de conforto, deixando de correr riscos para não fracassar novamente. Mas como diz o ditado: Quem não arrisca não petisca! Errar no trabalho, nos relacionamentos ou com os filhos, por exemplo, tomando consciência do engano, faz parte do crescimento pessoal, da evolução e do sucesso. Refletir sobre a situação, pensar em como ela poderia ter sido diferente e seguir em frente, partindo para outras soluções, traz confiança, coragem e oportunidades. "O ideal é não ficar lamentando. No primeiro momento pode parecer cômodo, mas a médio ou longo prazo não vai além da estagnação e apatia", diz a escritora americana Alina Tugend em seu livro Sem Medo de Errar. "Não devemos pensar que temos que fazer tudo com perfeição e que se não fizermos somos fracassadas. Essa mentalidade cria relacionamentos nos quais os envolvidos passam a maior parte do tempo se censurando mutuamente ou repassando a culpa em vez de procurar a solução.

 Para superar os erros e obter sucesso é preciso estar disposta a admiti-los, receber críticas, confiar em si mesma e em quem está dando o feedback. "A pessoa deve aceitar esse retorno como algo benéfico. Se enxergá-lo como ameaça, não mudará as atitudes nem aprenderá com os erros.

 O problema é que algumas pessoas não conseguem mudar o rumo, porque já têm hábitos arraigados. Quem fuma, por exemplo, sente apenas o prazer do cigarro e não é capaz de admitir que o vício faz mal. A pessoa vê o abandono como algo penoso. Só nos transformamos quando a situação causa um desconforto muito grande, como dor, angústia ou perda. Por isso, é fundamental enxergar os benefícios da mudança de curso e, assim, caminhar para o acerto. Vamos lá, aprenda a ver o lado positivo do erro e torne-se mais produtiva e realizada!

Eu erro, errei, e com toda certeza errarei mais, mas sei que é por meio da conjugação desse verbo que posso entender como conjugar outros tantos verbos mais? acertar, compreender, evoluir, experimentar, perdoar, amar e, principalmente, viver.



02 Junho 2018 07:00:00
Autor: Ana Paula Della Giustina

$artigoImagemTitulo


(Foto: Divulgação)/


Eis uma verdade para você, caro leitor: você vai perder algo ou alguém que ama. Vai falhar. Vai cair. Talvez você supere, talvez não. Talvez seja tudo em vão. Alguém precisa te lembrar das possibilidades negativas. 

Geralmente as pessoas dão conselhos baseados na superação. Desejam o bem ao próximo superficialmente com frases como "vocês são vencedores, vão conseguir". Repetem mantras da positividade, mas poucos realmente se importam com os problemas alheios e em ajudar a solucioná-los.

Adoram ver aquelas histórias bonitas e comoventes de superação de alguém que tinha tudo para falhar e conseguiu atingir seus objetivos. Realmente é motivador saber que alguém conseguiu cobiçar o que desejava, mas, e quando o caminho é inverso? E quando a pessoa falha? Quem se importa com quem perde? É só tentar de novo ou é melhor desistir? Não há lugar para perdedores. Como motivar? O que dizer?

Estamos uma sociedade onde vencer é fundamental, quem vence é quem inspira, é quem dita às regras. São exemplos que temos a seguir. Mas não aprendemos a perder, a cair, a sermos rejeitados e não realizar nossos sonhos. Não aprendemos a encarar os dias ruins. Não nos dizem que iremos morrer e que tudo pode dar errado. E se der? Como estaremos preparados? Por que as histórias de quem fracassou não são interessantes para aprender como as de quem conseguiu?

Pensar no pior também pode te fazer melhor, entender que a vida não é só feita de bons momentos e de diversão. É necessário se adequar, planejar, arriscar e reconhecer que não se pode ter tudo.

Desde pequenos devemos aprender que vamos perder na vida. Perderemos nosso tempo fazendo o que não queremos, com pessoas que não gostamos, e o pior, perderemos as pessoas que amamos. Perderemos amigos, namorada(os) e parentes. Vamos cair e nem todos vão se levantar. Podemos chegar até o fundo do poço e nunca sair de lá. Vamos falhar, cometer muitos erros tentando nos encontrar e encontrar alguém que possa nos ajudar em nossa jornada, tentando achar um espaço na sociedade para se inserir porque o medo de falhar e estar só nos consome. Dividimos vitórias, mas ocultamos derrotas. Temos vergonha de admitir que não fomos capazes. É somente quando falhamos que percebemos nossa pequenez no mundo. É através da percepção da nossa fragilidade que podemos nos conhecer de verdade. A vida é uma seqüência de fatos e ciclos. É experiência, tentativa e erro. O sucesso nada mais é que a persistência após vários fracassos. Mas quantas vezes precisamos fracassar para vencer?

O quanto de dor podemos suportar até que a cicatriz de um grande corte profundo de perda e de vergonha se cure? Não há resposta, não há conselho de auto-ajuda como em muitos livros que lucram com soluções programadas para pessoas que precisam de alguma resposta que as satisfaça para essa pergunta. Não teremos todas as respostas. Apenas vivendo podemos saber, a experiência e conhecimento de cada um é o que determina como vencer e como encarar a perda. Não há fórmulas porque cada história de vida é única.

 Sempre que não conseguir, lembre-se: Você vai perder algo ou alguém que ama. Vai falhar. Vai cair. Talvez você supere, talvez não. Talvez seja tudo em vão. Alguém precisa te lembrar das possibilidades negativas. Mas lembre-se também: Viver é saber o que fazer dos erros, é aprender todos os dias algo. Não há erros sem acertos, valorize os erros, valorize a derrota, os derrotados, aprenda com eles, por que são eles que te farão acertar.

 "A vida não tece apenas uma teia de perdas, mas nos proporciona uma sucessão de ganhos. O equilíbrio da balança depende muito do que soubermos e quisermos enxergar." (Lya Luft)



26 Maio 2018 00:05:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Um dos meus desejos quando criança, e acho que de muita gente, especialmente quando tínhamos alguma prova, um trabalho na escola, era nascer sabendo. "Por que eu não nasci sabendo?" Aí eu não precisava levantar tão cedo para estudar. Nem ficar até tarde na leitura de um livro. Aquele sonho de nascer sabendo tem uma forte marca de infantilidade. 

Nascer sabendo, mesmo que pudesse nos dar algum conforto, seria fortemente negativo na nossa história. Se nascêssemos sabendo, só poderíamos fazer aquilo que já sabíamos, portanto, entraríamos num processo de repetição, de falta de criatividade, de incapacidade de inovação. Uma das coisas que nos caracteriza como espécie humana é sermos capazes de construir e recriar outra forma de vida individual e coletiva.

Isso se dá porque, de fato, não nascemos sabendo. Embora seja uma situação boa de imaginar, nascer sabendo nos colocaria no mesmo patamar de outras espécies que apenas reproduzem, clonam aquilo que já têm. A nossa capacidade seria repetitiva, redundante, isso é, do mesmo modo que já estava.

Que bom se nascêssemos sabendo: esse foi um desejo pontual. No geral, não seria bom, de forma alguma.

A cultura, em seu verdadeiro significado, é a soma da informação com a vivência e a experiência. Não se restringe, portanto, como erroneamente se supõe, ao acúmulo de conhecimentos mal entendidos e pessimamente digeridos.

Ou mesmo que bem assimilados, não importa. Não é necessário que um indivíduo colecione diplomas, para ser verdadeiramente culto. Temos exemplos em profusão a esse respeito. O mais conhecido é o de Machado de Assis, que jamais cursou qualquer escola, e, no entanto foi, sem favor algum, o maior dos nossos escritores. Foi um aplicado autodidata que soube o que fazer com aquilo que aprendeu.

Algumas pessoas nos encontram e dizem: "Mas você não é mais o mesmo". Nem sempre isso deve ser entendido como uma ofensa. Vez ou outra pode ser olhada como um elogio, afinal de contas, a constância, de pensar e agir, não necessariamente é um indicador de coerência. Pode ser um indicador de intransigência, de intolerância, de incapacidade de pensar de outro modo.

Desse ponto de vista, há uma inconstância eventual que nos ajuda a criar, a reinventar, a refazer. Essa capacidade foi um dia reconhecida por Aldous Huxley, um britânico que produziu uma magnífica obra: Admirável mundo novo, que disse: "A constância é contrária à natureza, contrária à vida. As únicas pessoas completamente constantes são os mortos".

Frase forte, mas com um ponto de reflexão. Não se trata de simplesmente alterar o modo como se pensa ou se faz algo só porque o vento bate em outra direção, mas de não ser constante numa única direção, porque pode ser um sinal de inflexibilidade mental, e isso não é bom.

"Nascer sabendo é uma limitação, porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar." (Mario Sergio Cortella)


19 Maio 2018 09:13:00


(Foto: Divulgação)


"Há momentos em que você precisa escolher entre virar a página ou fechar o livro".

Num instante, nos são oferecidas várias escolhas: para onde ir, o que fazer, usar ou consumir. Com essa enormidade de opções, nos tornamos inseguros, inconstantes com relação às nossas opções, exigentes e intransigentes com aquilo que escolhemos e sujeitos a reclamar de tudo o que nos foi oferecido. Além disso, em nenhum momento, nos foi ensinado como escolher com mais sabedoria e segurança, porque até recentemente esse não era um grande problema: tínhamos poucas alternativas com relação a tudo e nos satisfazíamos com menos. Em outras palavras, além de ser paralisante, o excesso de opções nos deixa mais predispostos a ficar descontentes com o que escolhemos quando saímos da indecisão. Esse sentimento pode prejudicar um brilhante e feliz caminho. O mais sábio depois de ter sido feita uma escolha consciente é confiar nela.

Assim, simplifique, reduza suas opções, sem dó nem piedade. Procure manter o foco no que é importante para você. Procure mais qualidade e menos quantidade. Acredite: não se pode ter tudo na vida e toda escolha inclui perdas. Por isso, é sempre melhor ficar com o que tem mais qualidade. Esteja consciente ao tomar suas decisões. Em outras palavras, não seja impulsivo, ouça com atenção sua voz interior e esteja atento ao que é mais profundo e relevante para sua vida.

Tenha um norte, do que realmente importa para você, e escolha de acordo com ele.

Integridade, verdade, ética, consciência e generosidade são bons orientadores de rota e escolhas. Quem leva em consideração essas qualidades costuma acertar.

Enfim, escolhas podem não ser bem-sucedidas quando idealizamos quem somos e, também, quando consideramos demais o que os outros acham. Levar em conta só o externo pode nos afastar do que deseja nosso coração. Para isso, é preciso nos conhecermos mais, saber ouvir e reconhecer nossa voz interior, sem julgar.

Escolhas feitas com a cabeça quente ou num momento muito confuso são capazes de gerar más consequências. Podem ser motivadas por raiva, ciúmes, insegurança, inveja, uma grande paixão? Por isso, a primeira sugestão é simplesmente: "Pare!". Ou seja, interrompa a enxurrada que brota no seu peito e aprenda a reconhecer que esse é um mau momento para decidir alguma coisa. A segunda é: "Espere". Talvez seja melhor não decidir nada por enquanto. É possível que a noite escura que você atravessa seja apenas uma fase temporária. "Não se muda o rumo no meio do nevoeiro", escreve o suíço Bertrand Georges. Mas a perguntinha maliciosa e insistente que pode surgir é: "E se você se enganou?". Com essa questão, surgem outras inquietações: a dúvida de que nada será como antes, de que a dificuldade durará para sempre e de que existe uma só saída possível, a fuga. Isso não é verdade. Muita água ainda pode rolar debaixo dessa ponte se, como bons comandantes, tivermos a coragem de manter o leme na mesma direção durante a tempestade. "Devemos. então. aceitar não viver segundo o que vemos e sentimos, mas segundo o que cremos e com o que nos comprometemos anteriormente", prossegue Bertrand Georges. Para que essa decisão se mantenha firme, ele aconselha um mergulho profundo na vida espiritual. Ela será a fonte de nutrição e força que nos auxiliará a fazer essa travessia.



12 Maio 2018 07:00:00
Autor: Ana Paula Della Giustina

Às vezes, você tem sonhos maiores que os de seu amor

$artigoImagemTitulo


(Foto: Divulgação)

Acredito em um grande amor. Não tenho expectativas frívolas sobre o amor. Sou uma, daquelas pessoas um pouco cínicas devido à experiência vivida, mas acredito no grande amor. O amor do tipo "não acredito que isto existe na esfera física deste planeta". 

O tipo de amor que explode em um fogo incontrolável, depois vira brasas ardentes e continua a arder quentinho e confortável por anos. O tipo de amor sobre o qual se escrevem romances e compõem sinfonias. O tipo de amor que lhe ensina mais do que você jamais pensou que pudesse aprender e lhe devolve infinitamente mais do que tira de você.

É o amor do tipo "o grande amor de sua vida". E acredite em mim, esse amor funciona assim: se você tem sorte, você conhece o amor de sua vida. Você tem a chance de ficar com ele, aprender com ele, entregar-se inteiramente a ele, e deixar que sua influência o transforme. É uma experiência diferente de qualquer outra coisa que podemos ter neste mundo.

Mas o que os contos de fadas não nos dizem é o seguinte: às vezes, conhecemos o amor de nossa vida, mas não podemos ficar com ele. Não podemos nos casar com a pessoa, passar nossa vida ao seu lado, segurar sua mão no seu leito de morte depois de uma vida bem vivida juntos.

Nem sempre conseguimos ficar com o amor de nossa vida, porque, no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve diferenças irreparáveis, não triunfa sobre doenças, não lança uma ponte sobre divergências religiosas e não nos salva de nós mesmos quando nos corrompemos.

Nem sempre conseguimos ficar com o amor de nossa vida, porque, às vezes, o amor não é tudo que existe.

Às vezes, você quer uma casa no campo com três filhos, e ele quer uma vida profissional agitada na cidade grande. Às vezes, você tem um mundão inteiro para explorar e ele tem medo de sair de seu próprio quintal. Às vezes, você tem sonhos maiores que os de seu amor. Às vezes, a coisa mais generosa que você pode fazer é deixar seu amor ir embora. Outras vezes, você não tem escolha.

Mas há outra coisa que as pessoas não lhe dizem sobre encontrar o grande amor de sua vida: o fato de você não passar o resto de sua vida com essa pessoa não diminui a importância dela.

Algumas pessoas, você pode amar mais em um ano do que poderia amar outras em 50 anos. Algumas pessoas podem lhe ensinar mais em um único dia que outras durante uma vida inteira. Algumas pessoas entram em nossa vida apenas por um período específico, mas têm um impacto que ninguém jamais poderá equiparar ou substituir.

E como podemos deixar de chamar essas pessoas de qualquer outra coisa senão o grande amor de nossa vida? Quem somos nós para minimizar sua importância, reescrever suas memórias, alterar as maneiras em que elas nos mudaram para melhor, apenas porque seguimos caminhos diferentes? Quem somos nós para decidir que precisamos a todo custo substituí-las, encontrar um amor maior, mais apaixonado, que possamos agarrar por toda a vida?

Quem sabe, devemos simplesmente sentir gratidão por termos conhecido essa pessoa. Por termos tido a oportunidade de amá-la e aprender com ela. Porque nossas vidas puderam crescer e florescer porque a conhecemos.

Conhecer o grande amor de sua vida e deixá-lo ir embora não precisa ser a maior tragédia de sua vida. Se você permitir, pode ser sua maior bênção. Afinal, algumas pessoas nunca chegam a conhecer seu grande amor.



05 Maio 2018 07:05:00


"Quando temos fé, o impossível começa a acontecer e transforma nosso caminho". 

Falar de religião é polêmico. Todos nós conhecemos a frase "Religião, futebol e política não se discute". Mas não deveria ser assim. Se pensarmos bem, todas as crenças levam a um objetivo comum: a conexão com Deus e a busca pela paz.

Como alicerce de vida, eu tenho minha fé e a minha relação com o Criador. Além disso, nutro profundo respeito por todas as religiões. Admiro o Papa Francisco, mas acima de tudo, minha crença está na existência de Deus.

Percebi que, quando temos fé, o impossível começa a acontecer e transforma nosso caminho. A fé do tamanho de um grão de mostarda é capaz de dissolver montanhas de obstáculos e medos.

Aprendi que a coragem não é apenas um ato de bravura diante de um perigo. Coragem é aceitar a vida como ela é. É sentir compaixão, gratidão, bondade. Coragem é aprender com as dificuldades e superá-las com aceitação e paciência.

A coragem é intrínseca a cada um de nós. Mas, por sentir medo, algumas pessoas se privam de alegrias. É preciso muita coragem e determinação para despertar a coragem que está inata dentro de nós.

Muitos de nossos medos são antigos e precisamos desfazer essas crenças e impressões de limitação e medo do mundo e do desconhecido. Portanto, são necessárias as práticas espirituais para experimentar o espaço do destemor dentro de nós. Elas nos fazem entrar em contato com esse espaço interior e nos tornam conscientes da ajuda de Deus.

Ter coragem é crer que os problemas não são maiores do que nós mesmos. É descobrir que somos capazes de encarar o que nos acontece com força interior e aceitação.


"QUANDO TEMOS FÉ, O IMPOSSÍVEL COMEÇA A ACONTECER"


É importante aprender a dizer não quando for necessário, com coragem e sem medo. E, quando for o momento de dizer sim, sentir a mesma coragem e confiança. Cultive a fé, desenvolvendo devoção a Deus e uma mente positiva, com auto-esforço e motivação. Não perca sua fé com sentimentos de medo, ciúme, raiva e orgulho. Controle seus sentidos e emoções para proteger a fé que conquistou.

Não permita que seus sentidos e emoções governem sua vida, jogando fora sua coragem e confiança. Descubra o que disse Osho: "A vida começa onde termina o medo".

Tenha a coragem de reconhecer seu próprio valor. Descubra suas qualidades e sua própria coragem. Se você persistir na jornada espiritual, buscando fé e uma mente confiante, as dificuldades não o deterão. Ore para aumentar sua fé e auto-confiança.

Muitas pessoas dizem: "É difícil orar... não consigo". Mas, a oração é tão natural como o sono. Ninguém lhe ensinou a dormir. É algo que você sabe. E assim, é a mesma coisa com a oração. Ela acontece através de sua entrega e prática constante.

Orar é voltar-se para dentro, sem lutar com os pensamentos. Aprende-se a orar, orando. Desenvolva um coração corajoso. Supere seus medos e ansiedades, descobrindo seu verdadeiro valor, conectando-se com Deus, através da oração e do poder da fé.

Refugie-se no seu próprio Ser interior e encontre abrigo dentro de você. Sempre pratiquei a oração. Todos os momentos difíceis da minha vida foram acalmados pela minha fé. Quando se entende o poder da prece, o hábito de conversar com Deus passa a ser indispensável. A fé transporta montanhas, por que não transformaria o mundo?


28 Abril 2018 10:47:00


(Foto: Divulgação)


"Não é a profissão que determina nossos caminhos, mas a motivação que nos leva até ela".

 A pergunta "o que você vai ser quando crescer?" sempre me afligia. Eu poderia ser o que escolhesse: bailarina, astronauta, médica, arqueóloga ou cientista. Todas essas profissões me habitavam. Mas, aos poucos, percebi que nenhuma delas, de fato, me representava.

 Quando comecei a escrever este texto, troquei ideias com várias pessoas. O objetivo era compreender como conseguir ser feliz naquilo que se faz. É possível unir felicidade, satisfação e trabalho? A partir deste questionamento, comecei a compreender que o problema em relação à nossa atividade profissional começa lá na nossa infância. Crescemos ouvindo: "o que você vai ser quando crescer?; qual profissão você vai escolher?; qual será o seu trabalho?". Ninguém, nem nós mesmos, fazemos a pergunta certa: "qual trabalho conversa com a nossa alma?".

Parece louco dizer que, apreciar a criança que fomos, nos ajuda a encontrar nossos caminhos profissionais. Mas creia, isso é fundamental para reconhecer um trabalho que esteja de acordo com a pessoa que você é. Do que você gostava de brincar? O que exatamente o atraía na brincadeira? Lembro que a primeira vez que fui interrogada sobre isso, estranhei muito. Entre as brincadeiras de criança e o que me motivava a gostar delas estava a tal da conversa com a alma. No meu caso, eu gostava de inventar, de elaborar histórias, de observar e perceber como cada um interagia com o outro.

A decisão de seguir este ou aquele caminho profissional não pode ser ditada apenas pelo mercado ou pelo pagamento, mas por aquilo que você quer para si.

A partir deste ponto, você também passa a entender que sua gama de possibilidades é bem maior do que imaginava. O seu caminho não é mais ditado pelo que você escolheu como profissão, o que é limitante demais, mas pelo que está por trás disso, o que o atrai, toca, conversa com você dentro daquilo que faz todos os dias.

 De acordo com a história, por exemplo, nunca tivemos tantas opções de caminhos como hoje em dia, onde as oportunidades de carreira se expandiram e as escolhas também.

 O sentido está diretamente ligado a ver algum sentido no que se faz. A questão é você ver significado onde atua, não só para você, mas para as pessoas ao redor. Outro tema tem a ver com não se acomodar diante daquilo que não lhe faz bem. Trabalhar somente para pagar as contas e se ver aprisionado a algo de que não gosta, e esperar ser feliz quando a aposentadoria chegar, pode ser uma boa forma de desperdiçar tempo e energia de vida.

 Além disso, o trabalho dos sonhos, a carreira ideal, não é algo que encontramos, mas sim que cultivamos. Nunca estará pronto, inteiramente perfeito. A vida se transforma o tempo todo, a gente amadurece, percorre caminhos, e as nossas aspirações e desejos profissionais também se alteram. É uma conquista diária, e essa é a graça maior dessa história toda. Então, não se arraste pela vida em algo que não o faz feliz. Haverá uma hora em que você vai necessitar mudar. E, quando o medo ou a dúvida apertarem, lembre-se de fazer a pergunta mais acertada: "o que o trabalho está conversando com a minha alma agora?". Trabalhar é uma das práticas que mais fazemos ao longo da vida, afinal, todos nós precisamos de uma ocupação para nos sustentar e contribuir com a sociedade, no entanto, como afirma Albert Camus "somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de ser feito".



21 Abril 2018 08:00:00
Autor: Ana Paula Della Giustina

Sabor e cheiro são fortes testemunhos do passado

Quase toda família guarda um. Rasgado, com páginas amareladas e letra manuscrita. Dentro, verdadeiras relíquias culinárias, os cadernos de receita são verdadeiros tesouros da nossa memória familiar. 

Quem nunca passeou os olhos por um caderno de receitas antigo? Dependendo da família, eles ficam guardados na cozinha, em meio aos livros de receitas ou ganham destaque na decoração da casa. Mais que guardar modos de preparo, eles guardam a história da família.

Afinal, poucos são aqueles que não guardam cheiros e sabores na memória, vindos das panelas de mães, avós, tias, madrinhas ou vizinhas habilidosas. O preparo de um bolo não é só a mistura do ovo, da farinha e do leite, mas narra a trajetória de uma família, suas tradições, seus caminhos. O cheiro que sai da cozinha não nos avisa apenas que haverá carne ensopada, o barulho agudo da panela de pressão, não alerta só que o feijão está pronto. Ele nos lembra do tempero especial da mãe, da tia, da avó e todas as lembranças construídas e conversas ligadas ao longo das intermináveis refeições que habitam nossas memórias mais queridas.

Muito do que somos é definido por essa trajetória culinária. Alguns preservam tais memórias fora da cabeça, em cadernos de receitas antigos, com segredinhos escritos à mão e páginas amareladas, verdadeiras relíquias de família. Muito mais do que simples anotações, esses cadernos são documentos de um tempo. Pelo seu conteúdo é possível conhecer questões de gênero (numa época em que o poder da mulher era exercido através da culinária, com segredos passados de geração em geração), econômicas (tempos de fartura implicavam muito ingredientes, de recessão, modéstia nos pratos) e culturais (indícios de núcleos familiares numerosos, que exigiam receitas com grande quantidade de ingredientes).

Um tesouro rico em afeto e amor, escrito há muitos anos, já que as receitas, na sua maioria, vinham com o nome de quem criou ou de quem ensinou. Tem a bolacha da Maria, o bolo da D. Elma, a cuca da nona.

O caderno guarda além das lembranças escritas, marcas de gordura, leite, temperos e farinha. Se analisarmos essas receitas, podemos até perceber a evolução do hábito alimentar: quantidade de ovos, açúcar ou banha de porco das receitas. Mas o que me chama mais a atenção é o "código de unidade de medidas" usado: um copo pela risca, um prato fundo menos um dedo e por aí vai. Mesmo com essa imprecisão de detalhes, esses registros simbólicos recontam momentos vividos em volta da mesa, onde a convivência possibilitava ricas trocas.

Com o tempo, notei que foi se perdendo esse hábito de registrar as receitas de família. Quando converso com outras pessoas sobre isso, vejo que essa dificuldade é generalizada. Muita gente sente falta das receitas passadas de geração pra geração, um lugar real pra anotar os 'pulos do gato', os truques da nona, para aquele bolo ficar fofinho. Um lugar pra gente deixar de presente pra posteridade.

É que sabor e cheiro são fortes testemunhos do passado. E afirmam que esse passado a cada dia mais distante pode, a qualquer momento, se fazer presente através do poder de sentidos como paladar e olfato.

Sim, cadernos de receitas representam tudo isso. São ferramentas para se observar a vida cotidiana do nosso passado e presente. Isso já faz dos escritos culinários, por si só, narrativas preciosas. "Um patrimônio". Escritas que nos permitem olhar a comida antes de ela existir e acariciar a ideia de saboreá-la.

"Cozinha é também um lugar de memórias, de experiências, de conversas. Nem só de pão vive o homem".



14 Abril 2018 10:19:00

Tentar descobrir o lado bom das coisas dá trabalho


(Divulgação)

 Dizem que, na vida, quem perde o telhado ganha as estrelas. Às vezes, perdemos o que não queríamos, mas conquistamos o que nunca imaginamos. Nem tudo depende de tempo, mas sim, de atitude.

 Se analisarmos cuidadosamente, quando perdemos também ganhamos. Mesmo que esse ganho seja somente experiência, que é o que nos constrói e nos aprimora a cada momento.

 Em nossa vida, tudo tem dois lados. Por mais contrária que possa parecer uma situação, há sempre um lado bom. Tentar descobrir o lado bom das coisas dá trabalho, mas gera resultados admiráveis.

 Todos nós passamos por perdas, dores, desamores? É natural. O que não é normal é a competição com a dor do outro. É saudável falarmos sobre nossos problemas, desabafarmos com familiares, amigos, terapeutas... Mas é altamente prejudicial tornarmos a reclamação um vício, que nutre diariamente nossas angústias.

 Todos nós temos momentos de altos e baixos, mas os baixos só se tornam constantes quando desenvolvemos o costume de reclamar. Já os momentos altos prevalecem na nossa vida quando passamos a cultivar o costume de agradecer; assim, mesmo nos baixos não nos falta amparo. Por mais que passemos por uma dificuldade, o fôlego nunca acaba totalmente antes de voltarmos à superfície.

 Às vezes, perdemos o nosso telhado, as nossas certezas, mas como já aprendemos a contemplar as estrelas, elas nos guiam para outro lar ainda melhor que o anterior. Com certeza, perdemos sempre para ganhar. Pelo fato de muitas vezes sermos imediatistas, cremos que perda significa sofrimento e não merecimento. É a partir de uma perda que, muitas vezes, nos libertamos de nossa limitação/comodismo e partimos em busca do verdadeiro sonho, ficamos encantados com todo o Universo e ganhamos as mais lindas estrelas: sonhos alcançados, um verdadeiro amor, autoestima, novo emprego e amigos.

 Sou curitibanense. Tenho um orgulho enorme e amo ser daqui. Sou feliz e acredito que o melhor da vida é a família, a que temos e a que construímos. Otimista por natureza, creio que esta vida tem mais coisas boas que ruins e que, se formos bons, a vida retribui, mais cedo ou mais tarde. Tenho fé, muita. Acredito que o melhor ainda está para vir.

 Sou muito abençoada. Tenho um coração grato. Aqui, neste espaço semanal, tanto registro situações importantes do cotidiano, como dou a minha opinião sobre as coisas mais insignificantes. O meu objetivo é ser sempre íntegra no que escrevo, nas minhas crenças e nas minhas dúvidas. Sou apaixonada pela vida.

 Sou chorona, falo o que penso e sinto. Abro o meu coração e sigo os meus anseios. Muitas vezes, aventurando excessivamente. Não desisto facilmente das pessoas e daquilo que amo. Quando quero, persisto até ao meu limite, vou até o fim. Tenho muitas falhas. Não acredito em relações perfeitas. Acredito em relações felizes, com momentos perfeitos. Sejam elas familiares, amorosas ou de amizade. 

 Acredito que a felicidade está em muitas coisas, coisas pequenas, detalhes. Mas nem todos os veem. Já o amor, este está em todo o lado. O amor pelas pessoas, pela vida, pelos animais, pela profissão, pela natureza. Não creio que possamos ser felizes sem amor. Nos últimos meses, muitas certezas transformaram-se em incertezas e vice-versa. Mas a certeza de que ninguém vive sem amor, continua. Perdi o telhado, mas ganhei estrelas. Há coisas que Deus nos dá para aprendermos e há coisas que Deus nos dá quando nós aprendemos.



07 Abril 2018 12:29:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Sempre que sento para escrever um texto, penso na pessoa que o lerá. Meu objetivo é ajudar esta pessoa, mas um tema como este, imagino o quanto seria provável que uma pessoa sem comprometimento vá se interessar, pois esta é uma característica que nem sempre é admitida. Então escrevo para aqueles corajosos que o lerão e refletirão sobre o assunto. 

A inspiração para o tema "falta de comprometimento" surgiu há alguns dias quando eu estava em um supermercado, em um dia de grande movimento. Havia duas moças fazendo compras quando a primeira, que estava com bebê de colo, virou para outra e perguntou "Cadê o Pedrinho?" - estava claro que se tratava de uma criança. A outra respondeu "Ele não está comigo". Até aí nada demais, certo? Não, não está certo, pois a expressão de rosto de cada uma delas era totalmente oposta. A que perguntou traduzia clara apreensão, a que respondeu demonstrava expressão de "estou nem aí". Precisou que a primeira dissesse "Eu fico com as compras e o bebê e você vai pra lá e procura por ele". Aí sim a outra saiu e foi atrás. Confesso que até eu passei a olhar para os lados procurando o Pedrinho - mesmo sem ter conhecimento de qualquer característica deste garoto.

Essa cena me fez lembrar muitas outras cenas presenciadas nos mais diversos locais. Por muitas e muitas vezes, vi e ouvi colaboradores dizendo "perdemos o cliente", sem muita expressão, como se a perda de um cliente não tivesse definitivamente nada a ver com ele. Será que não tem? Será que clientes a menos não significam uma empresa fragilizada e empregos em risco?

Nas empresas, a falta de comprometimento se manifesta, por exemplo, com não cumprir com o combinado numa reunião, com prazos acertados, com cláusulas contratuais, com normas e procedimentos. Quem está acostumado a cumprir aquilo que prometeu, geralmente sofre com pessoas que não agem com igual empenho, pelos mais variados motivos. Tem gente que é meio desligada com prazo, que não se importa muito em cumprir uma data ou horário com o qual se comprometeu. Outros fazem isso de forma intencional. Nós vivemos numa sociedade de interdependências e o não cumprimento de uma parte implica em atrasos no projeto inteiro ou em alguém ter que "dar o sangue" para assegurar o cumprimento de um prazo final comprometido.

De forma equivalente, na sua função, você é responsável por executar um trabalho, que posteriormente seguirá para outro colega ou área, caminhando como numa linha de produção até que o produto seja entregue ao consumidor final. Portanto, cabe a você executar a sua atividade dentro do prazo e da melhor maneira possível para que não comprometa a sequência do processo.

Mas nem sempre é isso que acontece! Se existe uma coisa que me deixa extremamente irritada, é a falta de comprometimento das pessoas com o produto final.

É comum ouvirmos: Já fiz a minha parte, agora a "bucha" está com "fulano", portanto o problema é dele. Será mesmo? Não! O problema também é seu.

A falta de comprometimento gera desperdício de tempo, trabalho e consome muito mais recursos do que o necessário, sem contar que o produto final poderá não ter a mesma qualidade. Estabeleça prioridades, respeite os prazos e acordos, cumpra-os.

Pense que a empresa depende daquilo que produz e vende, seja uma mercadoria ou um serviço. Se o custo do produto ou serviço for superior ao do concorrente, fatalmente o seu ficará na prateleira.

Lembre-se: o barco não afunda só do lado do seu colega!



31 Março 2018 00:00:00
Autor: Ana Paula Della Giustina


(Arte: Divulgação)

"E se você descobrisse que tudo em que você acreditou até hoje não passa de uma grande farsa? Que a roupa que você veste todos os dias, assim como o carro que você dirige não são escolhas suas? Que o governante que você elegeu na última eleição também não depende de você? E se chegasse à conclusão de que toda autonomia e livre-arbítrio que você julga ter, na verdade, atendem a um outro comando que não as suas ideias e a sua própria vontade?"(Glenn Beck) .

 Todos temos ciência de que, em algum ponto, somos manipulados ou manipulamos algo. Ou seja, não há limite para esse ciclo. Este texto, porém, vem pra levar a discussão sobre manipulação a outro nível, o da manipulação de sonhos das pessoas, através dos discursos. Se você na hora pensou em mídia e política, parabéns! Esse texto é sobre isso, e a Janela de Overton diz sobre como manipular a opinião pública. Em tempos políticos de crise, compreender como funciona o discurso é sobrevivência.

 O termo "Janela de Overton" é uma homenagem a Joseph Overton, que criou um modelo para demonstrar como um pequeno grupo de pensadores pode mudar intencional e gradualmente a opinião pública. A Janela de Overton é o leque de ideias "aceitáveis" na sociedade.

 Se alguém quiser cozinhar um sapo vivo não deverá jogá-lo na água fervente.

A maneira correta será a de colocá-lo num recipiente com a água com a qual está habituado. No entanto, o cozinheiro irá cautelosamente colocar um pequeno fogo sob a panela e lentamente o irá aumentando até o ponto de fervura. Como a mudança é lenta, o sapo irá vagarosamente se acostumando a ela e, quando ele menos esperar, estará cozido. Esta história só serve para ilustrar que há certas tarefas que devem ser feitas aos poucos para que tenham sucesso.

 Foi o que pensou Joseph Overton, um executivo americano dedicado a atender grupos de interesse com o objetivo de transformação social. Na verdade, Overton, não criou algo novo. Ele simplesmente racionalizou uma percepção intuitiva que existe há bastante tempo: alterações na opinião pública devem ser feitas aos poucos, com sutileza, e não contestando frontalmente a mentalidade estabelecida.

 O pulo do gato é o seguinte: artistas, comunicadores, jornalistas, cientistas, institutos de pesquisa, defendem ou atacam, conforme o curso que se deseja tomar, um tema relacionado ao principal, mas, que não é exatamente aquele a que se deseja chegar. Quando a opinião pública aceita a nova situação, se vai adiante, com outras demandas, sempre tendo como alvo o destino final, que é a mudança total da opinião pública.

 Portanto, quando todos os programas de televisão, os políticos, os jornais, as pesquisas, os especialistas, ativistas e outros, atacam ou defendem unanimemente este ou aquele comportamento ou costume, pode ser que seja só uma coincidência, mas também, que seja o fogo que está lentamente cozinhando os miolos das pessoas para que elas abandonem suas opiniões e preferências. Pode ser que seja o sapo sendo cozido. Pois, de acordo com esta teoria, "se as pessoas forem simplesmente enganadas, há sempre a chance de um dia acordarem e se rebelarem contra o crime. Por isso, nós não as fazemos mudar de ideia. Nós mudamos a verdade."

 Perceber, portanto, que as batalhas começam a ser travadas no campo do discurso, nos faz treinar um olhar mais amplo sobre as transformações pelas quais estamos passando.

Fica evidente, que a Janela de Overton, é um conceito que pode ser igualmente utilizado para o bem ou para o mal. Conhecê-lo não rende nenhuma garantia de se tornar "imanipulável", mas como gosto de dizer, conhecer as regras do jogo torna ele muito mais fácil de jogar.

  "A verdade é um artigo de luxo que não está em exposição".



24 Março 2018 08:00:00
Autor: Ana Paula Della Giustina

Todos têm diariamente inúmeras chances de fazerem algo novo


(Imagem: Divulgação) /


"Toda vez que pensamos num obstáculo e o consideramos intransponível, ele nos paralisa. Ficamos engessados pelo medo. Pensar com lucidez é necessário, mas pensar excessivamente nas dificuldades que atravessamos trava a inteligência e rouba a esperança" (Augusto Cury). 

Se eu perguntar a você, que está lendo este artigo, se já sentiu medo certa vez, possivelmente a sua resposta seja sim. O medo nasce quando as nossas fantasias nos parecem reais. Ele não é real, mas, para nós, parece ser.

O medo nem sempre tem algo de palpável que o justifique. São pensamentos e suposições. Avaliamos o medo como sendo nosso grande inimigo. Há, porém a possibilidade de o descobrirmos como nosso amigo.

O medo, visto como inimigo, é aquele que nos entorpece. Ele impede que realizemos alguma coisa na direção de nossos objetivos. Faz com que permaneçamos no mesmo lugar, sem progresso e sem mudanças expressivas em nossa vida. Tudo fica do jeito que está.

Quando o consideramos como nosso amigo, compreendemos que, se por um lado, nos impede de aprender a lidar com o objeto do medo, por outro lado, não admite que nos exponhamos ao perigo. Ele nos resguarda do perigo. É, portanto, dúbio e limitante. Tem duas funções: o lado bom e o lado que nos prejudica.

Esse amparo que ele nos dá pode não ser tão importante que valha a pena mantê-lo conosco. Talvez não seja suficiente para contrabalançar o mal estar que provoca. O mais adequado talvez seja extinguirmos o medo de nossas vidas e colocarmos algo melhor no lugar.

Devemos compreender que é normal ter medo, e que ele pode ser eliminado da nossa mente, da nossa vida, dos nossos comportamentos.

Uma das formas de se fazer isso é exercitando a alteração de pensamentos e guiando a nossa atenção para o lado contrário. Para o lado positivo do medo. Por exemplo: se alguém tem medo de elevador, não poderá trabalhar nem morar em prédios altos ou, se o fizer, poderá tornar-se um atleta, de tanto subir e descer escadas. Se perder esse medo, ele poderá ganhar tempo, facilitar sua vida, porém corre o risco de, talvez, perder a forma física. Depende de sua escolha. Nem sempre é conveniente perder-se alguns medos.

As pessoas não têm somente um medo. Podem possuir diversos ao mesmo tempo, e há até algumas pessoas que dizem ter medo de tudo. Mesmo as pessoas que dizem não ter medo de nada, talvez, até tenham medo de pensar em ter medo.

Alguns medos vêm do instinto de sobrevivência e eliminá-lo pode ser um risco à segurança da pessoa. É conveniente, deste modo, mantê-lo sob domínio e não se tornar escravo dele.

Há pessoas que têm medo até da felicidade. Não acreditam no próprio merecimento. Seu medo é de que a felicidade finde e traga sofrimento. Optam por deixar as coisas como estão, que assim, pelo menos, elas sabem o que está acontecendo e sabem administrar.

Todos têm diariamente inúmeras chances de fazerem algo novo. O processo evolutivo, de desenvolvimento individual, é baseado nas mudanças e nos novos aprendizados.

E você, como lida com seus medos? Seu medo paralisa você ou suas necessidades o impulsionam?

"Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez"( William Shakespeare).



17 Março 2018 08:15:00

Por que estou aqui? Qual é o meu valor? Tenho algum valor essencial? Tenho algum objetivo? Essas são questões fundamentais para nossa sobrevivência. Elas são as "grandes questões" da vida. Como você responde a estas perguntas decide como você vê e trata o mundo. Visto que você é uma parte do mundo e como você vê o mundo também determina como você vê e cuida de si. Assim, é importante que resolvamos estas questões. Respostas erradas à perguntas importantes não são úteis.

Nós nascemos diariamente neste mundo, acordamos e damos início a um novo dia. Assim que acordamos, nossa mente começa a nos dizer o que fazer.

Na primeira aula de administração que eu fiz na vida, um grande e sábio professor disse: "Vocês estão aqui para aprender e tirar uma nota boa; eu estou aqui para fazer vocês pensarem como administradores". Não entendi direito o que ele tentou dizer; Imaginei, como seguramente muitos de vocês imaginarão agora, que a administração é uma área do conhecimento humano que lida com pessoas, dinheiro, informações, taxas de juro, mercado nacional e internacional, inflação, etc. Não é. Administração é uma forma de ler o mundo. Assim como a história explica o presente pelo que aconteceu no passado. Assim como a sociologia clarifica o mundo pelo comportamento de sociedades. Assim como a psicologia nos revela o mundo considerando as motivações inconscientes que motivam o comportamento de indivíduos. A administração lê o mundo através de algumas ferramentas que nos auxiliam na sua descoberta e compreensão.

Algumas pessoas veem administradores falando sobre outras áreas do conhecimento e se ressentem da impertinência desse progresso sobre outras áreas do saber. Não percebem justamente que as hipóteses que norteiam a criação do novo homem moderno e a caixa de ferramentas estatísticas que são normalmente usadas para decifrar índices, taxas de juro ou de retorno de investimento podem ser também aplicadas a qualquer situação. Assim como se pode falar de história, psicologia ou sociologia da educação, também se pode falar da administração da educação.

Mas o que faz a administração da educação? Basicamente, duas coisas. Primeiro, analisa o impacto da educação sobre questões econômicas (renda, crescimento econômico, desenvolvimento econômico e social, qualidade de vida, desigualdade social, ...) e vice-versa. E, segundo, utiliza-se de suas ferramentas, as análises estatísticas e de cenários, para analisar a própria educação, determinando quais variáveis são, relevantes ou significativas, para determinado resultado.

Um sociólogo pode apresentar amplas teorias sobre, por exemplo, a relação entre educação e criminalidade. Um administrador pegará uma variedade de dados como taxas de escolaridade, renda, idade, índices de homicídio, por exemplo, e atrelará a outras incontáveis variáveis que podem influenciar sua relação e analisará todas elas, buscando compreender se há ou não uma relação entre educação e crime, educação e baixo desenvolvimento econômico, ou quanto um explica o outro e quais são as outras questões relevantes.

"Ser administrador é vivenciar, a cada dia, a possibilidade de ser um agente de mudança, um ser protagonista na vida de organizações, pessoas e sociedades".



10 Março 2018 17:02:21

Não seja igualmente diferente, seja raro!

PRENDA O SABOTADOR E JOGUE A CHAVE FORA!

O mercado produz cada vez mais profissionais igualmente diferentes e de alto nível. Mas e agora, o que fazer para ser visto como destaque e trilhar o caminho rumo aos seus sonhos?

 Hoje vamos falar sobre escassez. Em tempos de crise, encontramos vários exemplos fáceis, como falta de vagas de emprego ou daquela graninha extra no final do mês para comprar algo que é puro desejo consumista.

Durante esse momento, cada vez mais os consultores de carreira aparecem na mídia, falando que é o momento de se qualificar, ou seja, sair de onde você está e ir a um novo patamar!

 Se repararmos com alguma atenção, o mercado produz cada vez mais profissionais igualmente diferentes e de alto nível. "Mas o que é isso?", você me pergunta! É aquela pessoa que tenta se diferenciar ainda que dentro das opções escolhidas por todos.

Ainda não pegou? É aquele currículo que vai seguir somente a ordem: ensino médio, graduação, MBA. Tudo nas melhores instituições de ensino, com os cursos mais atualizados do momento e mais fluente em inglês do que um morador dos EUA. Mas o que tem de errado nisso? Está sendo diferente, mas dentro do caminho que todo mundo escolhe.

Se você quer estar no topo, preocupe-se, sim, em sempre buscar ser a melhor versão de si mesmo, se desafiar, mas busque também sempre se tornar uma raridade.

Um exemplo prático disso é o futebol brasileiro. Segundo relatório de 2016, divulgado pela CBF, um total de 82,40% de jogadores brasileiros ganham até R$1.000 de salário. E se, basicamente o esporte é o mesmo, variando as posições, qual o motivo disso? A raridade. O jogador de meio milhão em salário tem algo incrivelmente único e destacado!

E você, o quanto você é raro no seu mercado? O quanto, ao ler o seu currículo, você vai olhar e perceber: além de ser bom, eu sou raro. Eu tive experiências que poucos tiveram. Eu busquei resultados alcançados por poucos. Eu criei oportunidades, que olha, duvido outro também ter.

E nessa hora em que você está tão empolgado, aparece o ladrão de sonho. Ele se chama sabotador, e está gritando que isso não é pra você, que isso é pra quem está bem empregado, ou pior, precisa ter dinheiro para essas coisas! Pare! Chame a polícia da sua mente, prenda o sabotador e jogue a chave fora!

Quer ver alguns exemplos rápidos de coisas a fazer que te tornam raro? Envolva-se em um voluntariado que tem a ver com a sua linha de trabalho, empenhe-se com o seu conselho regional, comprometa-se com um projeto que resolva os problemas da sua universidade ou sociedade, sugira e execute projetos que melhorarão sua empresa. Pegue a ideia que vai revolucionar a sua empresa e que custará apenas o seu tempo e toque-a!

Só realmente não ache que será fácil ser raro, senão todos seriam. Os melhores batedores de faltas do futebol treinavam por horas, sozinhos, depois dos treinos, quando o time todo já tinha ido embora. Não era obrigação, mas viraram referência naquilo e alcançaram sucesso mundial.

Você pode ser diferente e único dentro do senso comum e chegar ao máximo onde todos chegam, ou ser raro, e chegar aonde você quer chegar e só você pode alcançar: o seu sonho.


03 Março 2018 12:10:00


(Foto: Divulgação)


"Através dos passos alternados de perda e ganho, silêncio e atividade, nascimento e morte, eu trilho o caminho da imortalidade" (Deepak Chopra).

Um amigo tem uma ideia peculiar sobre o que é ser imortal: se você deixou uma obra que irá durar para sempre, será imortal. Você pode ser um escritor, um pintor, um escultor, um cantor... Enfim, um artista que, mesmo depois de morto, será lembrado por suas obras e, portanto, será imortal.

Partindo desse conceito, será que só os artistas são imortais? Penso que não. Afinal, posso deixar meu legado através de exemplos, de ideias, de atitudes. E mesmo não tendo deixado uma obra física para ser lembrada, posso alimentar um ideal, que poderá ser imortal.

Na sociedade em que vivemos, podemos deixar o exemplo da imortalidade pela nossa conduta.

Se nunca passamos no sinal vermelho, se não insultamos as pessoas no dia a dia, se buscamos ser mais justos e corretos, será que não estamos deixando um exemplo para sempre?

Se lutarmos por um ideal que se traduz em nossas ações, não seria esse ideal imortalizado por nós e por todas as pessoas que também o seguem? Se tivermos coragem de rever nossas atitudes, de reformular nossas ideias, de admitir nossos erros e louvar nossos acertos, não seriamos imortais na lembrança de todos que conviveram conosco?

Se da vida nada se leva, posso concluir que deixamos algo. E obviamente não é de matéria que estou falando. Deixamos afeto, carinho, ideias, exemplos, lembranças, valores e uma infinidade de coisas que nos fazem especiais, simplesmente por sermos únicos.

Todos somos substituíveis em nossas funções, mas somos insubstituíveis por sermos nós. Ficar com aquela sensação de inferioridade, sempre se comparando a alguém de nosso convívio, pode ser altamente prejudicial à nossa inteligência emocional. Seja essa pessoa do seu trabalho, algum vizinho, um parente que seja mais bem sucedido que você.

É importante nos conhecermos melhor, para podermos nos amar sempre mais e mais. Aceitar-nos da maneira como somos e a forma como pensamos faz parte do autoconhecimento, do amadurecimento e de sua evolução como ser humano, pois, a partir do momento em que nos conhecemos melhor, somos capazes de compreender melhor quem está ao nosso redor, o que torna todos os tipos de relações que temos com os demais muito mais saudáveis.

Conforme seu autoconhecimento aumenta, sua vida também melhora.

É possível parar de se comparar com as outras pessoas e, com a ausência de comparação diária, nossa vida passa a ter muito respeito próprio, leveza, liberdade, alegria, saúde mental e, consequentemente, a tão sonhada felicidade.

Não há nada mais autodestrutivo do que ficar comparando-se com os outros. Isso é um grande atraso de vida, é algo que pode lhe causar dor e uma angustiante sensação de pequenez diante do próximo, pois, enquanto você se ocupa olhando o que está acontecendo na vida do outro, não dá a devida atenção para a sua própria vida, logo, não coloca seus planos em andamento. Pense nisso!



JORNAL "A SEMANA"
Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida
89520-000  -  Curitibanos/SC  -  (49) 3245-1711