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Suicídio

23 Junho 2018 09:57:00


  Chamou a atenção a morte por suicídio de pessoas famosas, como noticia a imprensa, ocorridas nos Estados Unidos e também na Europa, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a promover medidas de prevenção dessas ocorrências, que ganham volume com o tempo.

Segundo a OMS, cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio a cada ano, sendo esta a segunda causa de morte de pessoas entre 15 a 29 anos.

Nos Estados Unidos 45 mil suicídios ocorreram em 2016, verificando-se expressivo aumento em relação a anos anteriores, fenômeno que acontece, de um modo geral, no mundo inteiro. Suas causas, conjecturam especialistas, são atribuídas a diversos fatores, como a guerra, desastres naturais, crises financeiras, abuso sexual e etc.

Por ser de etiologia variada, o autocídio está presente em todas as nações e em todas as camadas sociais. Pessoas carentes materialmente o cometem, assim como em meio aqueles a quem nada falta de conforto material e que, por razões outras, sentem-se baldos de tudo.

A FÉ CONSTITUI FORÇA PODEROSA QUE MANTÉM O HOMEM SEGURO NA TRAVESSIA DA EXISTÊNCIA PLANETÁRIA

Nos países nórdicos, como no restante da Europa, bem assim nos Estados Unidos, de maior desenvolvimento socioeconômico, a triste ocorrência é acentuada, marcada pelo paradoxo de que nada falta àquelas pessoas e, ao mesmo tempo, carecem de tudo ou do mais importante.

No Brasil a mesma tendência, ocupando o primeiro posto na estatística de suicídios o Rio Grande do Sul, seguido de Santa Catarina, dois estados de boas condições econômicas e sociais, com melhor índice de desenvolvimento humano em comparação com outras regiões do país.

Isso demonstra que a situação de ordem material e intelectual, por si só, não preserva o ser contra graves desequilíbrios emocionais, estados mórbidos que têm seu clímax no suicídio, daí a necessidade de busca pela completude ou plenitude, não alcançada com a vida material. Sendo o homem um ser imortal, seu patrimônio não se restringe às coisas deste mundo, por isso experimenta o vazio que estas deixam atrás de si, com a sensação de miséria em meio, muita vez, à opulência.

As religiões têm auxiliado na busca do equilíbrio e da fortaleza moral necessária a todos para o enfrentamento das vicissitudes da vida com intrepidez, sem cogitar de por fim à vida. A fé constitui força poderosa que mantém o homem seguro na travessia da existência planetária.

Agora também a ciência está em alerta, recomendando especialistas a adoção de políticas públicas mundiais para a prevenção do mal, com campanhas de esclarecimento e de valorização da vida.

Deveras, é a vida o maior patrimônio do ser e precisa ser valorizada pela ciência, pela religião, por ortodoxos, liberais despojados, ateus e outros, todos conscientes contra o suicídio.


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