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VERSO E REVERSO

Redutores de velocidade

16 Outubro 2018 16:15:00


(Foto: Marcelo Martins/PMB)/

As rodovias deste País têm se tornado palco de lamentáveis acontecimentos, com perdas irreparáveis, como são as vidas humanas ceifadas nessa batalha sangrenta que se trava no trânsito de veículos. 

Nos feriados prolongados verifica-se a tragédia anunciada, em que um grande número de acidentes ocorreram e que acarretaram também um grande número de mortes, situação que se repete e se agrava a cada ano. 

À análise das causas de tão triste realidade sobressai a imprudência dos condutores, manifestada principalmente pelo excesso de velocidade, aliada ainda à ingestão de álcool e a outros fatores. 

A legislação de trânsito com regras claras sobre o trânsito seguro e com previsão de sanções relativamente graves, bem como as constantes campanhas educativas, não se mostram suficientes à necessária conscientização para uma conduta cautelosa no trânsito. 

Frente a este grave estado de coisas, a reclamar providências outras, as autoridades competentes decidiram por distribuir pelas rodovias com maior número de acidentes equipamentos eletrônicos para controle da velocidade, as chamadas lombadas eletrônicas. 

Em Santa Catarina, segundo informação preliminar, haverá expressivo número desses controladores de velocidades, nas rodovias federais e estaduais, ao fundamento de que onde há maior controle da velocidaDe verifica-se um reduzido número de acidentes graves. 

A medida é impopular, a princípio, porque o cidadão está mais sujeito a penalidades de trânsito, além de que tem ocorrido fraudes em licitações de tais serviços. Todavia, dos males opta-se pelo menor. Faz-se necessária medida para preservar o bem maior que é a vida, sendo secundários todos os outros questionamentos. 

Lamentavelmente, as ocorrências no trânsito revelam a baixa edu- cação para o tráfego de veículos, o que reclama a providência de maior fiscalização, achando-se a mesma legitimada pelos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. 

A expectativa é de que efetivamente a redução compulsória da velocidade, acrescida à limitação legal e geral das rodovias, produza o efeito benéfico de preservar vidas e evitar outros danos. 

Também na zona urbana impõe-se a limitação da velocidade, sem o que o ambiente das cidades torna-se um campo de batalha, com disputas inconsequentes por tempo e espaço, ausente a preocupação com os danos que possam advir dessa conduta. 

Em Curitibanos, há ainda, a necessidade de compreensão do trânsito preferencial pelas rotatórias, entendendo alguns motoristas que transitam pela Avenida Rotary estarem em via preferencial e assim cruzam as rotatórias senhores de si, sem diminuição da velocidade. Há também o excesso de velocidade de muitos veículos em trânsito pela Rua Altino Gonçalves de Farias. 

Enfim ,que a educação para o trânsito tem muito a realizar para tor- nar as rodovias e vias urbanas locais de deslocamento pacífico e seguro 


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