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VERSO&REVERSO

Processo eleitoral

24 Outubro 2018 12:41:00


(Foto: Divulgação) /

Própria do regime democrático a eleição, para a escolha direta de governantes e de representantes do povo no Poder Legislativo, é um mal necessário e menos pior que outras formas de elevar pessoas ao poder. 

O que acontece em período eleitoral, especialmente quando há segundo turno, é um enfado com a política, com as falas, promessas, ataques e etc. Tudo vai se desgastando e cansando o eleitor, que já não quer ouvir discursos de quem tudo vai resolver, opiniões de comentaristas da imprensa, debates e coisas mais ligadas à eleição. 

O período de campanha foi reduzido e parece saudável para a própria democracia nova redução, com a realização do segundo turno após pequeno intervalo do primeiro, tempo suficiente para os candidatos demonstrarem suas propostas, já expostas no primeiro turno, reduzindo o tempo com falas e atos que nada acrescentam ao processo eleitoral. 

Enquanto isso, em que todas as atenções se voltam aos candidatos, disputas, pesquisas, o Brasil para, o Congresso Nacional nada delibera, o Governo não adota medidas e políticas necessárias por ser fim de mandato e tudo o que é de interesse da população é postergado para o novo Governo. 

E o novo Presidente da República, ao assumir, deparar-se-á com a grandiosidade dos desafios de governar o país, gastando um período relativamente longo para situar-se no comando da nau do Governo e para formar a sua equipe de administração, o que exigirá conversas e compromissos de apoio. 

E as graves questões nacionais, como medidas de estímulo à economia e outras políticas relevantes permanecem relegadas para momento oportuno, após a baixa da poeira, ficando o povo na expectativa de que, enfim, o Brasil possa andar, com um Governo atuante. 

O crescimento econômico, a facilitação de investimentos, desoneração fiscal, são clamores da classe empresarial, bem como da classe trabalhadora e também de "outros". Todas aspiram por um Brasil com oportunidades, de melhor qualidade de vida, o que requer ação e trabalho. 

Nos Estados onde há segundo turno, a situação é semelhante, apenas medidas menores para fechamento do mandato, represando-se ao novo Governador diversas questões graves que exigem posição e medidas governamentais. 

Se esse tempo de marasmo administrativo servir para conduzir governantes éticos, capazes e operosos ao poder, ainda há um consolo para a população. Pior se os governos não tiverem bom comando e se frustrarem as expectativas das pessoas. 

Neste contexto, em meio a algumas promessas inexequíveis dos candidatos, o melhor a fazer é manter a esperança no Brasil e pedir a Deus pelos novos governantes, para que tenham sabedoria e a coloquem em ação em favor dos governados, legítimos titulares do poder político 


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