Curitibanos,
35anos barrra.png
35anos barrra.png
  
Zuquelo.png

Paralisação dos transportadores

26 Maio 2018 00:05:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Mais uma vez os transportadores rodoviários autônomos de cargas veem-se na contingência de paralisar suas atividades em protesto contra o alto custo do diesel, que não é suportado pela categoria. 

Após as vicissitudes porque passou a Petrobrás, solapada pela corrupção, quer parecer que a sua nova gestão tenha adotado uma política austera, com repasse dos custos dos combustíveis, mesmo que com impacto negativo na economia nacional e também na inflação.

Com efeito, os combustíveis derivados do petróleo são comodites, cujos preços obedecem ao mercado internacional e ficam sujeitos a diversos fatores, como o volume de produção, a taxa de câmbio e etc.

Nos últimos tempos, com a alta do dólar, os combustíveis tiveram frequentes reajustes, batendo o preço da gasolina a casa dos R$ 5 por litro, o que onera sobremaneira diversas atividades e causa apreensão social. Por igual, o óleo diesel atingiu preço altíssimo, com ainda maior impacto nos custos de produção e de transporte.

Necessário que as autoridades governamentais busquem uma solução que possa amenizar a crise, possibilitando a retomada do transporte e do abastecimento, com viabilidade da atividade de transportes rodoviários.

Diversos setores amargam esse aumento de custo, sendo o mais prejudicado o de transportes rodoviários de cargas, que utiliza o diesel como insumo básico da atividade, sem outras alternativas. A considerar que inocorre o repasse automático do custo do diesel para o valor do frete, experimentam os transportadores momentos de aflição.

Têm razão em mobilizar-se e demonstrar, mediante protestos, que a situação presente é insustentável e que a atividade está inviabilizada. Deveras, em alcançando o custo do combustível 60% do valor do frete, como é relatado pela classe, convém paralisar os veículos cargueiros a bem de prevenir maiores prejuízos.

Com a parada, mesmo que parcial, o desabastecimento já se faz sentir. Diversas mercadorias e produtos não são repostos nos estabelecimentos comerciais e alguns já estão em falta. Também os combustíveis estão nesta perspectiva, em persistindo o movimento dos transportadores.

Conquanto a nossa solidariedade para com a sofrida classe dos transportadores, a questão é de solução complexa, compreendendo-se que a recuperação da Petrobrás requer a adequação dos preços internos aos internacionais, enquanto que esse repasse de custos tem um efeito nefasto na economia e põe por terra o transporte rodoviário.

Também o setor primário é duramente golpeado com o incremento do preço do diesel, grandemente utilizado nas atividades agropecuárias, agravando a já difícil situação de produtores de alho e de feijão.

Necessário que as autoridades governamentais busquem uma solução que possa amenizar a crise, possibilitando a retomada do transporte e do abastecimento, com viabilidade da atividade de transportes rodoviários.

JORNAL "A SEMANA"
Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida
89520-000  -  Curitibanos/SC  -  (49) 3245-1711