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INFLAÇÃO

13 Janeiro 2018 15:51:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Os brasileiros, aqueles com idade superior a 25 anos, têm certo trauma em relação à inflação, tendo em vista os períodos conturbados da década de 1980 e início dos anos 1990, em que a inflação brasileira teve seus picos, chegando aos 80% ao mês, tempo em que houve os malogrados planos econômicos para conter a desvalorização da moeda. 

A partir da implantação do Real como moeda, o Governo conseguiu controlar a inflação, sendo que, ao chegar aos dois dígitos em 2015, produziu grande apreensão diante da possibilidade de retorno do fantasma que atormentou o povo durante tanto tempo.

Uma boa notícia para este início de ano é a de que a inflação de 2017 fechou em 2,95% anuais, menor índice desde 1998. A meta governamental para a inflação de 2017 era de 4,5%. Trata-se de um número bastante positivo, pois que a maior preocupação das autoridades e da classe trabalhadora é com o poder de compra do salário, que é preservado com a baixa inflação.

INEGÁVEL QUE A BAIXA INFLAÇÃO CONSTITUI ALENTO PARA O POVO

O índice utilizado é o IPCA, que mede os preços de produtos e serviços ao consumidor. O preço dos alimentos contribuiu para a baixa do índice, devido à estabilização e queda de diversos alimentos, enquanto que outros produtos, como combustíveis, gás, serviços em geral, preços públicos, tiveram significativo aumento, situação que faz com que a baixa inflação seja menos percebida pelo consumidor. Para o trabalhador, mostra-se de maior relevância o menor custo da alimentação, por tratar- se de necessidade primeira de toda a pessoa.

Também o índice que reajusta os aluguéis, o IGP, apresentou queda de 0,52% no acumulado de janeiro a dezembro de 2017, o que favorece a renovação dos contratos de locação. A rigor, os contratos com renovação em janeiro/2018 teriam seu valor reduzido em 0,52%, o que, na prática, não deve acontecer, sendo mantido o mesmo valor locatício.

Conquanto o custo de vida ainda esteja alto e o dinheiro curto para as famílias, inegável que a baixa inflação constitui alento para o povo e para o governo, propiciando expectativas positivas para o ano, especialmente com o crescimento da economia e o retorno dos postos de trabalho fechados no período de crise.

Necessário é ter-se sempre austeridade com o orçamento pessoal e familiar, evitando-se o consumismo desenfreado para poder, com relativa facilidade, fazer frente às despesas de início de ano, com impostos, material escolar, resíduos de gastos de final de ano, etc, etc.


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