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VERSO E REVERSO

Endividamento

07 Novembro 2018 11:13:00


(Foto: Divulgação )/

Houve recentemente a informação de que o Estado de Santa Catarina coloca-se em primeiro lugar no ranking da geração de emprego, em números proporcionais, verificando-se a falta de mão de obra em alguns segmentos da economia. 

E, como sabido, o emprego é gerador de renda e de ascensão socioeconômica, daí que, com base nos números divulgados pelo Ministério do Trabalho sobre o nível do emprego em Santa Catarina, a situação econômico/financeira da população haveria de ser satisfatória. 

Entretanto, existe uma ampla queixa do comércio e da prestação de serviços de que "tudo está parado", pela falta de dinheiro em circulação, ou seja, as pessoas, de um modo geral, estão desprovidas de poder de compra. 

É verdade que a elevação do custo de vida a todos atinge, com ênfase para a população de baixa renda, que mais padece os efeitos do aumento de preços, fazendo-se necessário maior volume de recursos do orçamento doméstico para a mantença da família. 

Esta pode ser uma justificativa para a situação de relativa estagnação, mas a sua principal causa parece ser o grau de endividamento da população, atraída pelo consumismo através de fortes apelos, que de- movem as resistências dos menos convictos. 

De reconhecer que o consumo traz benefícios, uma vez que aquece a economia e possibilita novas oportunidades. O que se mostra prejudicial à própria economia e em especial às famílias, é o consumo superior aos ganhos, o que acarreta inadimplência e pagamento de juros altos. 

A orientação de especialistas é que se mantenha sempre um superávit, aplicando-se em poupança alguma parcela dos recursos auferidos. Não sendo isso possível, que as obrigações assumidas com o consumo fiquem limitadas à renda. 

Nos últimos tempos uma nova facilidade foi apresentada ao consumidor, que é o cartão de crédito, com a possibilidade de pagamento da fatura mensal pelo seu valor mínimo, acumulando-se mês a mês um saldo devedor sujeito a altíssimos juros. 

A compulsão para as compras e de posse de um cartão de crédito, muitas pessoas se afundam no endividamento, entrando em insolvência civil, pela incapacidade de satisfação do montante dos débitos com a renda e com o patrimônio. 

Também contribuem para o consumo desequilibrado os empréstimos consignados para o funcionalismo público e para aposentados e pensionistas, atraídos, os incautos, pela facilidade desse crédito, vindo a comprometer a renda por longos anos, sem um justo proveito. 

A qualidade de vida das pessoas reclama atenção também neste aspecto, o do equilíbrio das finanças, para que obrigações de satisfação difícil não venham a afetar o estado emocional do devedor e de sua família, prejudicando ainda a saúde física. 

Necessária austeridade nesta questão. Completa consciência da capacidade de consumo da família, não podendo extrapolar o limite dos ganhos, pena de graves inconvenientes. 


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