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OPINIÃO

Efeitos da crise

Que o Brasil retome o caminho do crescimento e possa propiciar vida digna a todos


(Imagem: divulgação)/

A crise econômica e também política acarreta efeitos indesejáveis, especialmente à população mais desfavorecida, vez que as dificuldades para aferição de renda e para a mantenção da família se tornam mais acentuadas nesses tempos. 

Um dos setores em que mais se evidencia a anormalidade econômica é dos serviços, a prestação de serviços realizada sem a relação de emprego, geralmente por profissionais autônomos ou informais.

O nível de emprego formal sofre igualmente com a instabilidade do momento, sendo o declínio da atividade  econômica a causa do fechamento de postos de trabalho  e da ausência de contratações. 

Já no setor de serviços, em decorrência da diminuição de dinheiro em circulação, muitos trabalhos eventuais que comumente eram cometidos a prestadores, ou não são realizados ou são executados pelas próprias pessoas que anteriormente contratavam terceiros prestadores. Deste modo, verifica-se a falta de trabalho para autônomos de um modo geral, equiparando-se esses prestadores a trabalhadores desempregados, com graves consequências para a economia, pela diminuição do consumo e pela inadimplência de obrigações. 

Assim, por exemplo, a lavação de automóveis, serviço próprio de prestadores que, em tempos de crise, sofre queda, sendo, em muitos casos, prestados pelos próprios proprietários de veículos para conter custos. Do mesmo modo os serviços de jardinagem, encanamento, eletricidade e serviços gerais sofrem com a retração da economia.

Analistas apontam que muitos serviços deixaram de ser terceirizados, que construtores que contratavam auxiliares passaram a executar os serviços antes contratados, pela queda dos serviços maiores, ou seja, o contratante passou a ser o prestador, o que acarreta mão de obra ociosa, em condições idênticas a trabalhadores formais desempregados. 

Urge, portanto, que o Brasil retome o caminho do crescimento e possa propiciar vida digna a todos os trabalhadores, formais, informais e autônomos.   Não desejam os trabalhadores auxílios do governo, seguro-desemprego ou algo que o valha, apenas trabalho digno, com o qual possam manter-se com dignidade, ganhando o pão com o suor do seu rosto, consoante assertiva bíblica. 

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