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Educação

03 Março 2018 12:05:00


(Foto: Divulgação)

A educação tem sido preocupação geral dos governos, conscientes de que é pela formação do ser humano que o desenvolvimento acontece.

No Brasil há norma constitucional compelindo os gestores públicos a destinarem percentual da arrecadação na educação, com vistas à sua melhoria e ao atingimento de melhores índices de desenvolvimento. Em países com melhores condições socioeconômicas, a educação se apresenta bastante aprimorada, possibilitando o avanço da ciência e da tecnologia, ferramentas do progresso das sociedades.

A educação no Brasil passa por uma crise de identidade, não tendo claro o rumo a seguir.

Houve o desejo de ruptura com o modelo tradicional reinante durante o período da ditadura militar, entendendo os pensadores que esse modo de o professor transmitir conhecimentos e o aluno mais ouvir para aprender era arcaico e precisava aprimorar-se.

Não esperavam, por certo, que o modelo de construção do conhecimento pelos próprios educandos com a orientação do professor, conferindo-lhes maior liberdade de pensar e de expressar-se, suprimindo a disciplina rígida do passado, possibilitasse o fenômeno nacional da indisciplina e como que uma perda de controle nas escolas do país.

Professores ainda repletos de ideais, mas coagidos e temerosos por comportamentos violentos de alunos, altaneiros pela falsa ideia de proteção pelo Conselho Tutelar e de que nada pode ser feito em relação a crianças e adolescentes, tudo aliado ao apoio de pais nesse enfrentamento com professores e autoridades da escola, gerando um clima de insegurança e um desgaste físico/emocional acrescido aos trabalhadores da educação, com resultados negativos para a educação brasileira.

Há ainda a obsessão de certas autoridades educacionais e de pessoas ligadas ao meio pela ideologia de gênero, golpeando a natureza para, em diversos casos, desconsiderar o sexo conferido pela ordem natural e franquear à pessoa, crianças e adolescentes, escolhas outras, sem que alguém possa insurgir-se contra essa política, pena de ser taxado de homofóbico e antiquado, impondo-lhe calar o "preconceito".

Em meio a essas preocupações e discussões, a educação brasileira apresenta resultados desanimadores.

Segundo estudo do Banco Mundial, nesse ritmo, a nossa educação só vai equiparar-se à dos países desenvolvidos no prazo de 260 anos, no quesito leitura, e no prazo de 75 anos para a matemática.

Ainda segundo o estudo, surpreendentemente, o Perú e o Vietnã conseguiram significativos progressos educacionais mediante a adoção de políticas de valorização do professor, avaliação dos sistemas, melhoria da gestão de escolas e investimentos na educação básica.

Há que se pensar e, talvez, repensar o modelo, especialmente para o restabelecimento da disciplina escolar, diante da constatação de que alunos concluem etapas escolares sem estarem alfabetizados ou, se leem, não interpretam os conteúdos, e ainda não sabem operações básicas de matemática. Pode que decorar a taboada não seja tão fora de contexto assim.


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