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Verso&Reverso

Aposentados - consignação

20 Setembro 2018 16:07:00


(Foto: Divulgação) 


A partir do aumento da margem consignável para 30% dos proventos dos aposentados do Regime Geral da Previdência Social, verificou-se um fenômeno de tomada de crédito consignado por esses trabalhadores inativos e um preocupante nível de endividamento. Conquanto o comprometimento da renda seja limitado a 30%, tendo em vista a longevidade de certos contratos, que chegam a 72 meses, acarreta alto sacrifícios o decote dos ganhos por um longo período.

Quando do aumento da margem consignável noticiou-se como uma conquista, após reivindicação da Associação dos Aposentados. Quer parecer que a referida Associação, bem como o Conselho da Previdência desconhecem o nível de endividamento de grande parte dos aposentados, que, mal orientados ou induzidos por familiares, por vezes inescrupulosos, tomaram empréstimos de longo prazo, sem o benefício correspondente ao sacrifício imposto aos seus proventos.

Necessário ter em mente que os aposentados, de um modo geral, são pessoas hipossuficientes tecnicamente, em face da idade e da saúde debilitada de muitos, por isso que não têm a noção exata da extensão do comprometimento financeiro a que se lançam.

É fato notório de que aposentados, por terem contraído irrefletidamente tais obrigações, passam por sérias privações em suas necessidades básicas, como de alimentação e de medicamentos, por largo período, de até 60 meses, que é a duração de certos contratos.

A propaganda apelativa de crédito fácil para aposentados e pensionistas constitui uma perigosa possibilidade de endividamento e que acarreta frequentemente graves aborrecimentos áqueles que assim comprometem parte substancial de seus ganhos.

Verifica-se que pessoas idosas são vítimas de algumas situações envolvendo seus ganhos de aposentadoria/pensão. Frequentes aos casos de familiares que induzem essas pessoas hipossuficientes a realizarem esses contratos de crédito consignado, revertendo o valor para filhos ou netos, sendo constatado ainda casos em que o cartão magnético para recebimento do benefício passa às mãos de familiar, ficando o idoso desguarnecido, com a informação de que o seu benefício fora suspenso.

Recomendável que os aposentados sejam orientados a adotarem atitude parcimoniosa quanto a esse crédito facilitado e que aqueles mais idosos sejam tutelados contra as investidas de familiares que, sem escrúpulos, lhes solapam parcial ou totalmente os ganhos.

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