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Alho

05 Maio 2018 07:00:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)


É por todos reconhecida a importância do agronegócio para a economia da nação, tendo a sabedoria popular assentado que "se o campo vai bem, a cidade também vai", constituindo a assertiva grande verdade diante da constatação, ao longo do tempo, de que os bons ou negativos números da economia estão frequentemente ligados à atividade primária. São reiteradas as notícias de que o agronegócio é responsável pelo bom desempenho da balança comercial e pelo crescimento da economia. 

A atividade agrícola, entretanto, está sempre sujeita a vários fatores de risco, a começar pelo tempo, necessitando das chuvas regulares e dos períodos de Sol, para o plantio, desenvolvimento e colheita, o que nem sempre ocorre, com sérios prejuízos.

Conseguida a produção, após muito investimento e esforços, depara-se o produtor com a insegurança do mercado, no tocante aos preços de seus produtos, bem como na venda segura dos mesmos. Desde sempre, os preços dos produtos agrícolas oscilam, porque sujeitos a preços internacionais, como ocorre com a soja, ou em razão de situações internas do mercado, como superprodução ou baixa produção, que ditam comportamentos do mercado, pela lei da oferta e da procura.


"O GOVERNO FEDERAL DEVE BUSCAR UMA ALTERNATIVA PARA SALVAR ESSA PARTE DA ECONOMIA NACIONAL."


Enfrenta ainda o produtor rural a insegurança na comercialização, temendo entregar a produção para aventureiros que aparecem e conquistam a sua confiança, até que lhe solapam a produção para nunca mais aparecerem.

Por fim, se, de um lado, as commodities agrícolas impulsionam a economia brasileira, têm o seu contraponto que é a entrada do alho estrangeiro que aqui chega para arruinar os produtores internos, influenciando muito negativamente o mercado com seus preços reduzidos. Presentemente, vive-se novamente o drama da importação de alho, de funestas

consequências para atividade produtiva interna, cuja produção não encontra espaço no mercado, tomado que foi pelo produto importado.

O comércio internacional, especialmente nossas exportações, trazem expressivos benefícios para a economia brasileira, vez que mandamos para o exterior carne, soja, algodão, suco de laranja, açúcar e outros. Necessário, porém, encontrar-se uma solução para essa situação do alho, para que os produtores possam prosseguir com a atividade, com a mínima segurança de que não terão acrescida aos vários riscos que envolvem a produção a inglória concorrência do produto importado.

Deste modo, de toda justeza a manifestação da classe produtora rural havida no último dia 25/4, com desfile de tratores pelo centro da cidade no intuito de alertar as autoridades governamentais para a gravidade da situação.

Não se pode pensar somente em exportar nossos produtos. A bilateralidade das relações comerciais internacionais é da sua própria essência, contudo, o Governo Federal deve buscar uma alternativa para salvar essa parte da economia nacional tão afetada pela importação do alho.


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