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Agrotóxicos

11 Novembro 2017 14:21:00

Elton Zuquelo


"Necessário que haja uma educação alimentar, na escola e na sociedade" (Foto: Divulgação)

Desde que a agricultura deixou de ser artesanal e passou a utilizar tecnologias de produção em larga escala, surgiu o inconveniente dos produtos químicos empregados na atividade produtiva.

No período inicial dessas inovações tecnológicas, por desconhecimento das autoridades responsáveis, eram liberados e utilizados produtos de alta toxidade e que causaram sérios danos a humanos e ao meio ambiente. Na sequência, o Ministério da Agricultura passou a disciplinar a comercialização e uso de produtos químicos para a agricultura, proibindo aqueles que outros países já vedaram, instituindo as tarjas de identificação, sendo aqueles de tarja verde de menor potencial de agressividade ao homem e ao meio.

Mesmo com esse controle, o fato é que ainda os produtos alimentícios hortigranjeiros recebem altas quantidades de agrotóxicos, sem que se saiba se de acordo com as normas estabelecidas para tolerância ou além dos seus limites. Também é provável que substâncias proibidas sejam comercializadas clandestinamente, sem que a sua lesividade seja conhecida pelo homem rural.

Porque a questão respeita à saúde pública e à qualidade de vida da população, as autoridades públicas e os meios de comunicação estão constantemente alertas, com fiscalização e orientação, para que os consumidores saibam fazer suas escolhas alimentares.

A propósito, não deve o consumidor se impressionar com a aparência dos produtos, devendo suspeitar daqueles perfeitos, deslumbrantes, porque, muito provavelmente, receberam tratamento químico para chegar a essa condição.

Dar preferência aos hortigranjeiros sem essa perfeição e com sinais de convívio com outros seres da natureza.

Por sua vez, o Governo de Santa Catarina irá introduzir, a partir do próximo ano, um percentual de alimentos orgânicos na merenda escolar da rede pública, com aumento gradual nos anos seguintes, objetivando a melhoria da alimentação dos estudantes.

Necessário que haja uma educação alimentar, na escola e na sociedade, para conscientização da população e não sirva esta de massa de manobra consumista, sem capacidade de bem escolher os alimentos para a família, verificando-se, nesta parte, um certo paradoxo, em que famílias de inferior nível socioeconômico, utilizando alimentação mais simples, acabam por melhor alimentar-se do que outras, de melhor poder de compra, e que se valem de muitos produtos industrializados, prejudiciais à saúde.

Importantes as políticas públicas para a produção agrícola e para a comercialização, referentes ao uso de agrotóxicos, produtos permitidos e proibidos, níveis de tolerância, descarte de embalagens e etc., bem como de conscientização da população para evitar aquilo que lhe seja mais prejudicial.


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