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AGRONEGÓCIO

21 Julho 2018 09:00:00


  Já há considerável tempo a economia do Brasil se apoia no agronegócio, setor em ascensão, especialmente pelas exportações de seu produtos, que geram importantes divisas para o país.

  Com efeito, as comodites brasileiras, como carnes, grãos, suco de laranja, café e etc, aparecem em diversos países, possibilitando um aumento de produção com a manutenção dos preços, de acordo com o mercado internacional, sem as variações do mercado interno, mais suscetível à lei de oferta e procura.

  Quando se fala em exportação para logo vem à tona a questão da infraestrutura brasileira e do custo Brasil, ou seja, a logística de transporte e portuária, tidas como estruturas caras e ineficientes, o que prejudica a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.

  Notícias recentes dão conta da queda das exportações brasileiras de produtos agropecuários no mês de junho, ainda como reflexo da greve dos caminhoneiros, não só pela paralisação do transporte que impediu o embarque de produtos, como pelo tabelamento do frete, resultado do movimento dos transportadores.

  Já se falou neste espaço da justeza das reivindicações do setor de transporte, principalmente dos transportadores autônomos que retiram o sustento na prestação desse serviço, grandemente onerado nos últimos tempos, sem o repasse dos custos para o valor do frete. Quanto ao preço altíssimo do óleo diesel, esse custo afeta também outros setores a exemplo da agricultura.

  O tabelamento do frete visa resguardar o setor de situações que comprometam a viabilidade da atividade de transporte, assegurando um ganho mínimo, o que se mostra positivo para o transportador.

  Por outro lado, queixam-se os exportadores de que o alto custo do frete compromete a economia, resultando uma queda quase que geral das exportações no último mês de junho, por conta da maior dificuldade/ônus no transporte dos produtos. Também a inflação apresentou expressiva alta derivada da greve dos caminhoneiros.

  Questão do solução complexa a partir do modelo rodoviário de transporte adotado pelo Brasil, aliado às distâncias a percorrer com produtos sobre caminhões neste país continental.

  Apontam especialistas para as vantagens do transporte ferroviário, cujo projeto de reativação e ampliação iniciado em Governo passado parece não ter avançado, possivelmente pelas restrições orçamentárias. Por aqui havia a expectativa da ferrovia leste-oeste para escoamento da produção agrícola e industrial destinada à exportação, da qual não mais se houvem alusões.

  Enfim, para que o Brasil alcance maior desenvolvimento, com crescimento econômico consistente, necessário pensar-se na infraestrutura, definir-se o modelo de transporte, buscando-se soluções para sua eficiência e redução de custos, bem como melhor eficiência portuária. Não dá para "apagar fogo" em momentos de greve, sem a busca de solução para médio e longo prazo.


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