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NAS MALHAS DO COTIDIANO

Vivo pelas mãos

18 Outubro 2018 11:09:00


(Foto: Divulgação)/

Vivo pelas mãos.

Minha alma é feita de saudades,

Memórias,

Ilusões,

Esperanças violáveis.

Pelas mãos redijo a minuta de um sonho maior,

De objetivos insanos.

Ainda assim,

Com tal exação,

Que até me parecem

Prováveis.

Tudo consubstanciado através das mãos.

Não.

Não me sinto desvalida.

Totalidade interage sinergicamente:

Mão,

Papel,

Letra,

Lágrima doída.

É com prazer recôndito

Que escrevo coisas

Por vezes

Ociosas.

Dizem que sou elegíaca.

Quem sabe seja.

Gosto da elegia.

Esconjuro as alegrias

Injuriosas.

Conheço textualmente cada dor

Derramada.

Cada desespero

Vazado.


É uma transfusão entre mim,

A Vida,

O Papel,

O Nada,

O Absurdo.

A tal sinergia

Desmascarada.

Aliamo-nos todos.

Será que apenas virtualmente?

Vivo e transplanto

Para o papel

Buscando,

Tolamente,

Alargar a órbita

Das minhas soluções

Insolucionáveis.

Censuráveis.

Acusam-me de ser absenteísta, sim.

Será que sou?

Parece-me tão invertidamente profundo.

Mas que seja dito a meu favor:

De vez em quando

Até sinto

Alguns laivos

Do

Mundo.



Leitores, esse é um dos poemas que está no meu novo livro "Inútil inocência", disponível através do site www.clubedeautores.com.br. 

Nas versões e-book e impressa. 

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